Falando no Diabo 29 – A representação do negro e o racismo na cultura pop de terror – Parte I

Em 2020, o racismo segue firme e forte em todos os âmbitos da sociedade. Basta olhar em volta e você vai perceber. No cinema não é diferente, e dentro do gênero terror é fácil encontrar exemplos, em qualquer época que analisarmos. No episódio de hoje, trouxemos o Queops Negronski para conversar sobre como os negros eram retratados no cinema de horror desde seus primórdios, e como hoje alguns realizadores têm ganhado espaço (ainda que longe do suficiente) para, quem sabe, começarem a mudar esse cenário.

Equipe de gravação:
Silvana Perez
Ivo Costa
Filipe Falcão
Samuel Bryan

Convidado:
Queops Negronski

Links:
Whoopi Goldberg no DVD de Tom & Jerry
Lista de filmes de terror com protagonistas negros no Filmow
Son of Ingagi

Edição:
Maurício Murphy

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Silvana Perez

Silvana Perez

Escolheu alguns caminhos errados e acabou vindo parar na Boca do Inferno.

4 comentários em “Falando no Diabo 29 – A representação do negro e o racismo na cultura pop de terror – Parte I

  • 19/07/2020 em 15:10
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    Sobre “E o vento levou”, tb concordo que o simples banimento é contraproducente. Se proibirmos toda e qualquer obra preconceituosa, simplesmente se elimina a possibilidade de debate. Até pq vivemos em uma sociedade preconceituosa e a maioria esmagadora da produção cinematográfica que chega aos nossos cinemas (quase só produções norte-americanas) apresenta alguma forma de preconceito contra negros, mulheres, estrangeiros, gays, etc. E, agora, mais do que nunca, é um momento propício a debater esse tema. Então é importante assistirmos a esses filmes e prestarmos atenção que a mulher ainda poucas vezes assume o protagonismo ou há filmes onde o negro é, no máximo, um figurante – isso quando aparece – ou o latino que sempre é presidiário, traficante, amante exótico; ou o padrão de beleza que ainda privilegia pessoas exclusivamente jovens e magras. A maioria das pessoas ainda assiste aos filmes sem essa visão critica, por isso é necessário o debate. E nesse sentido, acredito que os avisos de contextualização histórica são mais eficazes.

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  • 19/07/2020 em 14:38
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    Que é necessário mais negros na indústria do cinema – da mesma forma que tb é necessário uma maior participação das demais ditas “minorias” – é inquestionável. E ninguém melhor do que um negro para contar a sua própria história tb é inquestionável. Dito isto, pq não pode ser positivo um branco falar sobre um dos períodos mais monstruosos da história da humanidade? Será que, como ser humano, ele tb não pode se indignar? Na década de 80, a questão racial não estava de forma alguma em evidência e um cineasta, com a força que um Spielberg tinha, se debruçar sobre esse tema de uma forma respeitosa foi algo positivo sim!

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  • 03/07/2020 em 13:53
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    Entendo e respeito a posição de Queops Negronski de não querer assistir filmes a respeito de escravidão por ser duro para um preto ver as cenas destes filmes. É uma questão pessoal, sou preta, obviamente essas cenas também me tocam, mas penso que estes filmes têm que ser produzidos a exaustão, se fizerem com que dois por cento de seu público questione seus valores já é um ganho. Lembrando que, apenas falando de Brasil, as pessoas não têm o hábito da leitura e por isso esses filmes se tornam ainda mais necessários. Quanto a fala de que “E o Vento Levou” não deve ser banido, soou a mim de forma incoerente. Vejam bem, vocês falam aí que os filmes sobre escravidão servem apenas para produtores brancos ganharem dinheiro e que o público sai do cinema e vai comer sua pipoca sem refletir sobre o que acabou de ver, no entanto dizem que filmes como “E o Vento Levou” não deve ser banido, bastando para isso uma explicação sobre o contexto. Pois bem, se o público sai de um filme como “Doze Anos de Escravidão” e vai comer sua pipoca, para que serviria uma breve explanação sobre o contexto de “E o Vento Levou” e tantos outros. No meu ponto de vista esses filmes devem ser banidos porque o que é visto ali fica introjetado nas pessoas, da mesma forma que uma estátua que homenageia um racista dá uma idéia de que esse cara era um herói.
    Minha última colocação é a respeito de filmes com protagonistas pretos, quando assisti ao “Corra” o que mais me chamou a atenção é que o amigo do protagonista era ridículo e gordo, quando assisti ao “Pantera Negra” o que mais me chamou a atenção foi a beleza de protagonista, mocinha e vilão. Para mim ainda soa como uma escusa, alguma coisa como “vamos colocar pretos como protagonistas, mas podem ficar tranquilos, serão todos lindos, se houver algum preto gordo, baixo ou com qualquer outra característica fora dos padrões de beleza esse será vilão. Um cinema andou um pouco em relação ao racismo, como todo o resto da sociedade, talvez uns cinco centímetros numa caminhada de cinco quilômetros.

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