A Maldição de Ju-On – Parte 1

Ju-On (2002)

Introdução

Recentemente resolvi rever O Grito, um dos mais populares filmes da primeira grande leva de remakes dos anos 2000 e um filme que aterrorizou minha adolescência. Considerando as boas centenas de obras de terror que separam meu eu atual desse eu que tanto temia Toshio e Kayako, não foi surpresa alguma que o filme não tenha conseguido sustentar o mesmo impacto. Quase duas décadas de superexposição ao chamado J-Horror dessensibilizaram boa parte dos espectadores às alegorias do gênero.  No entanto, o filme ainda manteve um certo charme, o suficiente para despertar meu interesse pela franquia e reacender a chama do horror japonês em meu coração. Após um verdadeiro mergulho no curioso mundo criado por Takashi Shimizu e sua estranhíssima franquia, retorno com algumas considerações que com certeza vão interessar aos fãs de Ju-on e do horror japonês como um todo.

A franquia Ju-on, título cuja tradução literal seria algo como “Maldição Rancor” (Curse Grudge), surgiu em fase embrionária em 1998, nasceu efetivamente no ano 2000 e continuou se desenvolvendo até 2015, abarcando um total de 11 filmes e 5 curtas metragens, incluindo aí as versões japonesas e norte-americanas. Um fato curioso que abordarei ao longo desta análise é que os filmes foram quase todos lançados em pares, aparentemente sem nenhuma razão, com o terceiro filme americano sendo o elemento estranho.

A trama da franquia é centrada no conceito do Ju-on, ou a maldição do rancor, que é descrita da mesma forma no início de praticamente todas as versões: Ju-on é a maldição causada pelo rancor de alguém no momento da morte. Ela se acumula, e afeta os lugares em que a pessoa viveu. Aqueles que têm contato com ela morrem e uma nova maldição tem início.

Parte 1 – Japão

No começo dos anos 90, Takashi Shimizu era um estudante de cinema japonês aparentemente como qualquer outro. Entretanto, em seu período escolar Shimizu se torna pupilo de ninguém menos que Kiyoshi Kurosawa, mestre visionário do horror japonês que criou Cure (1997) e Pulse (2001), duas obras primas do cinema japonês contemporâneo. Kurosawa viu potencial suficiente em Shimizu para convidá-lo a fazer dois segmentos para o programa de televisão Haunted School G (Gakkô no Kaidan G, 1998), do qual fazia parte. É dessa colaboração que surge o embrião de Ju-on.

Kiyoshi Kurosawa
Kiyoshi Kurosawa

Um pouco de contextualização histórica se faz importante aqui. O cinema japonês de horror é bem antigo e produziu filmes fantásticos durante décadas, mas nos anos 90 ocorreu uma nova revolução nesse nicho específico. O fim dos anos 80 e o começo dos anos 90 marcaram um boom na popularidade de histórias de fantasmas misturadas com lendas urbanas, incluindo aí uma versão japonesa da nossa queridíssima loira do banheiro. O sucesso popular dessas lendas foi largamente explorado na televisão, em programas investigativos sensacionalistas bem semelhantes com o que temos aqui no ocidente.

Os populares relatos de assombrações e espíritos errantes são ainda muito mais antigos: de volta ao século XVI por exemplo, no período Edo, o Kaidan, que basicamente seriam histórias de fantasmas de caráter folclórico, já era bem popular através da oralidade, jogos e textos. Vale ressaltar que no Japão, o budismo e o xintoísmo são as religiões predominantes, e ambas consideram a existência de espíritos no mundo dos vivos, de forma que estes são elementos enraizados na cultura nipônica. O Kaidan voltou a ser popular nos anos 60 graças ao livro Kwaidan: Histórias e Estudos Sobre Coisas Estranhas, do autor grego Lafcadio Hearn, que reviveu algumas das lendas mais populares. O folclore japonês que influenciou o cinema de horror contemporâneo é extenso e demandaria pelo menos um livro inteiro dedicado, por isso me limitarei a recomendar a obra-prima do cinema Kwaidan, de Masaki Kobayashi.

