O Armário (2020)

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O Armário
Original:The Closet
Ano:2020•País:Coreia do Sul
Direção:Kwang-bin Kim
Roteiro:Kwang-bin Kim
Produção:Myung Chan Kang, Moon Noh, Jong-bin Yoon
Elenco:Ha Jung-woo, Yool Heo, Nam-gil Kim, Si-ah Kim, Kim Jung-Chul, Soo-jin Kim, Hyeon-bin Shin, Park Sung-woong

Uma família se muda para uma casa nova, e logo estranhos eventos começam a acontecer. A filha desaparece, mas sabe-se que ela continua viva em outra dimensão da realidade através de um canal de comunicação muito específico entre esses dois mundos. Após tentar de todas as formas resgatar a filha, a família aceita o caminho do sobrenatural e contrata uma equipe de parapsicólogos com ares de caça-fantasmas para uma última tentativa. Achou familiar?

Com certeza todo fã de terror já ouviu ou leu uma sinopse como essa por aí. Poderíamos estar falando tanto do clássico Poltergeist (1982) quanto do ainda jovem Sobrenatural (2010), mas me refiro aqui ao sul-coreano O Armário, de Kim Kwang-bin. Esse é um dos primeiros trabalhos do diretor, em que resgata um tema clássico, e, apesar de criar uma história razoável, não vai muito além disso e nos deixa esperando por algo a mais.

A trama possui suas distinções com relação às referências mencionadas. A narrativa segue a história de um engenheiro (ou arquiteto) que, após a morte da esposa, resolve mudar de casa com a filha, ainda muito abalada pela morte da mãe. A casa nova, antiga e cheia de móveis velhos, é grande demais para os dois e parece aprofundar o distanciamento entre eles. A filha logo inicia uma amizade com uma amiga imaginária, algo que altera seu comportamento (para pior), e culmina no seu desaparecimento.

Após muitas tentativas de compreender o desaparecimento da filha, sem sucesso, o pai se deixa levar pela conversa de uma espécie de parapsicólogo que parece saber os mistérios envolvendo o casarão, além de garantir conseguir trazer a filha de volta. A partir daqui, o resto já podemos inferir.

Infelizmente, O Armário não vai muito além disso. Os pontos altos do filme são os aspectos técnicos, que tornam o enredo manjado num típico horror sul-coreano. Os cenários, a fotografia e a trilha sonora garantem alguns bons momentos de suspense, mas a maior parte do longa é maçante e previsível demais.

O roteiro ainda tenta levantar algumas questões e gerar algum conflito ou dúvida no personagem do pai, dividido entre o emprego e a filha, mas sua personalidade apática contamina toda atmosfera do filme, fazendo sua duração, que nem é tão longa, parecer interminável.

Ao fim, O Armário é  um filme que deve interessar principalmente os aficionados por filmes orientais. Não é totalmente dispensável mas se torna difícil de engolir quando se repete um enredo tão clássico (e manjado) sem propor nada realmente novo além da aparência.

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Pedro Emmanuel

Cearense, jornalista, quase geógrafo (ainda cursando), meio praieiro e ligeiramente antissocial. Minha viagem é aprender o máximo possível sobre a vida e sobre a morte, e assim ir assimilando alguns mistérios da existência. Vivo como se fosse um detetive, mas minha mente vagueia muito. Sou fã de Star Trek, Jefferson Airplane, e do Massacre da Serra Elétrica original.

One thought on “O Armário (2020)

  • 08/06/2022 em 18:11
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    Receio que o cinema sul-coreano comece a dar sinais de esgotamento no gênero, tal como já vimos na vertente japonesa e tailandesa. A bola da vez, em termos de hype, tem sido algumas produções da Indonésia. E mesmo tendo a maior população islâmica do mundo, as produções tem mesclado a questão de explorar as nuances folclóricas da região. Mas ainda acredito que por ser bem alicerçada, a cena sul-coreana do terror e do horror, possa ainda se sobressair. O público e quem trabalha com isso lá são cientes da qualidade que atingiram a partir da redemocratização em 1988.

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