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Night of the Reaper
Original:Night of the Reaper
Ano:2025•País:EUA
Direção:Brandon Christensen
Roteiro:Brandon Christensen, Ryan Christensen
Produção:Brandon Christensen, David Hiatt, Michael Peterson
Elenco:Jessica Clement, Ryan Robbins, Summer H. Howell, Keegan Connor Tracy, Matty Finochio, Max Christensen, Ben Cockell, David Feehan, Bryn Samuel, Savannah Miller, Susan Serrao, Huxley Fisher, Isla Spencer

A referência é absoluta para o clássico Halloween – A Noite do Terror (Halloween, 1978), de John Carpenter. Ora, se trata de um slasher sobre um assassino misterioso, perseguidor de babás, no popular Dia das Bruxas. Contudo, qualquer relação se encerra com o resultado: Night of the Reaper é uma curiosa produção de Brandon Christensen envolta em absurdos, com uma daquelas reviravoltas que só o cinema fantástico seria capaz de proporcionar. Deixa ao inal uma impressão mais positiva do que o próprio filme, principalmente com a deliciosa trilha de Blue Oyster Cult, com “(Don’t Fear) The Reaper” soando nos créditos, bastando apenas algum tempo de reflexão para você perceber que não viu nada de mais.

O prólogo passa longe de evocar a morte de Judith (Sandy Johnson) no clássico. Nele a jovem Emily Golding (Summer H. Howell) está encarregada de tomar conta de dois pequenos irmãos, Mark (Huxley Fisher) e Marina Gray (Isla Spencer), tendo a sensação constante de não estar sozinha. Ela pensa somente em ficar à vontade, beber e fumar cigarros suspeitos, naquele típico estereótipo da jovem dos anos 80, mas o ursinho protetor da ameaça do guarda-roupas insiste em mudar de lugar e aparecer com mensagens estranhas. Portas se abrem em cômodos solitários, recados ameaçadores, um cachorro morto nas redondezas, garagem aberta… até culminar com seu encontro com uma pessoa vestindo uma máscara de caveira, com uma filmadora portátil. A longa sequência deixa uma impressão sobrenatural como justificativa de movimentação rápida em lugares distintos.

Tempos depois, Deena (Jessica Clement), irmã de Emily, retorna da faculdade para reencontrar os pais ainda abalados pela tragédia. Um breve contato com dois amigos do ensino médio, Willis Hanover (Bryn Samuel) e Chad (Ben Cockell), deixa transparecer que ela não é bem-vinda. Quando Deena visita a amiga Haddie McCallister (Savannah Miller), que iria cuidar do filho do xerife Rodney Arnold (Ryan Robbins) por quem ela mantém um interesse platônico desde que ele perdera a esposa em um acidente de carro, a jovem passa mal e fica impossibilitada dos cuidados de Max (Max Christensen), passando o trabalho para a recém-chegada.

Enquanto Deena assume a missão de babá numa noite próxima do Dia das Bruxas, o xerife começa a receber caixas misteriosas com pistas sobre o assassinato de Emily, como o controle remoto da garagem, e VHS intitulados “Night of the Reaper“, com gravações de assassinatos como o de Conner Davis (Drake Seipert), dois anos antes, durante um acampamento, e que na época fora apontado como acidente relacionado à bebedeira. Outras fitas deixarão o xerife alucinado ao ponto de prender Chad, que oportunamente costuma portar uma câmera de vídeo, para interrogatório, incomodando seu parceiro Butch Cassidy (Matty Finochio). A assinatura do assassino misterioso também envolve cães mortos, uma justificativa para apresentar a guarda-florestal Elizabeth Talbot (Keegan Connor Tracy, de Premonição 2), com a árdua missão de resgatar animais mortos nas estradas.

Ao mesmo tempo em que o xerife vai correr com a investigação em busca de respostas, tenso pela relação com a morte da esposa, o Ceifador estará preocupado com Deena na casa dele. Essa dupla narrativa, de Christensen e Ryan Christensen, propõe alguns momentos de tensão, até uma virada surpreendente do roteiro mudar tudo, ainda que dependa da boa vontade do infernauta para situações das mais absurdas.  É impossível não imaginar inúmeras possibilidades daquilo não dar certo, ainda que, para a proposta, pareça diferente e interessante.

Quando você passa a refletir sobre os acontecimentos, eles se revelam bastante falhos como a explosão de uma cabeça no uso de um rádio de comunicação.  Não entende porque se fez um longo teatro, se o objetivo poderia trazer mais riscos do que sucesso; como tal pessoa conseguiu espalhar caveiras em árvores tão rapidamente na criação do cenário ideal, e qual a relação com os cães mortos.

Se você abraçar a ideia de que se trata de mais um filme slasher, com seus exageros e falta de sentido, além de referências aos anos 80, sem dar ao assassino o aspecto aterrorizante e onipresente de Michael MyersNight of the Reaper pode até funcionar. Ele é bem dirigido, traz o protagonismo convidativo de Jessica Clement, vista também em O Homem dos Sonhos (Dream Scenario, 2023), e pode divertir como horror saudosista do subgênero “assassino mascarado ataca cidade pequena“, antecipando o próximo filme da franquia Pânico. Dificilmente você irá temer o ceifador, mas ficará instigado até o desfecho.

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