Meu Filho (2021)

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Meu Filho
Original:My Son
Ano:2021•País:UK, França, Alemanha
Direção:Christian Carion
Roteiro:Christian Carion, Laure Irrmann
Produção:Marc Butan, Christian Carion, Brahim Chioua, Noémie Devide, Marc Gabizon, Laure Irrmann, Vincent Maraval, Rebecca O'Brien
Elenco:James McAvoy, Claire Foy, Tom Cullen, Gary Lewis, Michael Moreland, Robert Jack, Owen Whitelaw, Paul Rattray

Pai ausente que mora no exterior (James McAvoy) volta para casa em razão do desaparecimento de seu filho de 07 anos que estava num acampamento de férias para crianças. Reencontra a mãe da criança com quem fora casado (Claire Foy) e, desafiando as autoridades, parte numa jornada investigando por conta própria o sumiço de seu filho.
Caro leitor, pela sinopse você já deve ter assistido esse filme pois existe um sem número de variações dessa premissa que, por exemplo, já foi desenvolvida de forma original e surpreendente por Denis Villeneuve em Os Suspeitos (2013) e piorada em Busca Implacável (2008), filme onde Liam Neeson ganhou notoriedade como herói de ação.

O diferencial aqui é a excelente dupla central de atores, que realmente consegue passar o desespero de pais em busca do filho, e a toada realista com que a trama é mostrada e amarrada ao final. Contudo, mesmo com a mão firme do diretor Christian Carion, que refilma em inglês seu próprio filme originalmente em francês (Mon Garçon – 2017), o resultado não passa de um thriller um tanto banal, que tem boas intenções mas falta aquele lampejo de criatividade.

Segundo informado pela imprensa, durante as filmagens, James McAvoy não recebeu o roteiro. Os outros atores tinham acesso ao script e ele apenas a linhas gerais de cada cena, de forma que pudesse transmitir em sua atuação toda a agonia da situação. Cada um tem um processo criativo, mas não acho que tenha feito alguma diferença… McAvoy é um ator tarimbado, vide Fragmentado (2016), e uma atuação visceral já era esperada, independente se improvisada ou não.

Disponível na Amazon Prime, Meu Filho se destaca pela fotografia lúgubre quando necessário e pelas paisagens na Escócia que são belíssimas, mas isso pouco importa em meio a um filme de suspense que não é ruim, mas que não deixa nenhuma marca mais profunda na mente do espectador. Além de Os Suspeitos (como citado acima), caso o leitor queira uma sessão de cinema com maior impacto sobre o mesmo tema, prefira assistir Buscando… (2018) ou o brasileiro O Lobo Atrás da Porta (2013) – preparem-se, pois este último é um soco no estômago…

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Ricardo Gazolla

Formado em Direito e trabalhando no setor privado, apaixonado por cinema desde a infância quando assistiu Os Goonies (1985) na tela grande. Sua predileção pelo horror começou um pouco depois ao conhecer em VHS A Hora do Pesadelo (1984), Renascido do Inferno (1987) e A morte do demônio (1981). Desde então o cinema se tornou um hobby, um vício socialmente aceito, um objeto de estudo, um prazer público e, agora, no site Boca do Inferno, uma forma de comunicação com as pessoas.

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