Mergulho Noturno (2024)

4.3
(7)

Mergulho Noturno
Original:Night Swim
Ano:2024•País:EUA
Direção:Bryce McGuire
Roteiro:Bryce McGuire, Rod Blackhurst
Produção:James Wan, Jason Blum, James Moran, Rod Blackhurst, Ryan Turek, Michael Clear, Judson Scott
Elenco:Wyatt Russell, Kerry Condon, Amélie Hoeferle, Gavin Warren, Nancy Lenehan, Jodi Long

A água é capaz de nos despertar sensações distintas, desde o alívio de um copo d’água quando se tem sede ou o sentimento prazeroso de um banho gelado no calor, até a incômoda sensação de mergulhar em águas desconhecidas e não enxergar o fundo. Baseado em uma reflexão despretensiosa sobre esse assunto, feita pelos amigos Bryce McGuire e Rod Blackhurst, foi lançado em 2014 o curta Night Swim, que apresentava uma jovem sendo aterrorizada por uma entidade enquanto se refrescava na piscina. Dez anos se passaram, e enfim a produção conseguiu a sua adaptação para as telonas, sendo dirigida novamente por Bryce McGuire e produzida por Jason Blum e James Wan.

No ano de 1999, uma garotinha tenta recuperar um navio de brinquedo do fundo da piscina de sua casa e acaba desaparecendo sem deixar vestígios. No presente, o jogador de baseball Ray Waller (Wyatt Russell, Operação Overlord) está procurando uma nova residência, após descobrir uma doença degenerativa que acaba por encerrar sua carreira como atleta profissional. A casa escolhida tem uma piscina no quintal, de fundamental importância para a fisioterapia envolvida no tratamento de Ray. À primeira vista, a piscina parece miraculosa, pois o ex-atleta passa a apresentar uma melhora impressionante, mas pouco a pouco, cada integrante da família vai percebendo que as águas podem ser traiçoeiras.

Infelizmente, Mergulho Noturno é a primeira grande decepção do ano. Sofrendo de um mal comum aos filmes da Blumhouse, aqui temos mais uma vez uma ideia interessante que acaba subaproveitada. Se o curta de 2014 acerta ao criar uma atmosfera assustadora envolvendo as águas e a escuridão ao redor, aqui temos uma produção que se passa quase que inteiramente durante o dia, acabando com qualquer tipo de tensão (destaque para a cena insossa em que o filho caçula de Ray percebe uma presença na piscina durante um dia ensolarado). E o que é pior, quando a ação enfim ocorre à noite, é feita de forma simplória e sem profundidade. A cena vista no trailer, envolvendo um jogo de Marco Polo, parecia ser muito mais interessante do que realmente foi, com um jumpscare mal encaixado e uma criatura tão mal construída que chega a ser constrangedor.

Mas nem tudo são espinhos, e Mergulho Noturno também tem seus predicados que valem ser mencionados. O casting aqui foi muito bom, com atuações sólidas do elenco principal, especialmente de Kerry Condon, que rouba a cena como a forte esposa de Ray. A ideia por trás da origem dos poderes da piscina também é interessante, pena que é não é aprofundada como deveria. Alguns detalhes técnicos também chamam a atenção, como a iluminação da piscina e as cenas filmadas debaixo d’água, quase inteiramente feitas com efeitos práticos e pouquíssimo CGI.

Apesar de certas qualidades, Mergulho Noturno é um filme irregular, que falha no quesito principal, que é assustar. Talvez seja interessante ser assistido no cinema, onde os quesitos técnicos podem otimizar um pouco a experiência, mas no geral, enquanto filme de horror, é um mergulho bem raso.

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Ciro Oliveira

Médico por opção, palmeirense por emoção e amante de slashers por vocação. Foi introduzido ao cinema de horror sendo assombrado pelo boneco Chucky na infância, e se apaixonou pelo gênero após descobrir todas as identidades de Ghostface. Acredita que não há nada melhor para relaxar do que assistir universitários sendo eviscerados por um mascarado velocista.

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