Raízes do Horror: As Primeiras Experiências com o gênero

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por Marcelo Milici

O primeiro filme de terror ninguém esquece! Pode ser trash, uma continuação ruim e até remake…a primeira experiência no gênero acaba tendo um lugar especial na mente do infernauta, principalmente pela importância em introduzi-lo ao sobrenatural, ao estranho, ao fora do comum, ao assustador. Enquanto alguns pais tentam esconder dos filhos produções de horror, temendo criar traumas, muitos agem de modo oposto, usando o medo como uma terapia, um aprendizado, uma oportunidade de uma vida sem tantas neuroses. Qual filme ou cena você recorda como a primeira que você viu e fez com que você se apaixonasse pelo gênero?

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Nos primórdios da década de 80, antes da popularidade do videocassete, meu pai atiçava a curiosidade de seus filhos exibindo filmes de terror através de um retroprojetor. A primeira produção exibida na parede da sala de casa foi Drácula, de 1979, dirigido por John Badham e estrelado por Frank Langella, Laurence Olivier e Donald Pleasence. A trilha incidental de John Williams com as águas nervosas que circundavam o castelo, além do clima gótico me deixavam arrepiados, assim como a cena em que o vampiro desce pela parede de ponta cabeça na noite fria não sai da minha retina. Não é à toa que eu considero este o melhor filme do vampirão, sem Christopher Lee ou Bela Lugosi!

Assim que meu pai adquiriu um videocassete para a família, tive como filme inicial no aparelho o clássico Um Lobisomem Americano em Londres, tapando os olhos nos primeiros momentos quando a criatura se esconde na neblina para atacar os dois incautos viajantes. A partir daí, meus olhos outrora medrosos passaram a buscar filmes de horror, com destaque para as produções com monstros e efeitos especiais toscos, os meus favoritos da juventude.

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Acompanhe abaixo a declaração dos demais colaboradores sobre sua experiência inicial e não deixe de nos contar como foi a sua!

por Filipe Falcão

Eu costumo dizer que sempre gostei de filmes de terror. Quando eu era criança, fazia a festa nas locadoras de VHS e tarde da noite no Corujão. Eu costumava colocar o despertador para acordar na hora que o filme fosse começar e foi assim que assisti pela primeira vez e totalmente fora de ordem filmes como Halloween 2, A Hora do Pesadelo 2, Sexta-feira 13 – Parte 3, Creepshow, entre tantos outros. Naquela época, eu pegava logo o jornal do domingo que trazia os filmes que passariam durante a semana sempre em busca de películas de terror. E foi assim que descobri A Casa das Almas Perdidas.

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Lembro como se fosse hoje quando este filme passou na noite do sábado no Supercine. Na época eu deveria ter 11, 12 ou 13 anos. Como de costume, fui assistir ao filme sozinho já que sou filho único. A trama mostra uma família que começa a ser assombrada em sua própria casa. Primeiro, eles escutam vozes. Depois, eles passam a ver estranhas sombras e espectros. Visto hoje, o filme é bastante simples e até bobo. Mas para um garoto de 12 anos acostumado com Freddy Krueger, A Casa das Almas Perdidas foi uma experiência mais do que assustadora.

Para completar, existe uma cena no filme em que o lustre cai em cima da mesa durante o jantar da família. Naquela época, eu morava com meus pais no segundo andar de um prédio. Eu me lembro que o jornal do domingo chegava tarde da noite do sábado e quando o porteiro via uma luz acesa na sala, ele colocava o jornal dentro de uma sacola e atirava para o apartamento. Bom, em uma dessas coincidências (hoje cômicas) do destino, o porteiro jogou o jornal logo após a cena do lustre e claro que caiu em cima de mim. Passados quase 20 anos, não consigo imaginar situação mais assustadora. Um menino de 12 anos, acordado no meio da noite, sozinho, assistindo a um filme de terror e de repente atacado por um jornal voador. Bons tempos 🙂