O conceito inicial de Ju-on, assim como do j-horror, surge a partir dessa combinação do tradicionalismo com a figura feminina fantasmagórica e as lendas urbanas tão populares.

Esboço de Kayako, por Takashi Shimizu
Esboço de Kayako, por Takashi Shimizu

Com isso em mente, Shimizu encontrou nos palcos japoneses seu fantasma perfeito. A atriz, bailarina e contorcionista Takako Fuji conquistou Shimizu no momento em que esta apareceu no palco, segundo o próprio diretor. Por convite do mesmo, Fuji interpretou pela primeira vez o fantasma vingativo Kayako no curta metragem Katasumi (In a Corner), de três minutos de duração. É fascinante a precisão com que Shimizu escalou e criou a Kayako definitiva logo na primeira tentativa. Fuji retornaria para o papel outras seis vezes no total.

Além de Katasumi, o diretor também fez outro curta de três minutos, 444-444-4444, título curioso que indica um número de telefone e que já aponta uma característica marcante da franquia: a tecnologia enquanto ferramenta maligna, tema que abordarei novamente em alguns momentos. Enquanto o primeiro curta introduziu o fantasma Kayako, este novo apresentou Toshio, que se tornou uma das crianças mais assustadoras do cinema de horror. Os dois curtas foram lançados em 1998, mesmo ano que O Chamado (Ringu) surgiu para revolucionar o gênero, dando início ao New Wave do horror japonês.

Entra em cena Takashige Ichise, que é de certa forma o pai do J-Horror. Produtor eficiente e com um olho para projetos lucrativos, Taka Ichise era praticamente um Jason Blum dos anos 90. Após várias produções para televisão, Ichise produziu a sessão dupla Ringu/Rasen, que hoje é um marco de referência do horror contemporâneo. Convencido do potencial apresentado por Takashi Shimizu, Ichise tornou possível a criação do primeiro longa-metragem do que se tornaria a franquia de sucesso Ju-on, no ano 2000. Entre 98 e 2000, Ichise já havia produzido duas sequências para Ringu e ao longo dos anos viria a produzir mais dez Ju-on e outros filmes importantes do gênero como Água Negra e Almas Reencarnadas. Voltarei a comentar sobre Ichise na terceira parte deste artigo.

Takashi Shimizu posa com seus "fantasmas"
Takashi Shimizu posa com seus “fantasmas”

No ano 2000, Takashi Shimizu dirigiu Ju-on: The Curse 1 e 2 no decorrer de nove dias. Ambos os filmes tiveram duração de 75 minutos, apesar de que a segunda parte reproduzia 30 minutos do filme anterior e apenas 45 minutos de cenas novas. O filme foi lançado em vídeo e foi sucesso absoluto. No Japão, ao contrário do ocidente, o mercado de filmes lançados diretamente em vídeo conhecido como V-Cinema, sempre foi respeitado, com direito a diretores optando por este mercado em detrimento do cinema, principalmente por causa da liberdade criativa oferecida no meio.

A estética claramente televisiva pode até incomodar um espectador mais incauto, apesar disso, a diversidade sociocultural aplicada no enredo resultou na criação de um universo absolutamente fantástico e único. Shimizu traz o folclore japonês, na forma do onryo, ou fantasma vingativo, representado por atores pintados de branco em referência ao teatro tradicional japonês, para então misturá-los com as populares lendas urbanas e a crescente onda de violência doméstica no país nos anos 90, criando assim Kayako e Toshio Saeki: mãe e filho brutalmente assassinados pelo marido e pai Takeo Saeki, cujos espíritos atormentados residem na antiga casa da família, exercendo sua vingança contra qualquer um que ali colocar os pés.

Ju-On (2002) (3)

Ju-on: The Curse é a prova cabal de que criatividade é a maior ferramenta de que se dispõe um diretor. Sem grandes recursos técnicos e financeiros, atores famosos ou sequer tempo, Shimizu criou um filme de poucas locações, poucos efeitos especiais e de uma atmosfera pesadíssima e assustadora. Os sons bizarros emitidos pelos fantasmas, o visual marcante dos mesmos, a narrativa elíptica que nunca dá qualquer pista e personagens sendo vitimados um atrás do outro por uma força vingativa, garantiram o sucesso de público e crítica do filme e sua extensão, Ju-on: The Curse 2.

