Prisioneiros das Trevas (2001)

Prisioneiros das Trevas (2001) (4)

Prisioneiros das Trevas
Original:A Crack in the Floor
Ano:2001•País:EUA
Direção:Sean Stanek, Corbin Timbrook
Roteiro:Sean Stanek, Corbin Timbrook
Produção:S. Norris Johnson
Elenco:Mario Lopez, Gary Busey, Bo Hopkins, Rance Howard, Tracy Scoggins, Justine Priestley, Daisy McCrackin, Jason Oliver, David Naughton, Stephen Saux

Sabe aquele tipo de filme em que você fica mais interessado no timer do vídeo cassete do que no que está passando na tela? Ou daquele tipo de filme que te faz pensar em quantos nomes diferentes você xingaria aquele que deu dinheiro pra fazer uma coisa como essa que você está vendo? Prisioneiros das Trevas é um desses e um pouco pior para ser sincero.

Um monte de gente sem talento se reúne para fazer um slasher com tudo o que há de mais podre em um filme de baixo orçamento: pretensioso, inverossímil, clichê, mal feito, enfim, intragável. Portanto anotem estes nomes e informações para nunca pegar um filme deles (isso se algum outro retardado der dinheiro para eles fazerem outro filme) e não sofrerem como eu sofri. Esta é uma produção de 2000 e foi escrita (sic.) e dirigida (sic.) por um tal de Sean Stanek, que dividiu a cadeira de diretor com um tal de Corbin Timbrook.

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Vamos ao roteiro (sic.): há um tempão, um molequinho de nome Jeremiah (que é a cara do Gugu e que não diz uma palavra) e sua mãe ajudam a enterrar seu falecido pai. Sua mãe fala que o mundo lá fora é sujo, que não se deve misturar com ele e que vão ficar protegidos no local escondido em que vivem e tal. Mas algum tempo passa e dois malucos que aparecem por lá ameaçam, violentam e matam sua mãe (sem tirar as calças?!); para terminar o serviço um deles dá um safanão no moleque que cai inconsciente.

Trinta e três anos depois, um casal de campistas tarados aparece na velha cabana e resolve dar uma rapidinha no local. Jeremiah, que agora vive no subsolo da cabana e não deve ser muito chegado na coisa, dá um fim nos dois. E agora um bando de adolescentes xexelentos e maconheiros estão organizando uma excursão para algum lugar da natureza, e, por aquelas coincidências que nem Bidu adivinharia, vão parar justamente na floresta perto da cabana do malucão assassino.

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Durante a viagem, nossos amigos (pft..) param em um posto de gasolina no meio do brejo (nem me perguntem de onde ele tira o combustível..), que é comandada por um par de malucos. Um deles é um velho sem um braço que dá um balde de frango frito pra quem encher o tanque, o outro é um cara descabelado que sai matando galinhas com um machado a torto e a direito.

Em tempo: as únicas coisas que você vai aprender é que frangos quando morrem soltam cheiro de ódio (deve ser bem fedido) e que supositórios feitos de asa de frango são muito eficazes contra náuseas (!!) – pior que um desses doidos ainda tira um sarro com o Brasil, falando que aqui é cheio de macacos! Oh droga, agora que virou um incidente diplomático, alguém aí me dê uma arma! hehehe..

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Eis que a trupe finalmente chega à cabana, agora vai começar a matança… Ah, mas o diretor ainda tenta fazer a gente se simpatizar com os personagens. Ô, se tenta… Olho no relógio: É quase uma hora ouvindo as personagens falando um monte de asneiras decoradas sem emoção e depois o matador tem que se aproveitar da burrice dos convidados e se apressar pra despachar o povo a tempo – mas que falta de consideração!! hehehe… E acaba nisso, sai um da cabana e morre, outro vai ver e morre, quando ninguém sai o matador entra e por aí vai.

Ah, e já estava me esquecendo de uma coisa: nesse meio tempo tem uma subtrama com a polícia local. Acontece que eles acharam mais de 20 (!) carros abandonados no fundo do lago. Todos eles deveriam estar a muito tempo lá, e o xerife acha que é um golpe contra as seguradoras, mas depois é revelado que todos eles são de pessoas que desapareceram naquela área nos últimos anos. Deixo a conclusão do pensamento para vocês.

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Eu não vou me alongar demais em comentários maldosos para esse filme, mas você vai achar inacreditável como essa porcaria é mal feita, da direção até a trilha sonora, passando por todos os demais quesitos: elenco, edição, roteiro, efeitos, figurino e em uma dúzia de etecéteras. Para não falar que tudo é descartável, o único que não paga o mico é o veteraníssimo Bo Hopkins fazendo pela trigésima centésima milionésima vez o papel de xerife do interior, mas é uma moeda de 1 centavo em um monte de esterco, portanto vai valer apenas se você tiver um horrendo senso de humor ou for doentiamente masoquista e ainda assim sob os riscos de danos cerebrais irreversíveis. Só me arrependo, amarga e profundamente de não ter lido antes (e, portanto não levando em consideração) os comentários do Marcelo e do Felipe e ter salvado meu rico dinheirinho do um destino cruel (e do meu estado crítico de letargia) que me fez alugar esse treco. Pra finalizar eu só queria saber quem da “imprensa americana” que considera essa porqueira como um dos melhores filmes de terror desde Halloween, como o encarte nacional faz questão de alardear, que eu vou trancafiar esse ser em um manicômio aqui pertinho e jogar a chave fora, Arre!!

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Gabriel Paixão

Gabriel Paixão

Colaborador e fã de bagaceiras de gosto duvidoso. Um Floydiano de carteirinha que tem em casa estantes repletas de vinis riscados e VHS's embolorados. Co-autor do livro Medo de Palhaço, produz as Horreviews e Fevericídios no Canal do Inferno!

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