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Enterramos os Mortos
Original:We Bury the Dead
Ano:2024•País:Austrália
Direção:Zak Hilditch
Roteiro:Zak Hilditch
Produção:Mark Fasano, Ross M. Dinerstein, Kelvin Munro, Grant Sputore, Anna-Nora Bernstein, Joshua Harris
Elenco:Daisy Ridley, Brenton Thwaites, Mark Smith, Matt Whelan, Chloe Hurst, Kym Jackson

Me lembro vividamente de quando conferi nos cinemas a comédia Meu Namorado é um Zumbi, no já longínquo 2013. Apesar de cômica, a ideia do filme, repetida em outras comédias como Life after Beth e Burying the Ex, era intrigante: poderiam zumbis ser mais que apenas monstros comedores de carne? Apesar da abordagem mais voltada para o drama do que para a comédia, a produção australiana We Bury the Dead, estrelada por Daisy Ridley, se apoia em um mote semelhante: quão vivos podem ser… os mortos?

Na trama, um acidente nuclear causado pela explosão de uma arma experimental americana instantaneamente mata todos os mais de 500.000 habitantes da Tasmânia. A capital Hobart é vaporizada de imediato na detonação, mas um forte pulso eletromagnético causa o colapso neural de todos os outros seres vivos do estado insular. O resultado é uma paisagem apocalíptica de estátuas mortas abruptamente, preservadas no meio de seus afazeres diários, tal qual Pompeia na erupção do Vesúvio.

A catástrofe causa uma grande comoção pública nos Estados Unidos, com uma ampla convocação de voluntários para ajudar na identificação dos mortos e resgate de possíveis sobreviventes. Entre os voluntários está a fisioterapeuta americana Ava Newman (Ridley), desesperada por notícias sobre seu marido Mitch (Matt Whelan), que estava em Hobart a trabalho. Mas a real esperança de Ava é outra: corre o boato de que alguns dos mortos na Tasmânia inexplicavelmente acordam. Será que as pessoas voltam ao normal quando acordam? Por que alguns acordam e outros não? E o mais importante, Mitch está morto, vivo ou morto-vivo?

A abordagem do diretor Zak Hilditch é criativa e desenvolve de maneira interessante o seu conceito sobre zumbis. Apesar do desenvolvimento relativamente lento do primeiro ato, destinado à apresentação do ambiente e das motivações de Ava, o segundo terço do filme nos entrega boas cenas de exploração em um cenário desolador pós-catastrófico em cima de uma motocicleta, ao melhor estilo Days Gone. As atuações são competentes, principalmente de Daisy Ridley e de Mark Coles Smith, no papel de um militar abalado pela situação de saúde da esposa (papel que ele já havia interpretado muito bem na série Vinagre de Maçã).

O plot twist da situação de Mitch e das reais motivações de Ava são interessantes e entregues de forma orgânica, em um final satisfatório para um filme satisfatório. We Bury the Dead pode não ser a mais original ou a mais assustadora entre as produções de horror, mas é um respiro na abordagem sobre zumbis e vale a recomendação.

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