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Acredite em Lobisomens (2008)

Acredite em Lobisomens
Original:Never Cry Werewolf
Ano:2008•País:Canadá
Direção:Brenton Spencer
Roteiro:John Sheppard
Produção:Aaron Barnett
Elenco:Nina Dobrev, Kevin Sorbo, Peter Stebbings, Spencer Van Wyck, Melanie Leishman, Kim Bourne, Sean O'Neill, Nahanni Johnstone, Von Flores, Rothaford Gray, Billy Otis, Rebekah Boisvert

por Luana Caroline Damião

Todos os fãs do horror e até mesmo aqueles que não são, mas já assistiram à Sessão da Tarde uma vez na vida, conhecem o incrível A Hora do Espanto (1985), certo?

Pois bem, agora imagine uma versão de A Hora do Espanto em 2008, com lobisomem protagonista, efeitos parecidos com do original (isso em plenos anos 2000) e adolescentes com níveis de atuação questionáveis, tudo correspondendo à previsão de lançamento nos cinemas do sucesso teen absoluto Crepúsculo (2008), ou seja, temáticas e produções do estilo em alta. Imaginou? Horrível né? Pois bem, é isso que Acredite em Lobisomens nos traz.

A produção canadense do Syfy Channel de baixíssimo orçamento traz como protagonista Nina Dobrev, famosa hoje em dia e com uma legião de fãs babões por sua participação na série The Vampire Diaries. Além disso, uma participação de Kevin Sorbo, o Hércules dos anos 1980, que, pelo visto, nunca saíra do cinema lado b novamente.

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A sinopse já é conhecida de todos nós, pois sim, ela é a MESMA de A Hora do Espanto, com pouquíssimas peculiaridades. Loren (Nina Dobrev) nota atitudes estranhas vindas de seu novo vizinho Jared (Peter Stebbings). A partir disso, com um mix de interesse e repulsa, a garota começa a investigá-lo, e logo percebe que se trata de um lobisomem. E o pior, que ele possui uma espécie de obsessão por ela. Desesperada, tenta avisar família, amigos e a própria polícia, mas ninguém acredita nela (óbvio!), até que um ‘caçador’, Redd Tucker (Kevin Sorbo), apresentador de um programa de TV fracassado (percebam as nuances com a vida de Sorbo) acaba ajudando a garota, juntamente com um colega de escola, que só entra na jogada por ela ser gostosa.

O longa todo possui diversas atitudes jargões dos filmes de terror, além de músicas mal colocadas. Sabe quando você acha que tem o celular de alguém tocando, mas ai percebe que a música está no filme? Então, essa sensação!

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Entretanto, é incrível a agilidade de Loren, percebendo muito rápido a verdade sobre Jared. E o diretor opta por expor isso ao público de maneira bem comum: uma conversa entre a protagonista e sua amiga, onde ela explica detalhadamente todas as características de um lobisomem e o porquê de acreditar que seu vizinho se enquadra nesses padrões. Além disso, sua percepção sobre Jared é inabalável, em nenhum momento fica em dúvida sobre sua ‘conduta’ negativa.

Mas, Jared, dá motivos à clareza de percepção da mocinha, pois porta-se a todo momento como o vilão/machão/mauzão. E, também, cria um laço a La Drácula com Loren, mas sem o romantismo e jogos de conquista do clássico.

O baixo orçamento justifica a falta de investimento em efeitos especiais e excluindo a cena de uma espécie de cachorro demoníaco (bem parecido com de A Hora do Espanto) onde são usados efeitos horríveis (um cachorro demoníaco real seria mais bonitinho que aquilo), a produção opta pelo uso de maquiagem, uma boa jogada.

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No fim das contas, quem se deu bem com a produção foi Nina Dobrev, que a partir desta atuação e diversas outras em filmes b, conseguiu a seleção para The Vampire Diaries, engordando sua conta bancária.

Resumindo a história, se você não tiver nada para fazer, e quiser ver um filme (que inclusive esta disponível até no Youtube) para dar uma distraída, vai fundo. Mas, saiba que Acredite em Lobisomens é sim uma versão atual de A Hora do Espanto. E o clássico vale muito mais a pena, sem a menor sombra de dúvidas!

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5 Comentários

  1. Assisti e o no fim para mim foi melhor que o próprio remake da Hora do Espanto, kkkkkk.

  2. Qualquer coisa que tenha o Kevin Sorbo é abaixo da crítica.

  3. Esse filme parece bem ruim, duvido que a Nina o faria hoje em dia.

  4. Vale pelo vizinho gato e Sorbo ridiculamente hilário.

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