![]() Destruição Final 2
Original:Greenland 2: Migration
Ano:2026•País:EUA, UK Direção:Ric Roman Waugh Roteiro:Chris Sparling, Mitchell LaFortune Produção:Brendon Boyea, Gerard Butler, Basil Iwanyk, Erica Lee, Sébastien Raybaud, Alan Siegel, Ric Roman Waugh Elenco:Gerard Butler, Morena Baccarin, Roman Griffin Davis, Tommie Earl Jenkins, Trond Fausa, Amber Rose Revah, Gina Gangar, Antonio De Lima, Peter Polycarpou, Beruce Khan |
Há algo muito mais ameaçador que tempestades eletromagnéticas, ondas gigantes e terremotos: estar próximo da família Garrity. É incrível como eles atraem fenômenos da natureza, saqueadores e conflitos armados, provocam a morte de personagens coadjuvantes, quedas de pontes improvisadas e outras tragédias. Na improvável continuação de Destruição Final: O Último Refúgio, lançado em 2020, o Planeta não foi destruído pela queda do cometa Clarke, pois ainda há pessoas que sobreviveram fora de abrigos, áreas verdes e lugares que não foram atingidos por radiação. Em outras palavras, o filme basicamente anula o conceito de “último refúgio” do título nacional e deixa entender que não precisava de todo aquele esforço para sobreviver a um incidente que teria na teoria extinguido os dinossauros.
Cinco anos se passaram desde a queda do cometa. O engenheiro estrutural John Garrity (Gerard Butler) passou a realizar vistorias da área externa para avaliação das condições climáticas e encontrar acessórios importantes, na sequência de abertura, já evidenciando uma tosse que o irá acompanhar o filme inteiro. Ele, a esposa Allison (Morena Baccarin), agora uma líder operacional, e o filho Nathan (Roman Griffin Davis, substituindo Roger Dale Floyd) residem no abrigo na Groelândia, que já apresenta escassez de alimentos e problemas estruturais. A busca por sobreviventes levanta debates sobre a ampliação dos problemas, enquanto Nathan tem aulas que considera desnecessária sobre o passado e John faz a manutenção interna.
Quando terremotos destroem o bunker, os Garrity buscam embarcações para fugir da ilha, já enfrentando situações de desespero dos sobreviventes, além de uma onda gigante. A intenção é alcançar a Europa, buscar um outro bunker e até ir ao local da queda do cometa, na França, seguindo a teoria da Dra. Amina (Amber Rose Revah), que acredita que a vida recomeçará por lá, um local com água potável e ar limpo, colorido como aqueles cartazes da Igreja Universal, faltando apenas um tigre para ser acariciado. Na jornada, os problemas se acumulam, embora as facilidades do roteiro estejam todas lá: a embarcação perde combustível mas chega a Liverpool; encaram soldados armados que impedem a entrada no bunker, mas encontram uma senhorinha boazinha no cuidado de idosos; e fogem de quedas de meteoritos, mas que só acertam aquela pessoa para quem você diz “não faça isso“. Em meio aos assaltos, conseguem algumas ajudas e confianças excessivas, mas não se estabelecem em lugar algum, atravessando o Canal da Mancha, agora um deserto, pontes entre desfiladeiros e outros perigos.
Dirigido novamente por Ric Roman Waugh, a partir de um roteiro co-escrito por Chris Sparling e Mitchell LaFortune, Destruição Final 2 capricha nos efeitos especiais para uma história menos interessante, com forçação de melodrama e moralismo. Há aquelas narrações sobre esperança e reconstrução, típicas de um coach, e falas simbólicas como a que foi dita no bunker: “Temos mais psicólogos do que cirurgiões“. É uma continuação com menos ação e mais motivacional, mesmo em ambientes bélicos, e taglines que falam sobre a ameaça humana e sugerem tatuagens com os dizeres “A esperança é um território desconhecido.” — só escrever em latim isso e você fará sucesso na praia.
Não chega a ser um filme ruim, até porque é uma produção bem realizada, com cenários que expressam destruição, pessoas com deformidades no rosto e uma fotografia interessante de Martin Ahlgren. É um filme para ver no cinema ou optar pela exibição na TV aberta, feito para os fãs de Gerard Butler e cinema-catástrofe.






