Invasão Mortal (1995)

Invasão Mortal (1995) (3)

Invasão Mortal
Original:Deadly Invasion: The Killer Bee Nightmare
Ano:1995•País:EUA
Direção:Rockne S. O'Bannon
Roteiro:William Bast, Paul Huson, Rockne S. O'Bannon
Produção:William Bast, Paul Huson, Randy Sutter
Elenco:Robert Hays, Nancy Stafford, Ryan Phillippe, Gina Philips, Gregory Gordon, Michael A. Nickles, Danielle von Zerneck. Dennis Christopher

“Em 1956, pela primeira vez as abelhas assassinas foram levadas da África para a América do Sul. Lá chegando, as abelhas africanas começaram a se reproduzir e se tornaram a raça dominante, causando centenas de mortes. Apesar dessa ameaça mortal, todos os esforços para evitar sua reprodução ou migração para o Texas e California falharam. Especula-se que até o final da década de 90, as abelhas assassinas terão se espalhado em quase todo o continente dos Estados Unidos. O que verão poderia ser uma história verdadeira…”

A “Works Editora” era uma pequena empresa de distribuição de DVDs por aqui, sediada em Jundiaí, no interior de São Paulo, e que presenteou os fãs de horror com dezenas de filmes valiosos que vão desde as preciosidades da nostálgica produtora inglesa “Hammer” até obras-primas dos anos 70 do século passado como O Homem de Palha (73), com Christopher Lee, Suspiria (77), de Dario Argento, e Despertar dos Mortos (78), de George Romero.

Mas, por outro lado, no catálogo da “Works” também temos vários filmes totalmente desnecessários e de qualidade muito ruim como Cemitério Macabro (92), Werewolf – A Noite do Lobo (96), Pelotão Vampiro (91) e o tema dessa resenha, Invasão Mortal (Deadly Invasion: The Killer Bee Nightmare, 95), uma produção especialmente para a televisão.

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O filme faz parte do já extremamente explorado subgênero sobre ameaças contra a humanidade causadas por insetos, onde os roteiristas parecem nunca se cansar de tentar assustar em vão o público com invasões de aranhas, gafanhotos, lesmas, baratas, formigas, além de outros animais peçonhentos como ratos e cobras, e até os aparentemente inofensivos pássaros. No caso de Invasão Mortal, os insetos escolhidos pelos produtores são as temíveis abelhas, que já foram utilizadas numa infinidade de filmes anteriores.

Uma pacata cidade do interior do Estado americano da Califórnia, chamada Blossom Meadow, é invadida por um exército de abelhas assassinas. Uma família em especial, recém chegada de uma cidade grande, compra uma fazenda nas imediações. Ela é formada pelo advogado Chad Ingram (Robert Hays, da série de TV Starman, 1986/87), sua esposa Karen (Nancy Stafford), e os três filhos, os adolescentes Kevin (Gregory Gordon) e a bela Tracy (Gina Philips, de Olhos Famintos, 2001), além da caçula Lucy (Whitney Danielle Porter). Todos eles, e mais o amigo acéfalo de Kevin, Tom Redman (Ryan Phillippe, de Ameaça Virtual, 2001), são obrigados a se refugiarem no interior de sua casa devido um ataque de um enxame de abelhas que haviam sido perturbadas em suas colmeias. Eles terão que unir forças para lutar e tentarem sobreviver à “invasão mortal” dos insetos furiosos que procuram de todas as formas entrar no território inimigo.

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Invasão Mortal não apresenta cenas de ação, tensas ou carregadas de algum tipo de violência, com poucas mortes e todas filmadas fora da tela. O roteiro trivial procura especular (como pode ser visto na introdução do filme, reproduzida no início desse texto) as consequências de uma invasão de abelhas que conseguem matar as pessoas em seus ataques maciços quando incomodadas.
Mas a história é completamente banal, previsível (sabemos o que vai acontecer com antecedência e extrema facilidade) e repleta de furos absurdos (tem um personagem que aparece e desaparece do nada, chamado Pruitt Taylor Beauchamp, interpretado por Dennis Christopher, apresentando-se como um observador de insetos, só para explicar os hábitos das abelhas). Sem contar o desfile imenso de clichês do tipo “família isolada atacada por insetos” e “pai super herói que salva todos”. E com tudo isso, o roteiro não consegue em nenhum momento estabelecer uma interação com o espectador, na intenção mal sucedida de tentar transmitir um sentimento incômodo que seria causado pela ameaça de abelhas assassinas.

Os personagens são superficiais e óbvios demais, e o elenco contribuiu ainda mais para o desinteresse pela história, com interpretações inexpressivas, principalmente da garotinha Lucy (numa péssima atuação da atriz mirim) e do adolescente descerebrado Tom, um jovem idiota ao extremo, com inteligência menor que a de uma ameba, e com atitudes típicas de alguém que não faria nenhuma falta se fosse mortalmente picado pelas abelhas (e a atuação de Ryan Phillippe apenas confirmou essa impressão). O único interesse talvez seja a presença de Gina Philips, uma jovem de beleza admirável, apesar de atriz apenas mediana e que se limitou a chorar e resmungar de medo das abelhas.

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O filme ganha uma nota 1,5 (de 1 a 5) apenas pelos esforços dos envolvidos no projeto, e é apenas recomendável para os colecionadores de filmes de horror que não se importam em possuir tranqueiras de todos os tipos em seus acervos.

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Juvenatrix

Juvenatrix

Uma criatura da noite tão antiga quanto seu próprio poder sombrio. As palavras são suas servas e sua paixão pelo Horror é a sua motivação nesse Inferno Digital.

2 comentários em “Invasão Mortal (1995)

  • 17/05/2015 em 01:52
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    Assisti esse filme na TV Record à anos atrás, passava direto, depois não foi mais reprisado. Tenho ele legendado, uma raridade, clássico!!!

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  • 18/02/2015 em 21:45
    Permalink

    Detalhe que esse ator é o mesmo que fez o “Apertem os Cintos… o Piloto Sumiu!”.

    Resposta

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