Antes que Tudo Desapareça (2017)

Antes que Tudo Desapareça
Original:Sanpo suru shinryakusha
Ano:2017•País:Japão
Direção:Kiyoshi Kurosawa
Roteiro:Kiyoshi Kurosawa e Sachiko Tanaka
Produção:
Elenco:Masami Nagasawa, Ryûhei Matsuda, Hiroki Hasegawa, Masahiro Higashide, Kyôko Koizumi, Kazuya Kojima, Atsuko Maeda, Ken Mitsuishi, Shinnosuke Mitsushima, Saki Ohwada, Takashi Sasano, Mahiro Takasugi, Yuri Tsunematsu

O mais recente lançamento do prolífico cineasta Kiyoshi Kurosawa explora o cinema de gênero (no caso, a ficção científica alienígena) para, mais uma vez, elaborar um tratado filosófico e social como presente em toda a sua obra. Antes que tudo Desapareça tem início com um assassinato em massa de uma família, tendo como sobrevivente apenas a filha adolescente (Tsunematsu), que se encontra desaparecida e misteriosamente procurada pelo governo japonês. Enquanto isso, um repórter sensacionalista em busca de um furo (Hasegawa) é abordado por um esquisito jovem (Takasugi) que, além de demonstrar interesse em encontrar a jovem, ainda diz ser um alienígena. Em outra subtrama, uma esposa traída (Nagasawa) percebe que seu marido (Matsugi) está diferente do que era antes. Na verdade, o marido, o jovem e a adolescente são três alienígenas incorporados em humanos que estão em uma missão de reconhecimento na Terra para posterior Invasão e aniquilação da humanidade.

De tom leve, quase caricatural, o novo longa de Kurosawa, baseado na peça escrita por Tomohiro Maekawa, pega emprestado diversos elementos de um filme-B e tenta mesclá-los num enredo que parece querer provocar uma discussão sobre o significado de ser humano, o que nos conecta enquanto sociedade, as reais motivações das guerras e a questão da linguagem. Infelizmente, tudo isso fica muito diluído devido ao ritmo extremamente lento e à abordagem que oscila com irregularidade entre o cômico e a sátira política, a violência, a poesia e os efeitos especiais bastante toscos.

A ideia que o roteiro utiliza de conceitos, por exemplo, que são o que os tais alienígenas vêm  à Terra para coletar, parecem esconder uma complexidade de significado que o filme nunca explora de fato. Enquanto isso, os conflitos expostos pela trama são resolvidos facilmente através de artifícios óbvios com um desfecho que apela para um viés romântico e que, embora correto, fica aquém do esperado da premissa original.

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Marcus Augusto Lamim

Marcus Augusto Lamim

Um seguidor fiel do cinema em todos seus formatos e gêneros, amante de rock e do gênero fantástico, roteirista amador e graduando em química.

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