Penny Dreadful (2016) – 3×02: Predators Far and Near
![]() Penny Dreadful - Terceira Temporada
Original:Penny Dreadful - Third Season
Ano:2016•País:EUA Direção:Damon Thomas Roteiro:John Logan Produção:James Flynn, Adrián Guerra, Sheila Hockin, Morgan O'Sullivan Elenco:Reeve Carney, Timothy Dalton, Eva Green, Rory Kinnear, Patti LuPone, Billie Piper, Wes Studi, Harry Treadaway, Josh Hartnett, Christian Camargo, Douglas Hodge, Simon Russell Beale, Shazad Latif, Sarah Greene, Samuel Barnett |
Enquanto Vanessa (Eva Green) prossegue em sua terapia, expurgando seus demônios e, finalmente se abrindo para a Dra. Seward (Patti LuPone), Victor (Harry Treadaway) segue na busca de um método para subjugar Lily (Billie Piper) e trazê-la de volta. Do outro lado do mundo, Sir Malcon (Timothy Dalton) e Kaetenay (Wes Studi) partem em uma viagem para resgatar Ethan (Josh Hartnett).
Até aí, não temos nenhuma grande novidade e este segundo episódio da terceira temporada de Penny Dreadful segue desenvolvendo melhor os plots estabelecidos no episódio anterior. As grandes surpresas são o retorno de Lily e Dorian (Reeve Carney) à história, mostrando um pouco dos planos da dupla em criar um exército de mulheres párias da sociedade. O propósito disso tudo é vingança, mas os detalhes ainda serão mostrados. E é justamente neste seguimento, bem na abertura do episódio, que Penny Dreadful volta a revisitar a história do horror.
Enquanto nas temporadas anteriores pudemos ver o teatro Grand Guignol e o museu de cera, nesta terceira temporada vemos um clube de tortura que, reza a lenda, eram muito comuns em meados do século XIX. Tais clubes podem ser tomados como as origens dos snuff, termo bastante reconhecido por aqueles que apreciam o terror ou o cinema extremo. É provável que não vejamos muito destes clubes nesta temporada além deste pequeno vislumbre, mas tais referências tornam a série ainda mais rica e interessante para os fãs do horror.
E já que estamos falando de Lily o reencontro entre ela e um desolado Victor também pode arrancar lágrimas dos mais sensíveis. O diálogo entre os dois é muito bonito e mostra novamente a ótima atuação de Billie Piper. Suas cenas podem ser esparsas ao longo da série, mas cada vez que ela aparece a atriz faz valer a pena cada segundo. O sentimento de Victor pode soar um pouco exagerado hoje, mas temos que ter em mente que estamos tratando de personagens do século XIX, no auge do romantismo.
Ethan Chandler protagoniza um dos momentos mais interessantes do episódio ao se transformar novamente em lobisomem e conseguir se livrar do cativeiro apenas para reencontrar Hecate (Sarah Greene) que parece ter planos para o “Lupus Dei”. As inserções de Ethan na temporada têm sido as mais curtas até agora, mas prometem um desenrolar interessante quando Sir Malcon e Kaetenay finalmente encontra-lo. O episódio ainda mostra um pouco do relacionamento entre Ethan e o ancião Apache, que até então dava a impressão de ser amigável. Mas o ponto alto do episódio envolve Vanessa.
É interessante notar como os realizadores parecem ter encontrado finalmente o ponto de equilíbrio entre Vanessa e os demais personagens. Se nas temporadas anteriores, Srta. Ives tomava tempo de tela demais, deixando os outros a escanteio, neste terceiro ano da série, as cenas estão mais equilibradas. O desenvolvimento de um relacionamento quase adolescente da personagem com o Dr. Sweet (Christian Camargo) é delicado e tocante. Um ponto de respiro em meio à violência que a cerca. Infelizmente, este respiro pode não durar tanto quanto ela espera uma vez que somos devidamente apresentados ao grande vilão da temporada e que agora tem informações valiosas sobre Vanessa, obtidas diretamente do consultório da Dra. Seward.
