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O Duende Assassino
Original:Leprechaun 3
Ano:1995•País:EUA
Direção:Brian Trenchard-Smith
Roteiro:David DuBos, Mark Jones
Produção:Jeff Geoffray, Walter Josten, Henry Seggerman
Elenco:Warwick Davis, John Gatins, Lee Armstrong, John DeMita, Michael Callan, Caroline Williams, Marcelo Tubert, Tom Dugan, Leigh-Allyn Baker, Richard Reicheg, Ian Gregory

A qualidade duvidosa dos dois primeiros filmes, O Duende (Leprechaun, 1993) e O Retorno do Duende (Leprechaun 2, 1993), lançados nos cinemas, não foi suficiente para cessar a franquia, empolgada na construção de um novo ícone do horror, tendo à sombra Freddy Krueger e Chucky, pelo caráter satírico dos vilões famosos. A década de 90 já mostrava o desgaste das franquias, e o sucesso parecia vir dos thrillers envolvendo assassinos seriais (O Silêncio dos Inocentes, Seven…) e dos vampiros (Entrevista com o Vampiro, Drácula de Bram Stoker, franquia Subspecies), mas houve espaço para que a criatura das rimas e da mitologia fantasiosa pudesse encher as locadoras de VHS com continuações.

Assim, um terceiro foi realizado, com um orçamento pífio de US$1,5 milhões, e a necessidade de lançá-lo diretamente em vídeo, como aconteceria com os demais filmes. Houve até pensamentos para uma produção em 3D, mas precisaria apostar nas telas grandes, algo que não se mostrou tão lucrativo. O que importa é que Warwick Davis, a identidade do vilão, estaria de volta, numa época em que o ator estava bastante requisitado em Hollywood. E, para a direção, foi contratado Brian Trenchard-Smith, que vinha da boa sequência A Noite dos Demônios 2 (1994), e sabia trabalhar com horror, sangue em profusão e bom humor.

Ambientado em Las Vegas, lugar ideal para o Duende encontrar pessoas ambiciosas e dispostas a qualquer coisa por fortuna e sucesso, o longa começa numa loja de penhores, quando um homem, com apenas uma perna, um braço e um olho, entrega uma estátua do Duende, com um curioso medalhão no pescoço. Avisa ao proprietário que a estátua traz sorte, mas, em nenhuma circunstância, ele deveria retirar o medalhão. Sim, não há trevo de quatro folhas (O Duende) e nem ferro fundido (O Retorno do Duende), mas um artefato capaz de aprisionar a criatura e impedir suas ações maldosas. Não demora muito para o curioso exatamente retirar a proteção e o Duende voltar à vida, mordendo sua orelha. A briga entre os dois é um pouco extensa, sendo intercalada pela chegada do jovem Scott McCoy (John Gatins) a Las Vegas, dando carona a Tammy Larsen (Lee Armstrong), que trabalha como assistente do mágico Fazio Williams (John DeMita) em um cassino.

De volta à loja, o Duende é ameaçado pelo dono e foge, deixando cair uma moeda de seu pote de ouro. Sabendo que se trata de uma entidade mística, o rapaz pesquisa sobre o Duende, como enfrentá-lo e ainda tirar proveito de seus poderes, mas a criatura retorna para findá-lo. Scott consegue entrar no cassino para fazer apostas, mesmo com os avisos de Tammy sobre o risco do vício, e perde todo seu dinheiro na roleta. Resolve então vender o relógio que possui para continuar apostando, e vai até a tal loja de penhores somente para encontrar o comprador morto, a moeda de ouro e um site online aberto com a informação sobre cada moeda realizar um desejo.

Scott pede então para se sair bem no cassino, algo que realmente acontece e enfurece Mitch (Michael Callan), o dono do estabelecimento. O que acontece a partir de então são os desejos de vários que ali se destacam como do próprio dono, da outra assistente do mágico Loretta Fieldson (Caroline Williams) e até de Fazio. O Duende ronda pelo cassino, com suas falas rimadas, matando de forma criativa quem detém seu ouro, fazendo uso de ilusões — a melhor de todas é a da androide, em um efeito animatrônico, que salta da televisão para seduzir Mitch — com seu humor sarcástico de sempre e sem intenção de buscar uma noiva (O Retorno do Duende). A outra novidade para a mitologia do personagem é o processo de transformação gradual de Scott em um duende, depois que ele é mordido pelo vilão e o sangue de ambos se misturam, contando com a boa atuação de John Gatins até mesmo na imposição da voz.

É nítida a melhora em relação aos dois anteriores: O Duende Assassino — título nacional que só serve para dificultar a catalogação e confundir o público ainda que os filmes dessa franquia não sejam sequenciais — é mais dinâmico e divertido, e literalmente transforma o Duende em um ícone poderoso e sarcástico, tal qual o vilão das lâminas nas mãos. A ambientação favorece a narrativa de David DuBos, assim como os personagens, os efeitos especiais, com destaque para a cena em que os lábios, os seios e o bumbum de Loretta aumentam até explodirem, além da maquiagem produzida pela Atlantic West Effects.

Mesmo sendo o filme mais assistível da franquia, não se pode considerá-lo bom. É um Filme B, com armadura trash, voltado para os fãs do Duende e de bagaceiras que não fazem sentido. Não se pode esperar mais do que isso: um amontado de absurdos em um cenário interessante e um vilão carismático.

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