Depois de dois curtas e dois filmes para televisão, Ju-on ganhou dois novos filmes, desta vez para o cinema. Retornam para a nova adaptação, Takashi Shimizu, Takashige Ichise e Takako Fuji. É interessante notar como o universo de Ju-on remete ao símbolo do Ouroboros, ou da cobra que devora a si mesma. Shimizu devora o que produz para poder se renovar. Essa é uma característica do próprio terror japonês desse período e do cinema contemporâneo como um todo: há uma canibalização do cinema, que devora a si mesmo para se renovar ou se manter. Fórmulas de sucesso são repetidas e refeitas até a exaustão, priorizando o seguro do que o ousado. A vantagem no caso de Shimizu, é que a cada filme, as possibilidades e a qualidade aumentavam, mantendo-se fiéis ao conceito original.

Ju-On (2002) (1)

Ju-on: The Grudge, de 2002, é o filme mais aclamado da franquia. Além da melhoria de recursos técnicos, definiu uma série de personagens novos e uma trama mais bem elaborada. A narrativa elíptica não linear, ainda dá um ar confuso ao filme, mas sempre com um propósito. Assim como seus predecessores, a história é contada em episódios, mostrando várias pessoas que, de alguma forma, tiveram contato com os espíritos dos Saeki. Em Ju-on, não existem explicações, motivações ou soluções simples. O filme explora ao máximo um horror que surge dentro do ordinário, do cotidiano. Os personagens se tornam vítimas pelo simples acaso; Kayako e Toshio espalham morte puramente pelo ódio, pelo rancor; ninguém sabe o que fazer ou como lidar com o problema.

Ju-On 2 (2003) (3)

Era característico do horror japonês nesse período esconder o fantasma. As aparições eram quase etéreas. Shimizu quebrou esse paradigma ao dar um rosto a seus fantasmas, ao mostra-los sem medo. Takako Fuji imortalizou Kayako dentro os grandes “monstros” do cinema de terror e o carismático Yuya Ozeki se firmou como o Toshio definitivo e uma das crianças mais assustadoras do cinema. Essa transformação dos fantasmas em entidades um pouco mais palpáveis se deve principalmente pela influência dos slasher movies americanos na carreira de Takashi Shimizu, fã assumido de A Hora do Pesadelo e Sexta-Feira e seus vilões.

Outro elemento digno de nota e que está presente em Ju-on, assim como em outros filmes importantes da época, é a relação com a tecnologia. Os avanços tecnológicos, que no Japão foram assustadores, se tornam inúteis frente tais aparições. Ao longo de Ju-on, vários aparatos tecnológicos cotidianos se tornam ferramentas para a manifestação dos espíritos, especialmente os telefones celulares. Mais uma vez mergulhando em contemporaneidade, o filme busca transformar o mais inocente dos aparelhos em itens assustadores. Outros filmes ainda colocam a internet, os celulares, as câmeras fotográficas e até impressoras como artefatos sob influência desse mal. É absolutamente brilhante as formas como vários elementos das mais diversas origens conseguiram confluir de maneira tão eficiente quanto neste movimento do horror japonês e principalmente em Ju-on.

Ju-On 2 (2003) (2)

O segundo filme para o cinema, Ju-on: The Grudge 2, trouxe uma nova narrativa, diferente daquela explorada nos filmes para vídeo. Shimizu manteve a estrutura não linear, porém acrescentou uma trama mais conectada e introduziu algo bem próximo de um personagem principal. Neste filme, uma equipe de filmagens especializada em casas assombradas e lendas urbanas toma a infeliz decisão de fazer uma matéria na casa amaldiçoada da família Saeki. A trama parece familiar, certo? Um breve retorno ao início deste capítulo revela o porquê. Shimizu se apropriou ainda mais de sua própria inspiração, criando um filme que é de certa forma, metalinguístico. O final deste filme é excelente, deixando um gancho para uma possível sequência que levaria a franquia para um rumo completamente novo. No entanto, o padrão cíclico com que os filmes foram produzidos se manteve e Ju-on acabou indo parar nas Américas.