Recheado de momentos tocantes, violentos e intrigantes, Predators Far And Near mostra o quanto a série amadureceu, conseguindo melhorar ainda mais a cada episódio e ainda deixa um gancho para a próxima semana que fará os fãs da série pularem em suas poltronas. Com um roteiro bem desenvolvido e uma produção e elenco impecáveis, Penny Dreadful continua sendo a melhor série do gênero no ar atualmente
Penny Dreadful (2016) – 3×01: The Day Tennyson Died
![]() Penny Dreadful - Terceira Temporada
Original:Penny Dreadful - Third Season
Ano:2016•País:EUA Direção:Damon Thomas Roteiro:John Logan Produção:James Flynn, Adrián Guerra, Sheila Hockin, Morgan O'Sullivan Elenco:Reeve Carney, Timothy Dalton, Eva Green, Rory Kinnear, Patti LuPone, Billie Piper, Wes Studi, Harry Treadaway, Josh Hartnett, Christian Camargo, Douglas Hodge, Simon Russell Beale, Shazad Latif, Sarah Greene, Samuel Barnett |
Quando Penny Dreadful estreou na TV há dois anos, a série surpreendeu a todos por ir na contramão do que estava sendo feito dentro do gênero do horror na TV. Saiam de cena os assassinos mascarados e as fantasias vampirescas para dar lugar a uma produção mais centrada nas origens do gênero. A série se inspirava nos romances fantásticos do século XIX, no teatro Grand Guignol e nos jornais sensacionalistas baratos de Londres, que dão nome à série. O resultado foi arrebatador.
Penny Dreadful reúne personagens clássicos da literatura em uma história original e cativante com dramas pessoais interessantes e adultos. Tudo isso muito bem envolvido por uma produção impecável e um elenco excelente. Eva Green pode ser o centro das atenções na pele da trágica Vanessa Ives, mas sobra espaço para todos os personagens brilharem.
A redução do número de episódios para esta terceira e as pistas que apontam para um confronto decisivo entre os personagens e o vilão da primeira temporada, que antes agia nas sombras, mas que agora parece que irá dar as caras neste terceiro ano, deixaram os fãs com a pulga atrás da orelha, temendo pelo futuro de Penny Dreadful. Por enquanto, são apenas especulações, mas o primeiro episódio desta terceira temporada apresenta algumas mudanças estéticas que são bem-vindas à série, pois pode expandir o universo de Penny Dreadful.
A abertura, passada no velho-oeste americano faz com que esqueçamos, pelo menos por alguns minutos, que estamos vendo uma série de horror passada no século XIX. A série deixa sua sobriedade de lado momentaneamente para entregar uma abertura violenta, digna dos melhores westerns produzidos em Hollywood nos últimos anos. A sequência na África, quando acompanhamos os passos de Malcon Murray (Timothy Dalton), reforça esta nova abordagem da série.
Logo somos apresentados a uma Vanessa Ives (Eva Green) desolada e reclusa após os acontecimentos da última temporada. Eva Green continua mostrando por que pode ser considerada uma das melhores atrizes de sua geração. Seu drama e sua recuperação graças à ajuda do adorável Ferdinand Lyle (Simon Russel Beale) são convincentes e funcionam bem como elemento de transição entre as temporadas.
Seguindo no ritmo de novos rumos e mudanças, o núcleo Frankenstein não fica para trás. Vemos a criatura (Rory Kinnear) presa em um navio no circulo ártico quando um pequeno vislumbre de seu tempo ainda vivo faz com que o monstro resolva voltar para seu país. Mais um elemento que dá pistas do futuro da série e que promete mais sofrimento e dor para o nosso querido e incompreendido monstro. No outro extremo da “família” Frankenstein, vemos Victor (Harry Treadaway) buscando ajuda de um antigo colega de faculdade, o Dr. Henry Jeckyll (Shazad Latif) para enfrentar Lily (Billie Piper) e Dorian Gray (Reeve Carney). Não fica claro se o Dr. Jeckyll já desenvolveu a fórmula que o transforma no Sr. Hyde, mas pode ser por isso que Victor procura sua ajuda para enfrentar o casal de amantes imortais.
Lily e Dorian são os únicos personagens do núcleo principal que não aparecem neste primeiro episódio, dando a entender que a terceira temporada se dividirá em três núcleos que se cruzarão em determinado momento: Malcon Murray libertando o licantropo Ethan Chandler (Josh Hartnett) das garras do seu tão temido pai; Victor e Jeckyll enfrentando Dorian e Lily e Vanessa Ives, que irá se deparar sozinha com seu mais perigoso desafio e, posteriormente, reunida com seus amigos lutarão contra a ameaça do vilão da temporada.
Em seus últimos dez minutos, The Day Tennyson Died, apresenta finalmente a ameaça que nossos heróis terão de enfrentar nesta temporada e é impossível falar dela sem estragar as surpresas e o prazer da descoberta. Portanto, caro infernauta, deixaremos que você mesmo descubra e divirta-se com este excelente começo de temporada que consegue inovar sem descaracterizar a série e consegue um feito inédito em Penny Dreadful que é o de equilibrar igualmente o tempo de tela de todos os personagens do elenco
Saboreie Penny Dreadful como se saboreia um bom livro: devagar e sem pular logo para a última página!