Killer Unicorn (2018)

4.3
(3)

Killer Unicorn
Original:Killer Unicorn
Ano:2018•País:EUA
Direção:Drew Bolton
Roteiro:José D. Álvarez
Produção:José D. Álvarez
Elenco:Alejandro La Rosa, Makus Kelle, Monica Garcia-Bradley, José D. Álvarez, Dennis Budesheim, Matty Horrorchata, Grayson Squire, Lady Havok, Christopher Vancleave.

Lendário e majestoso por natureza, o unicórnio há muito é reverenciado como um símbolo de virtudes como beleza, liberdade, coragem, alegria, saúde e pureza. Tanto é assim, na verdade, que o Rei Robert o adotou oficialmente como animal nacional da Escócia no final do século 14, embora já tivesse aparecido em selos oficiais e brasões já no século 12.

Se não for assim que você deseja continuar a ver e lembrar desta bela criatura, então vá em frente e pule daquele cavalo (ou unicórnio) branco e alto e prepare-se para se divertir com o inverso de tudo que você ama nesta besta mitológica com chifre. Aqui teremos um misterioso assassino que enfrenta a facção mais feroz do Brooklyn, as Drag Queens. Não se preocupe, porque a festa não vai parar com essas garotas…mesmo depois que os corpos começarem a se amontoar.

A trama é a seguinte. Danny é o típico garoto festeiro do Brooklyn. Ele e seus amigos não poderiam estar mais animados com a próxima “Festa do Enema Anual no Brooklyn“; uma das maiores festas gays do Brooklyn, o evento é um lugar “onde você vem para se dopar e dançar”. A noite começa divertida, mas rapidamente vira um pesadelo quando Danny é atacado e estuprado por um estranho, mas é salvo por seus amigos queer, mas não sem consequências mortais. Um ano depois, Danny ainda está passando pelos traumas daquele terrível incidente e se recusa a ir à próxima festa do ano, apesar da pressão de seus amigos próximos Cholata, Collin e Gayson. Seus amigos querem que Danny enfrente seus medos e volte para o mundo queer. Depois de muita insistência Danny decide dar uma segunda chance à sua vida social e à vida noturna do Brooklyn. Infelizmente seus amigos começam a ser mortos de maneiras horríveis e Danny percebe que sua vida e todos os que o ajudaram naquela noite estão em perigo. Um homem usando uma máscara de unicórnio está matando a vida noturna do Brooklyn, uma rainha de cada vez, e ele não vai parar até que tenha sua vingança.

Com esses pensamentos em mente, Killer Unicorn é um propício e “fresco” filme de horror/comédia/slasher que teve seu lançamento inicial na cidade de Nova York, Houston e Los Angeles na sexta-feira, 14 de junho de 2018. Além disso, está programado para lançamento em DVD e plataformas digitais pela Indican Pictures. Uma exibição deliciosamente perturbadora, a produção marca o filme de estreia do escritor Jose D. Alvarez e do diretor Drew Bolton em associação com a Mattioli Productions. Além do véu de humor e terror, porém, existe uma mensagem mais profunda e mais compreensível para a comunidade LGBTQ sobre o desrespeito e as injustiças que comumente enfrentam.

Dito isso, Killer Unicorn estrela bastante um omnium-gatherum de personagens fervorosamente extravagantes como o ex-festeiro Danny, interpretado por Alejandro La Rosa (Mid to Late 2018, The Bold and the Spicy: An Apology 2017); a exageradíssima, hardcore e áspera “bicha-escândalo” chamada Madame Mortimer, interpretada por Makus Kelle (Hurricane Bianca 2016, e a série de TV The Mysteries of Laura TV, 2014); uma bruxa viciada em drogas que atende pelo nome de Coca, interpretada por Monica Garcia-Bradley (Guys at Parties Like It TBA, Chasing Cane: At What Cost); e o doce e amável Puppypup interpretado pelo próprio José D. Álvarez (Guys at Parties Like It, Tumble Dry, 2018). Ele também inclui uma riqueza de talentos estreantes no cinema (e queens) como O Unicórnio Assassino (Dennis Budesheim); a sempre colorida Cholata (Matty Horrorchata); uma gracinha de cabelos compridos sempre procurando algum rabo fácil, Gayson (Grayson Squire); Collin, a doida-legal (Lroyce Jata); uma drag maliciosa e desbocada chamada Horse Foo (Ruby Rôo); a magnânima Lady Havokk interpretando a si mesma; o inflamado Isis Vermouth como o anfitrião da festa e a magnífica Merrie Cherrie também interpretando a si mesma. E também não podemos esquecer a famigerada BibleGirl como a primeira vítima do assassino purpurinado…

Além do elenco divertido, Killer Unicorn também tem um desenrolar de eventos estimulantes que só poderiam ser descritos como mágicos. A história se concentra neste grupo destemido, mas assustador, de Drag Queens, que são conhecidos por sediar as festas mais estranhas e maravilhosas do Brooklyn e que estão sendo misteriosamente mortos por uma sexy versão stripper de Michael Myers – exceto que ele trocou o macacão por um shorts rosa brilhante e a máscara de William Shatner por uma cabeça de unicórnio com uma crina de arco-íris longa e fluida e até mesmo um chifre de aparência ligeiramente menos fálica do que se poderia imaginar. Além de fazer referência ao famoso clássico Halloween de 1978, a produção também incorporou elementos de outros filmes slasher bem conhecidos, como Pânico, de 1996, e Eu Sei o que Vocês Fizeram no Verão Passado, de 1997.

Com todos esses fatores expostos e independentemente dos personagens exagerados e diálogos superficiais frequentemente vistos em alguns dos filmes de terror mais bregas, tudo funciona muito bem nesta produção. Drag Queens são conhecidos por serem indivíduos altamente teatrais e exagerados de qualquer maneira, então, para usar essas características em um determinado contexto é que chegamos à perfeição do desempenho. Também é divertidamente brilhante ver como esses traços particulares realmente se tornam o calcanhar de Aquiles de algumas dessas memoráveis madames.

Este pode não ser o filme que você assistiria com sua família, não importa quão aberta ela possa ser. Apenas um aviso justo, já que há um pouco de nudez masculina, fetichismo, conteúdo gráfico, forte conteúdo sexual e sequências de morte horrivelmente fodidas (literalmente!); mas isso certamente não deve dissuadir ninguém de conferir esta exótica película.

Se você gosta de emoções diferentes não pode perder esta divertida bagaceira, mesmo pra descobrir se Drag Queens poderiam ultrapassar um Unicórnio Assassino montadas num salto 15!

Resenha traduzida do site Cryptic Rock, escrita originalmente por Misty Wallace

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Iam Godoy

Escritor, colunista, fotógrafo, libertino, subversivo e um porra-louca sem noção do perigo. Comanda desde 2013 o site Gore Boulevard, antro de clássicos e bagaceiras sangrentas.

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