As Viúvas (2018)

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As Viúvas
Original:Widows
Ano:2018•País:EUA, UK
Direção:Steve McQueen
Roteiro:Steve McQueen, Gillian Flynn, Lynda La Plante
Produção:Iain Canning, Steve McQueen, Arnon Milchan, Emile Sherman
Elenco:Viola Davis, Michelle Rodriguez, Elizabeth Debicki, Liam Neeson, Jon Bernthal, Manuel Garcia-Rulfo, Coburn Goss, Alejandro Verdin, Bailey Rhyse Walters, Carrie Coon, Robert Duvall, Colin Farrell, Molly Kunz, James Vincent Meredith

Há muito tempo tinha curiosidade de assistir ao suspense As Viúvas por uma série de motivos, a começar pelo elenco, que junta Viola Davis, Michele Rodrigues, Elizabeth Debicki, Liam Nesson, Carrie Coon, Daniel Kaluuya, Colin Farrell e Robert Duval. Ufa… é uma constelação de astros e ótimos atores juntos numa empreitada conduzida pelo aclamado Steve McQueen (do oscarizado 12 Anos de Escravidão, que levou a estatueta de Melhor Filme em 2014) e ainda roteirizado pela bem sucedida escritora Gillian Flynn (cujo livro Garota Exemplar foi transformado no filme homônimo de 2014). Por um acaso, acabei encontrando esse thriller no catálogo da Netflix.

Como a expectativa era altíssima, o tombo ao final da projeção foi na mesma proporção… Não que o filme seja ruim, mas ele é tão insosso que a impressão geral é de muito talento totalmente desperdiçado. Se os envolvidos fossem uma porção de gente acostumada com filmes classe Z numa produção paupérrima de algum estúdio caça níqueis, certamente ele seria um clássico, mas não é o caso em razão do pedigree dessa turma toda que acabei de citar.
A história começa com uma trupe de assaltantes sendo totalmente dizimada pela polícia ao término de um trabalho. Com os maridos mortos, por algumas razões que não convém revelar, as esposas, agora viúvas, se unem para fazer um assalto e sair da pindaíba em que foram deixadas.

Pela sinopse, o próprio conceito do filme já é estapafúrdio, mas a coisa avança de modo ainda mais rocambolesco. Há também uma subtrama de um processo eleitoral que não tem função alguma, e os dramas familiares de cada viúva, mostrados de forma tão explicita e didática que só falta um narrador parar a projeção e conclamar: Estão vendo? É por isso que elas precisam do dinheiro!

Claro que os atores, a direção e a produção dão um verniz requintado ao filme. Há cenas e diálogos bem escritos, mas tudo é muito aquém do pretendido e esperado em razão dos talentos envolvidos.

Como mérito o filme tem uma pegada realista que lembra alguns clássicos dos anos 70, como Operação França (1971) e Serpico (1973), além da inserção de mulheres num ambiente e trama dominados pela testosterona, quebrando estereótipos. Contudo, outros filmes fizeram esse papel com mais qualidade desde que Sigourney Weaver provou que dava conta sozinha de encarar perigosos extraterrestes em Aliens (1986), tal como Charlize Theron em Atômica (2017) e Mad Max – Estrada da Fúria (2015), Jennifer Lawrence em Jogos Vorazes (2012) e Scarlett Johansson, que literalmente vira a onipotente em Lucy (2014). Em suma, existem outros e melhores filmes para elevar o girl power.

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Ricardo Gazolla

Formado em Direito e trabalhando no setor privado, apaixonado por cinema desde a infância quando assistiu Os Goonies (1985) na tela grande. Sua predileção pelo horror começou um pouco depois ao conhecer em VHS A Hora do Pesadelo (1984), Renascido do Inferno (1987) e A morte do demônio (1981). Desde então o cinema se tornou um hobby, um vício socialmente aceito, um objeto de estudo, um prazer público e, agora, no site Boca do Inferno, uma forma de comunicação com as pessoas.

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