Jurassic World: Acampamento Jurássico – 3ª Temporada (2021)

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Jurassic World: Acampamento Jurássico
Original:Jurassic World: Camp Cretaceous
Ano:2021•País:EUA
Direção:Leah Artwick, Eric Elrod, Michael Mullen, Zesung Kang, Shih Ming Tay
Roteiro:Bethany Armstrong Johnson, Joanna Lewis, Kristine Songco, Sheela Shrinivas, Rick Williams
Produção:Steven Spielberg
Elenco:Paul-Mikél Williams, Kausar Mohammed, Jenna Ortega, Ryan Potter, Raini Rodriguez, Sean Giambrone, Jameela Jamil, Glen Powell, Stephanie Beatriz, Greg Chun, Keston John

Meses depois da segunda aventura na ilha Nublar com o grupo de pré-adolescentes perdidos em um vale de dinossauros, a Netflix disponibilizou a terceira temporada. Assim, dia 21 de maio, lá estavam em cena Darius (na voz de Paul-Mikél Williams), Brooklynn (Jenna Ortega), Kenji (Ryan Potter), Sammy (Raini Rodriguez), Yasmina (Kausar Mohammed) e Ben (Sean Giambrone) em uma tentativa desesperada de fuga através de uma jangada improvisada, destruída pouco tempo depois por uma onda imensa. Sem qualquer outra perspectiva de resgate – não se compreende porque, passados seis meses de estadia no ambiente hostil, nenhum familiar (principalmente o do rico Kenji) tenha resolvido bancar uma busca -, só resta a eles a tentativa de construção de uma outra embarcação, explorando o tecido de planadores, disponíveis em um mirante. Eles sobem ao local, através de gôndolas para permitir a reaproximação de Yaz e Brooklynn, mas são atacados por diversos Dimorfodontes (espécie de pterossauros), obrigando-os a uma descida desesperada planando pelo céu azul.

Essa é a tônica do primeiro episódio da temporada, e que, como a anterior, é repleta de momentos de ação e sequências mais intensas e divertidas. Enquanto estavam no mirante, buscando proteção contra as criaturas aladas, eles notaram que o barco dos eco-turistas ainda está encalhado numa costa, mas sem combustível e, posteriormente, com um buraco no casco. Uma nova missão desponta para os jovens: encontrar gasolina no local de acomodação do pai de Kenji e ferramentas para consertar o barco. Para isso, precisarão enfrentar Ouranossauros e uma forte neblina, que traz elementos de terror aos garotos ao mesmo tempo que recorda seu lado infantil pela tentativa de se vingar das brincadeiras e sustos de Kenji.

A visita à morada de Kenji na ilha também traz outras sequências divertidas como a que envolvem os Monolofosauros, que seguem o grupo e encontram um meio de entrar no prédio. Todos esses episódios iniciais preparam os jovens e o espectador para um encontro com a aguardada criatura E750, um dinossauro criado na ilha e que anda atacando os demais animais, a partir de sua condição inteligente e voraz. Mas não apenas dinossauros novos que são explorados na aventura, algo que incomodava pela necessidade de diversificar o tempo todo; o velociraptor Blue tem um papel importante no enredo e promove cenas que remetem diretamente a Jurassic World e aos treinamentos que ela teve; assim como o clássico Tiranossauro Rex dá as caras nos episódios finais, com uma importante relação com a abertura do segundo filme, Reino Ameaçado.

Assim que retornam ao laboratório na insistência de Sammy de tentar entender sua missão ali – e que justificou seu envolvimento no acampamento -, descobrem gravações do Dr.Wu falando sobre o espécime E750, intitulado Scorpios Rex, uma criatura híbrida e bastante feia, e que possui em sua calda espinhos venenosos. Sabendo que ela está solta e que representa uma ameaça, cabe aos demais buscarem meios de sobreviver aos ataques mortais enquanto simplesmente aguardam a cola secar (é ver para crer). Quando tudo parece caminhar para uma possibilidade animadora, helicópteros chegam à ilha com mais humanos inescrupulosos, representando uma ameaça ainda maior ao grupo e aos dinossauros.

A comparação novamente com A Caverna do Dragão é inevitável. Até mesmo é possível estabelecer relações entre os personagens e ao grupo perdido na caverna mágica de um mundo ameaçado pelo Vingador, como associar de maneira divertida o unicórnio Uni ao Bolota, o dinossauro de estimação de Ben, assim como as tentativas de encontrar uma saída da ilha, sempre com uma possibilidade otimista mas que resulta em novos problemas.

Com uma ponta para uma quarta temporada e que, pelo caminho apresentado e se for realizada, terá relação direta com o enredo do terceiro filme da franquia Jurassic World, Jurassic World: Acampamento Jurássico encontra nesse segmento seu melhor momento. Humor, envolvimentos adolescentes e dinossauros vorazes provam ser uma mistura interessante, principalmente quando a animação se mostra eficiente em seus detalhes digitais e na construção de personagens bastante reais. Deixa até uma sensação de expectativa para que um deles ou o grupo todo tenha uma participação em Jurassic World: Dominion. Seria fantástico!

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Marcelo Milici

Professor e crítico de cinema há vinte anos, fundou o site Boca do Inferno, uma das principais referências do gênero fantástico no Brasil. Foi colunista do site Omelete, articulista da revista Amazing e jurado dos festivais Cinefantasy, Espantomania, SP Terror e do sarau da Casa das Rosas. Possui publicações em diversas antologias como “Terra Morta”, Arquivos do Mal”, “Galáxias Ocultas”, “A Hora Morta” e “Insanidade”, além de composições poéticas no livro “A Sociedade dos Poetas Vivos”. É um dos autores da enciclopédia “Medo de Palhaço”, lançado pela editora Évora.

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