Parte 2 – Hollywood

A virada do milênio marcou um profundo processo de transformação no cinema de horror. Uma das principais mudanças foi o tsunami cujo epicentro foi Ringu e que rapidamente se espalhou para o resto do mundo. Além dos próprios japoneses que começaram a repetir a fórmula imediatamente, os coreanos fizeram um remake chamado The Ring Virus e finalmente os americanos fizeram O Chamado, em 2002. Se no Japão, a visão mercadológica já era tão influente no rumo dos filmes, nos Estados Unidos a proporção com que isso ocorria era ainda bem maior. Ao mesmo tempo em que O Chamado causava um frenesi no ocidente, Takashi Shimizu levava seu Ju-on definitivo para o cinema, alcançando sucesso imediato. Foi apenas um processo natural que o primeiro filme a seguir os passos de O Chamado em sua marcha para o oeste tenha sido a obra de Shimizu.

A tendência dos remakes é passar por uma reformulação, se adequando à realidade do país, ao público e ao período em que serão refeitos. Um exemplo simples e claro disso é Sadako ter se tornado Samara, em O Chamado. O remake de Ju-on, que chamarei aqui de O Grito, passou por um processo bem diferente. Os produtores responsáveis pela importação eram, antes de tudo, fãs do filme original. Para garantir um produto mais próximo da fonte, convidaram o próprio criador Takashi Shimizu para dirigir o filme e ele aceitou prontamente, apesar de não falar NADA de inglês. Em meados dos anos 2000, o diretor ainda deu uma entrevista em que mencionou algo curioso de se observar, especialmente contando que havia feito o mesmo filme pela terceira vez em 4 anos.

O Grito (2004)

“Basicamente, se existe algo que eu amaria fazer, não importa o país, ” argumenta Shimizu. “Mas eu sinto que Hollywood está em falta de novas ideias. O lado bom é que (Hollywood) está se tornando mais aberta para os diferentes estilos de se fazer filme pelo mundo afora, então eu sinto que algo diferente pode sair disso tudo se nós formos todos capazes de absorver as ideias uns dos outros. Se continuar assim, é possível que cineastas do Japão, Coréia e do mundo inteiro tomem Hollywood!”

O Grito, produzido pela Ghost House Pictures de Sam Raimi, além do produtor original Takashige Ichise, foi novamente escrito e dirigido por Shimizu, mas ao contrário da grande maioria dos remakes, optou por levar os atores americanos para o Japão. A decisão foi sábia, afinal de contas, como relatado anteriormente, o contexto do filme está totalmente adequado à cultura japonesa. Voltam para a franquia Takako Fuji e Yuya Ozeki, interpretando Kayako e Toshio, respectivamente, além de Takashi Matsuyama no papel do patriarca e assassino da família Saeki. O enredo do filme é basicamente o mesmo de Ju-on: The Grudge (2002), mas com certos elementos e personagens misturados com partes dos outros três filmes. Mais uma vez, a metáfora do Ouroboros se faz válida: Takashi Shimizu devora o próprio trabalho e fica cada vez maior. Mas dessa vez, a qualidade não aumentou na mesma proporção.

O Grito (2004) (3)

Considerando a quantidade de elementos em comum entre o remake americano e o original, é de se estranhar que exista uma disparidade tão grande na recepção dos dois, mas existem algumas razões mais perceptíveis para tal:

A primeira razão é a chamada “americanização”. Na primeira parte descrevi a importância do contexto no qual o filme surgiu, mas praticamente nada daquilo teria significado nos Estados Unidos. O próprio ritmo lento do original não é algo muito do agrado dos americanos. Por consequência, foi preciso submeter o enredo a certas mudanças para torna-lo mais dinâmico e atrativo, mas que claramente afetam a qualidade. Há uma superexposição de conteúdo, que de certa forma mastiga o enredo para o público, eliminando a narrativa elíptica característica do filme japonês. Esse tipo de mudança é largamente observável em remakes Americanos de filmes asiáticos e até europeus

O segundo problema é Sarah Michelle Gellar como protagonista, numa óbvia tentativa de replicar a protagonista loira de O Chamado, exceto que Gellar não é nenhuma Naomi Watts. Acompanhar uma atriz e personagem insossa como centro da história não é lá muito interessante. Se o arco dela fosse reduzido, assim como no filme japonês, talvez o resultado tivesse sido mais interessante.

