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Invasores
Original:The Invasion
Ano:2007•País:EUA, Austrália
Direção:Oliver Hirschbiegel, James McTeigue
Roteiro:David Kajganich, Jack Finney
Produção:Joel Silver
Elenco:Nicole Kidman, Daniel Craig, Jeremy Northam, Jackson Bond, Jeffrey Wright, Josef Sommer, Veronica Cartwright, Celia Weston, Roger Rees

Quando o longa Invasores foi lançado lembro claramente da enxurrada de críticas negativas, principalmente em comparação ao material original, qual seja, o livro Invasores de Corpos (The Body Snatchers), escrito por Jack Finney e lançado em 1955 e a sua mais famosa e competente versão cinematográfica, o filme Invasores de Corpos produzido em 1978, dirigido por Philip Kaufman e estrelado por Donald Sutherland.  Além ainda dessa icônica versão, há uma produzida em 1956 que aqui recebeu o título de Vampiros de Almas  e outra de 1993, que é encontrada com o título original The Body Snatchers, numa adaptação executada pelo diretor outsider Abel Ferrara.

Realmente, em grau de comparação, Invasores perde para as versões anteriores mas não deixa de ser um bom filme, honesto e até competente. Confesso que, revendo atualmente (está disponível na Amazon Prime) me envolvi bastante, pois o clima de paranoia que permeia o longa é bacana, há momentos interessantes de suspense e uma tentativa corajosa de fazer uma ampliação do romance (como ocorreu no filme de 1978), elevando a tensão.

Minha percepção é que, na época, todos esperavam um grande thriller pelo fato do filme ter a direção  do alemão Oliver Hirschbiegel, responsável pelos excelentes A Experiência (2001) e A Queda! As Últimas Horas de Hitler (2004). Contudo, ao contrário, o filme parece conduzido por algum diretor “operário padrão” da indústria, competente mas sem nenhuma genialidade/criatividade. O elenco é bom, a começar por Nicole Kidman como protagonista, Daniel Craig (entregando o básico) e Jeffrey Wright.

Aqui, um ônibus espacial retorna para a Terra e, ao cair, espalha uma espécie alienígena que penetra nos corpos das pessoas, mantendo as memórias mas deixando-as insensíveis, sem emoções, ou seja, tirando todo e qualquer traço de humanidade. O filme acompanha a descoberta dessa epidemia pelo olhos da psiquiatra Carol Bennel (Nicole Kidman) e de seu colega/interesse romântico , Ben Driscoll (Daniel Craig) que precisam encontrar um meio de deter essa ameaça, achar o filho de Carol que está com o seu ex-marido infectado e tentar ludibriar todos ao redor, não reagindo a quaisquer estímulos emocionais.

Tanto o livro como as versões cinematográficas sempre foram consideradas uma alegoria política, seja na época da Guerra Fria ou no contexto mundial atual. Essa versão de 2007 traz um comentário interessante sobre uma sociedade perfeita, sem conflitos, crimes e guerras. Claro que o elemento humano é totalmente dissassociado desse novo “Éden”, descaracterizando tudo que nos individualiza, resultando numa massa amorfa cujo único propósito é sobreviver, sem as alegrias e vicissitudes de ser e viver.

Apesar de não ser um grande filme, é uma porta de entrada interessante para conhecer as outras versões e o livro (tem uma edição recente super legal da Darkside) ou ainda, simplesmente, um mero entretenimento passageiro para um final de semana chuvoso.

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1 comentário

  1. Achei um dos melhores filmes daquele ano. Gosto de mais dele. Tenso! Infelizmente o filme foi péssimo nas bilheterias, por mal ultrapassar metade do seu custo. Mas também, encabeçado com um elenco de peso, não duvido nada que os cachês de Nicole Kidman e Daniel Craig tenham abocanhado uma parte considerável dos 80 milhões estimados gastos na produção. Deve ter feito um rombo considerável nas finanças de sua produtora.

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