Fear the Walking Dead (2015) – 1×06: The Good Man

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Fear the Walking Dead (2015) – 1×04: Not Fade Away
Fear the Walking Dead (2015) (1)

Fear the Walking Dead
Original:Fear the Walking Dead
Ano:2015•País:EUA
Direção:Adam Davidson
Roteiro:Robert Kirkman, Dave Erickson
Produção:Bill Johnson
Elenco:Kim Dickens, Cliff Curtis, Frank Dillane, Alycia Debnam-Carey, Elizabeth Rodriguez, Mercedes Mason, Lorenzo James Henrie, Rubén Blades, Maestro Harrell, Scott Lawrence, Lincoln A. Castellanos, Shawn Hatosy, Sandrine Holt, Jamie McShane, Jared Abrahamson, Alison Araya

Não há um zumbi em cena no quarto episódio da série Fear the Walking Dead. Se a proposta de uma série de zumbis, no mínimo, é apresentar zumbis, o que pode-se esperar deste capítulo se não uma aproximação ainda maior da opinião que os detratores nutrem sobre a franquia: uma novela, um drama, mas não um produto voltado para o horror. Para que esse fato possa ser desconsiderado, espera-se, também no mínimo, que o episódio seja sólido o bastante para trazer algumas emoções ao espectador. E, para falar a verdade, de certa forma, isso até acontece, e ainda traz elementos do que pode esperar dos episódios finais da primeira temporada.

A primeira relação que se faz é com Dia dos Mortos (Day of the Dead, 1985), a terceira parte da série de zumbis de George Romero. Quando o Pai dos Zumbis envolveu os militares no conflito – algo que já havia feito com O Exército do Extermínio (The Crazies, 1973) e Despertar dos Mortos (Dawn of the Dead, 1978) -, ele mostrou uma possibilidade dentro do pesadelo apocalíptico, imaginando como as Forças Armadas poderiam agir numa situação assim. Essa tensão estrutural é observada também em Extermínio (28 Days Later, 2002), sugerindo que os grandes vilões podem não ser as pessoas que retornaram à vida ou estão infectadas, mas aqueles que tentam reorganizar o mundo.

No término do episódio The Dog, Madison (Kim Dickens), Travis (Cliff Curtis), Chris (Lorenzo James Henrie), Alicia (Alycia Debnam-Carey), Nick (Frank Dillane) e a ex de Travis, Lisa (Elizabeth Rodriguez), estavam prontos para partir para o deserto, quando viram a chegada de Patrick (Jim Lau) à sua residência para encontrar a esposa zumbi Susan (Cici Lau). O grupo decidiu retornar para alertá-lo, mas foram surpreendidos pela chegada ofensiva dos militares. Not Fade Away começa nove dias após o controle dos soldados, quando todo o bairro foi limitado por cercas, tendo toques de recolher, visitas médicas e entregas de alimentos.

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De acordo com os organizadores da prisão militar, várias regiões foram protegidas por cercas, no limite que separa os sobreviventes das cidades mortas. O grupo tenta se acostumar a essa nova realidade: Travis assume um papel de importante contato com os de mais elevadas patentes, Lisa atende os doentes, Ofélia (Mercedes Mason) se engraça com o soldado Andrew Adams (Shawn Hatosy, de Prova Final, 1998) em troca de favores, Nick rouba morfina de um vizinho em estado grave, Alicia ainda sofre pela perda do namorado Matt, enquanto Chris percebe um contato externo, como se alguém num prédio na região morta estivesse tentando chamar a atenção.

Ignorado pelo pai, ele convence Madison dessa possibilidade, instigando-a a uma tentativa de aproximação – algo que, para mim, soou extremamente artificial e próprio apenas para criar suspense. Sabendo que os militares, sob o comando do Tenente Moyers (Jamie McShane), afirmam que o local além da cerca está contaminado, por que diabos uma mãe de família, conselheira numa escola pública, iria se aventurar nessa frustrada missão de resgate?

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Também se destaca nesse quarto episódio a chegada marcante – e aparentemente desagradável – da Dra. Bethany Exner (Sandrine Holt), com sua experiência médica para recolher os doentes para um atendimento especial no hospital. Um deles, é claro, é Nick, o garoto viciado, a outra é Griselda, da família dos estrangeiros. Será que os heróis terão que organizar uma missão de resgate, quando tudo fugir ao controle? O que estão fazendo com os doentes? Eliminando-os (um pressentimento de Daniel Salazar)? Fazendo pesquisas e experiências?

Not Fade Away serviu mesmo para apresentar os rumos do final da temporada, surtindo efeito favorável pelas expectativas, mesmo que tenha deixado o espectador faminto pelos andantes.

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Marcelo Milici

Professor e crítico de cinema há vinte anos, fundou o site Boca do Inferno, uma das principais referências do gênero fantástico no Brasil. Foi colunista do site Omelete, articulista da revista Amazing e jurado dos festivais Cinefantasy, Espantomania, SP Terror e do sarau da Casa das Rosas. Possui publicações em diversas antologias como “Terra Morta”, Arquivos do Mal”, “Galáxias Ocultas”, “A Hora Morta” e “Insanidade”, além de composições poéticas no livro “A Sociedade dos Poetas Vivos”. É um dos autores da enciclopédia “Medo de Palhaço”, lançado pela editora Évora.

One thought on “Fear the Walking Dead (2015) – 1×06: The Good Man

  • 24/09/2015 em 04:40
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    Essa turma que comanda The Walking Dead têm a proeza de lançar personagens chatos. Assim como a na série mãe, essa aí dá um forte desejo na morte de todos.

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