O Grito 2 (2006)
O Grito 2 (2006)

Uma outra questão relevante, refere-se ao próprio subgênero conhecido como J-Horror, termo que foi cunhado por fãs após o boom mundial e que até então não era utilizado pelos próprios japoneses. O J-horror seria basicamente um filme de terror sobrenatural criado no Japão com alguns elementos específicos, como o fantasma vingativo (onryo) ou a mulher com cabelos negros escorridos. Apesar disso, alguns artigos defendem a ideia de que no momento em que o termo J-Horror foi cunhado, o subgênero já estava morto dentro do Japão. Já no começo da década, em 2001 e 2002, o impacto das vendas diminuiu drasticamente. Quando o ocidente começou a descobrir esses filmes, os próprios japoneses já haviam perdido o interesse. Dizer que o subgênero morreu ainda é um pouco de exagero, considerando que filmes do tipo já não são tão frequentes ou populares, mas é com certeza um subgênero que se adaptou e se transformou, como é comum de acontecer.

De volta à O Grito, a recepção da crítica pode até não ter sido das mais favoráveis, mas os números contam uma história bem diferente. A título de comparação, Ju-on: The Grudge lucrou um total de 3 milhões de dólares mundialmente, após ficar quase 5 meses em exibição. Esse valor não chega a ser 1/3 do custo de produção da versão Americana, que custou 10 milhões de dólares. Em 2 meses de exibição, O Grito faturou 187 milhões de dólares, mais de meio bilhão de reais. Um lucro de quase 20 vezes o valor de produção. Existe alguma dúvida sobre o motivo de existirem tantos remakes e filmes parecidos?

O Grito 2 (2006) (2)

Além do sucesso financeiro estrondoso, os personagens Toshio e Kayako se tornaram extremamente populares entre os fãs do terror pelo mundo a fora, figurando definitivamente entre as criaturas horrendas do gênero.

A história da franquia até aqui mostrou que todo filme tem seu par, não foi diferente com O Grito. Alguns dias depois do lançamento, motivados pelo sucesso financeiro, os produtores deram sinal verde para a produção de O Grito 2. Apesar da autorização imediata, este só foi lançado dois anos depois. Retornaram para esta sequência todos os envolvidos no original. Nos meses que antecederam o lançamento, foi lançada uma campanha viral divertida, nos moldes de Bruxa de Blair: a distribuidora Sony colocou em seu site um cartaz de desaparecido, referente à um suposto cineasta envolvido no filme; uma página na internet permitia o público compartilhasse o próprio número de telefone, podendo receber uma ligação de Kayako ou Toshio a qualquer momento; foi criada uma série de três curtas metragens, os “Tales of the Grudge”, com dois minutos de duração cada um e que serviram apenas como um teaser do que estava por vir.

O Grito 2 (2006)

O enredo do filme novamente trabalha com uma narrativa não linear, acompanhando três núcleos principais, um deles inspirado em uma parte do Ju-on: The Grudge e as outros duas trazendo conteúdos novos. Um desses novos elementos já traz o filme para os Estados Unidos, com a maldição afetando os moradores de um prédio. A outra parte nova, acompanha a irmã da personagem de Sarah Michelle Gellar e suas tentativas de encontrar uma solução. Em entrevista, Takashi Shimizu revelou que apenas se envolveu com esse segundo filme, pois lhe ofereceram uma oportunidade de levar a história para um novo rumo e ele realmente o faz.  Mas será que para um bom caminho?

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Daniel Rodriguez

Daniel Rodriguez

Belorizontino, professor de inglês, psicólogo de formação e fã do bizarro, do estranho, do surreal, do sanguinário e do monstruoso!

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