![]() The Walking Dead: Daryl Dixon - 2ª Temporada
Original:The Walking Dead: Daryl Dixon - Season Two
Ano:2024•País:EUA Direção:Daniel Percival, Michael Slovis, Greg Nicotero Roteiro:David Zabel, Jason Richman, Laura Snow, Shannon Goss, Keith Staskiewicz, Lisa Zwerling Produção:Augustin De Belloy Elenco:Norman Reedus, Melissa McBride, Romain Levi, Louis Puech Scigliuzzi, Clémence Poésy, Anne Charrier, Laïka Blanc-Francard, Eriq Ebouaney, François Delaive, Joel de la Fuente, Tristan Zanchi, Nassima Benchicou, Lukerya Ilyashenko, Tatiana Gousseff, Manish Dayal, Chrystal Boursin, Sabine Pakora, Théo Costa-Marini |
Após uma primeira temporada morna, propondo algumas situações interessantes, mas sem muita inovação, The Walking Dead: Daryl Dixon encontrou um meio de atrair mais olhares, colocando como subtítulo “Book of Carol“, prometendo uma participação frequente de Carol Peletier (Melissa McBride) em mais conflitos com zumbis franceses. Daryl (Norman Reedus) pretendia partir da França, porém optou por continuar por lá, seguindo seu coração — também conhecido como Isabelle (Clémence Poésy) — e defendendo o garoto prodígio Laurent (Louis Puech Scigliuzzi). “La Gentillesse des Étrangers“, de Greg Nicotero, foi ao ar em 24 de novembro, com a passagem de duas semanas depois dos acontecimentos da primeira.
Enquanto Daryl treina Laurent para aprender a se defender, suas ações violentas não são bem vistas por Losang (Joel de la Fuente), o líder da União da Esperança, a resistência que atua contra o Poder dos Vivos, grupo comandado por Marion Genet (Anne Charrier), em Mont-Saint-Michel. Emile (Tristan Zanchi) e Fallou Boukar (Eriq Ebouaney) são sequestrados pelo grupo de Genet, obrigando Daryl a uma ação de resgate. Já Carol, no Maine, faz amizade com o solitário Ash Patel (Manish Dayal), que perdeu o filho e possui um pequeno avião, com pretensões de enganá-lo, dizendo que sua filha Sophia está viva, para conseguir uma carona até a França.
Em “Moulin Rouge“, de Daniel Percival, ela chega a Groelândia e conhece as cientistas Eun (Minami) e Hanna (Maria Erwolter), que viviam bem até a chegada de Carol e Ash, perturbando-as com intenções diferentes. E Daryl se envolve em outro sequestro, desta vez do próprio Laurent, uma jogada de Emile, combinada com Losang, para atrapalhar os planos de levar o garoto à America com Isabelle. O avião finalmente chega à França, e, enquanto Ash cuida dele, Carol conhece o grupo de Genet, que troca comida por apoio, mostrando que agora ela já está bem próxima do amigo, envolta entre as mesmas ameaças.
Um dos episódios mais legais, “L’Invisible“, de Michael Slovis, mostra o passado de Genet, no começo da pandemia, quando ela era zeladora do Louvre e viu o marido morrer diante de si, justificando algumas de suas amarguras e intenções frias. A cena é rápida, mas muito bem feita e interessante. Nele também acontece o ritual de Losang, tentando mostrar a força divina de Laurent, com uma zumbificada Sylvie (Laïka Blanc-Francard) prestes a atacá-lo, sendo salvo por Daryl, que é capturado junto com a amada Isabelle. Carol aos poucos se aproxima do amigo com mais mentiras, desta vez dizendo que pretende matá-lo, o que atrai a simpatia de Genet.
O tão aguardado reencontro de Daryl e Carol acontece no quarto episódio, “Le Paradis Pour Toi“, também de Slovis, que culmina com batalhas, zumbis modificados e a morte de personagens importantes das duas temporadas. Losang consegue unir os grupos pela fé em Laurent, acreditando que ele é realmente o Messias e que guiará o grupo para a salvação. Nos quinto e sexto episódios, dirigidos por Percival, a mentira de Carol é descoberta por Ash, que não pretende levar todos em seu avião, dando lugar a apenas três pessoas. Isto é, se levarem Laurent, ou Carol ou Daryl terá que ficar na França. Claro que ambos ficarão para trás para trás, e tentarão chegar à Inglaterra pelo famoso e gigantesco Chunnel, que une a Grã-Bretanha ao continente europeu. Durante a travessia, o guano de morcego traz alucinações, fazendo Carol ter visões de sua filha Sophia, com a possibilidade de aceitar sua própria morte.
Melhor que a temporada anterior, The Walking Dead: Daryl Dixon finalmente encontrou seu caminho, deixando de lado pontos turísticos por um enredo mais envolvente e curioso. É óbvio que Melissa McBride era a cereja que faltava na primeira aventura de Daryl. Ainda que ele seja um dos personagens mais carismáticos de The Walking Dead, a química com Carol mostra que eles realmente precisam estar juntos para a temporada render da melhor forma. Também houve melhora na qualidade técnica, nos efeitos e até mesmo na fotografia, em um trato mais adequado ao universo dos errantes. A boa aceitação da temporada promoveria uma nova, um pouco longe da França, explorando zumbis em outros países e novos conflitos entre tribos.





