
![]() A Noite do Pavor
Original:To All a Goodnight
Ano:1980•País:EUA Direção:David Hess Roteiro:Alex Rebar Produção:Sandy Cobe Elenco:Jennifer Runyon, Forrest Swonsen, Linda Gentile, William Lauer, Judith Bridges, Kiva Lawrence, West Buchanan, Sam Shamshak, Angela Bath, Denise Stearns |
O Natal já passou, as festas se encerraram, mas as indicações — ou não — de terror natalino continuam no Boca do Inferno. O fraquinho A Noite do Pavor (To All a Good Night) foi lançado em 1980 na esteira dos slashers “sazonais”, mas bem longe de ser tão bem-sucedido quanto os hinos Noite do Terror ou Natal Sangrento. O que temos aqui é um arremedo de clichês em excesso e algumas incoerências que ajudam a explicar o esquecimento geral em torno desse filme.
A Noite do Pavor se passa em um internato para garotas, durante as férias de fim de ano. Algumas resolvem não voltar para casa para comemorar o Natal com a família e acabam ficando no internato, sob a responsabilidade de dois funcionários. A ideia para a noite natalina é chamar uma turma de garotos para uma possível pegação às escondidas. O encontro, no entanto, vira um banho de sangue, com direito a facadas, decapitações e estrangulamentos cometidos por alguém vestido de Papai Noel. Acho que a ideia soava legal em 1980.
O resultado geral, porém, entre gritarias, correrias e muita conversa fiada, é a superficialidade. O filme não tem nada a dizer, e fica óbvio que foi produzido tentando capitalizar em cima de um subgênero que chegava ao auge naquele distante 1980. A repetição de temas e situações já vistas em outros filmes do mesmo período também incomoda e, em muitos momentos, apaga qualquer vontade de continuar.
Quem consegue se manter na proposta até o fim acaba sendo agraciado com algumas mortes legais e enquadramentos chocantes, que garantem um bom visual e podem até enganar o espectador desavisado que cai nesse slasher enquanto zapeia os canais esperando pela ceia. O uso de efeitos práticos é bem-sucedido, e temos direito até a algumas soluções criativas — como a cena da hélice do avião. Outras, porém — como o assassino se escondendo em uma armadura medieval à la Scooby-Doo, só esperando que alguma estudante passe por ali para matar — simplesmente não dá pra levar a sério.
A trama segue extremamente esquecível, justamente por se destacar em seus aspectos negativos. Enquanto os efeitos práticos puxam para um charmoso clima de “filme B”, a chatice geral dos personagens e certas incoerências exigem uma boa dose de paciência do espectador. Um público mais exigente nem passa por aqui — a indicação do tropo da vingança, já explicitada na cena inicial, entrega exatamente o que está por vir.




