Pesadelos e Paisagens Noturnas (2006)

Campo de Batalha
Original:Battleground
Ano:2006•País:EUA, Austrália
Direção:Brian Henson
Roteiro:Richard Christian Matheson, Stephen King
Produção:Jeffrey M. Hayes, John J. McMahon
Elenco:William Hurt, Bruce Spence, Mia Sara, Krista Vendy, Lynda Kinkade, Enrico Mammarella, Brad McMurray, Jackie Kelleher

O primeiro e um dos melhores da série, baseado no conto “Battleground”, do livro Night Shift (1978), conta a história do assassino de aluguel Renshaw (William Hurt, de A Vila e vencedor do Oscar de melhor ator por O Beijo da Mulher Aranha) em mais um trabalho de rotina: matar o dono de uma fábrica de brinquedos, chamado Hans Morris (Bruce Spence, de Star Wars Episódio III).

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Como requer este tipo de profissão, Renshaw não possui a menor demonstração de sentimento, e, sem maiores dificuldades, anula a segurança do lugar, despacha seu alvo e para terminar o serviço como de costume leva uma lembrancinha.

No dia seguinte os jornais noticiam o evento sem, contudo, possuir um mínimo de pistas para uma investigação.

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Renshaw retorna tranquilo ao seu impecável apartamento no último andar de um luxuoso prédio, porém, mais à noite, recebe a sua porta um misterioso pacote. O assassino abre a encomenda receoso, pois pode se tratar de alguma armadilha, mas não passam de inofensivos soldadinhos verdes de brinquedo fabricado pela empresa de Morris.

Pouco tempo depois os frágeis bonequinhos desaparecem e eventos inusitados começam a acontecer. Seria paranoia? O ponderado Renshaw estaria ficando maluco? Nada disso, os brinquedinhos estão vivos, querem vingança pelo seu fabricante e estão dispostos a travar uma verdadeira guerra para atingir seu objetivo. Não há tempo para entender ou pensar, há tempo somente para sobreviver e,  dentro do possível, reagir.

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O segmento é primoroso por não desfiar sequer uma única linha de diálogo, uma palavra. Isso me surpreende, pois em se tratando de Stephen King não pensei que fosse possível deixar tudo sugerido nas imagens e ações, mas o roteirista Richard Christian Matheson (dos episódios “The Damned Thing” e “Dance of the Dead” de “Masters of Horror“) conseguiu manter esta grande característica que valorizou grandemente o episódio.

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O diretor Brian Henson conduz de maneira irrepreensiva valorizando a atmosfera opressiva nos fazendo torcer muito pelos pequenos soldadinhos, de tal forma que até os elementos em cena representam esta situação. Por exemplo, no começo o apartamento do assassino é impecável, daquelas que aparecem nas revistas de arquitetura, pois ela corresponde com a personalidade de seu dono, frio e sem alma. Aos poucos com o andamento da ação ele é arruinado, tal como o vil protagonista interpretado com bastante competência por William Hurt.

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Os efeitos visuais criados pela equipe de Sam Nicholson (a mesma do seriado “Heroes“) são absurdamente convincentes se levarmos em consideração que é uma produção direta para a televisão; todos os pequenos soldados são atores vestidos a caráter filmados um a um em fundo azul e depois inseridos na tela em uma escala de 1:18. O trabalho nos efeitos foi tão preciso que rendeu um dos Emmys que o seriado ganhou (o segundo pela música composta por Jeff Beal para este mesmo episódio). Preciso dizer que eu queria realmente um bonequinho G.I. Joe igual ao que aparece no final, hahaha… Só por Battleground já valeria uma locação do volume um, mas ainda tem mais dois.

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Gabriel Paixão

Gabriel Paixão

Colaborador e fã de bagaceiras de gosto duvidoso. Um Floydiano de carteirinha que tem em casa estantes repletas de vinis riscados e VHS's embolorados. Co-autor do livro Medo de Palhaço, produz as Horreviews e Fevericídios no Canal do Inferno!

Um comentário em “Pesadelos e Paisagens Noturnas (2006)

  • 30/05/2019 em 20:47
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    Eu queria rever o filme a cidade do Rock and roll

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