Maniac Cop 2 – O Vingador (1990)

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Maniac Cop 2 - O Vingador (1990)
Original:Maniac Cop 2
Ano:1990•País:EUA
Direção:William Lustig
Roteiro:Larry Cohen
Produção:Larry Cohen, John Engel
Elenco:Robert Davi, Claudia Christian, Michael Lerner, Bruce Campbell, Laurene Landon, Robert Z'Dar, Leo Rossi.

Matt Cordell, o policial seria killer, está de volta nesta continuação ainda mais exagerada e insana que o primeiro filme.

O filme abre com os minutos finais do anterior. O casal protagonista do primeiro, os policiais Jack Forrest (Bruce Campbell, que teve problemas nas filmagens e renega o filme) e Teresa Mallory (Laurene Landon), tenta convencer seus superiores de que o responsável das mortes do primeiro episódio é o mítico Matt Cordell (Robert Z’Dar), que, supostamente, teria morrido na prisão de Sing Sing anos antes. De qualquer forma a polícia não encontra o cadáver do assassino e o casal é suspenso e submetido a terapia com a psicóloga Susan Riley (Claudia Christian, de The Hidden, 1987, que, segundo consta, não teve boas relações com o diretor durante as filmagens).

Obviamente que Matt Cordell ainda está na rua matando incautos. Ele impede um assalto a um mercado, mas acaba matando intencionalmente o comerciante deixando escapar o ladrão para que morra nas mãos da própria polícia (meliante interpretado por Marco Rodríguez, que já tinha feito um assaltante de supermercado em Stallone Cobra e aqui usa uma dentadura de fazer inveja a Willem Dafoe em Coração Selvagem).

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E a vingança de Matt Cordell não acabou no primeiro filme. Depois que o vilão mata Forrest e Mallory (sim, Bruce campbell e Laurene Landon não passam da primeira metade), descobrimos que seu julgamento foi uma marmelada armada pelo comandante Doyle (Michael Lerner, papel oferecido originalmente ao Richard Crenna), e que nosso policial zumbi obviamente quer o couro dele. Para reforçar o lado dos heróis, temos aqui o detetive durão Sean McKinney (o cara de granito Robert Davi).

Paralelamente há um serial killer que está estrangulando strippers (Leo Rossi). Quando o estrangulador vai fazer mais uma vítima ele encontra Cordell e acaba se tornando amigos! No fim o Turkell, esse é o nome do estrangulador, acaba preso (não falta na cela nem o Danny Trejo, na época em que só interpretava o “mexicano atrás das grades“). No entanto Cordell o liberta, promovendo um massacre na delegacia. E os bandidos fogem num ônibus, levando a psicóloga Susan de refém.

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A ideia de Cordell e Turkell é irem até Sing Sing e libertar os presos, e assim criar um exército para enfrentar a polícia de Nova York. Porém as coisas não saem como o planejado. Doyle promete a Cordell reabrir seu caso, o que faz o policial maníaco encontrar na prisão os antigos desafetos que retalharam seu rosto. O que aumenta a contagem de cadáver.

A dupla William Lustig (direção) e Larry Cohen (roteiro e produção) retomaram o personagem mantendo a qualidade do filme anterior. Eles poderiam ter escolhido por fazer um remake disfarçado do primeiro, com Matt empilhando corpos pelas ruas de Nova York, enquanto a polícia seguia como baratas tontas, mas optaram por algo diferente. Colocar o personagem título se associar com um serial killer é uma ideia que funcionou pela insanidade geral do filme, que aqui tem mais ação e tem mais mortes que no primeiro filme.

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Na verdade o papel de Turkell foi escrito especialmente para Joe Spinell, o que faria um link entre o Maniac Cop e Maniac (1980), os trabalhos mais icônicos de William Lustig, porém infelizmente Spinell acabou falecendo em 1989, aos 53 anos, de um ataque cardíaco. Quanto seu substituto, Leo Rossi, contam que foi a um clube de stripper fazer pesquisa de campo para seu personagem, quando foi expulso pelos seguranças, pois assustou uma das dançarinas., apenas encarando-a!

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Matt Cordell aqui está ainda mais indestrutível, fazendo coisas dignas de Jason, como sobreviver a tiros de escopeta, parar uma motosserra com a mão. Isto sem falar no incrível clímax, onde ele sai matando pessoas enquanto seu corpo está em chamas (numa sequência arriscada e que demorou três dias para ser concluída).

Robert Z’Dar aparece mais tempo aqui, enquanto Robert Davi como o policial durão não tem muito o que fazer, assim como a Claudia Christian é desperdiçada num papel em que ela não convence nada.

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O roteiro de Larry Cohen continua com suas alfinetadas sociais, principalmente no final quando o personagem de Robert Davi reflete o quão pouco difere um policial comum de um assassino como Matt Cordell.

Enfim, os caras conseguiram fazer uma continuação digna do primeiro, claro que a permanência do diretor e do roteirista contou pontos. Diversão ainda garantida.

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Paulo Blob

Paulo Blob

Nascido em Cachoeirinha, editou o zine punk: Foco de Revolta e criou o Blog do Blob. É colunista do site O Café e do portal Gore Boulevard!

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