por Gabriel Paixão

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Quando eu era moleque era muito “cagão” no que se tratava de filmes de terror (não se iludam, as coisas não mudaram tanto assim, ainda existem algumas fronteiras que não pretendo cruzar) e que eu me lembre o primeiro filme do gênero que vi foi Hellraiser 3 num VHS muito embolorado que assisti com a visão encoberta por meus próprios dedos, porém o filme que mais marcou minha infância foi A Hora do Pesadelo original. Devia ter meus 11 anos de idade e, sem internet e sem acesso a VHS, o SBT ia exibir este filme numa noite de Sexta-feira (talvez por ser dia 13). Na época mesmo morrendo de medo, a curiosidade foi maior e me fez assistir a produção inteira. Todos em casa dormindo, eu sozinho na sala com as luzes apagadas e eu tão próximo da tela quanto Caroline em Poltergeist para manter o volume baixo e não acordar ninguém. Fatalmente foi minha primeira noite em claro. A experiência foi chocante, porém criou uma fascinação de igual proporção que, como a terceira lei de Newton, futuramente me fez o fã que sou hoje.

por Matheus Ferraz

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Eu tinha cinco anos e Pesadelo Final: A Morte de Freddy ia passar no SBT. Pedi permissão para ver e minha mãe disse que eu podia, desde que meu pai me acompanhasse. Ele dormiu antes que o Programa do Ratinho terminasse, e eu fiquei sozinho na madrugada na companhia de Freddy. Mesmo esse sendo um dos filmes mais fracos da série, minha mente infantil foi abalada. Os pesadelos que se seguiram foram tantos que tiveram que pagar uma psicóloga. Detalhe: mesmo morrendo de medo, eu corri na locadora e aluguei todos os VHS disponíveis da série, inclusive um episódio daquela séria fuleira.

por Rodrigo Ramos

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Quando eu era pequeno meus pais não se preocupavam com o tipo de filme que eu assistia, desde que já possuísse certa idade para tal. Foi assim que começou minha paixão por terror. Acredito que o fascínio causado pelo sobrenatural na mente de uma criança que ainda não atingiu o cinismo da adolescência é para sempre! Foi numa noite junto com meus pais que o anúncio de Pague Para Entrar, Reze Para Sairlogo após a novela” me chamou a atenção. Comecei a assistir ao filme com os dois, deitado no chão ao lado do sofá, mas ao primeiro sinal de sacanagem – e os slashers sempre foram cheios disso – meus pais me mandaram para a cama. O pouco que eu havia visto ficou gravado na minha mente por anos – será que o grupo de amigos sairia vivo do parque? E o que havia lá de tão terrível? – até que em nove de fevereiro de 1986 ficamos, minha mãe e eu, acordados até tarde na expectativa de ver o cometa Halley passar. O cometa veio e se foi e ninguém viu. Mas enquanto esperávamos, pude finalmente ver inteiro um dos filmes de horror que marcaram minha infância. Revisto hoje, pode não parecer tão bom quanto naqueles tempos, mas para uma criança que adorava parques de diversão, o filme soava como um alerta, revelando os mistérios do que acontece à noite quando o parque fecha.

por Tiago Toy

Lembro que, quando meu pai comprou nosso primeiro videocassete, me senti no céu. Antes, me contentava em passar horas na locadora ao lado de casa lendo as sinopses nas contracapas das fitas VHS. Havia um em particular que não saía da minha cabeça, e, durante anos, imaginei como seria aquele filme. Pudera, com uma capa daquela! Uma mulher-demônio com dentes podres de vampiro, uma aranha saindo de sua coroa, olhos vermelhos me encarando, e a linguona roxa de fora lambendo um pirulito em forma de crânio. A chegada do videocassete me permitiu conhecer aquela preciosidade que se tornaria o filme da minha vida: A Noite dos Demônios 2. Minha mãe deixava que eu alugasse de dois a três filmes aos fins de semana, e ele estava em todas as listas. O assisti tantas vezes que decorei cada fala, movimento e corte de cena. Primeiro, porque eu gostava e, segundo, porque eu não encontrava a primeira parte em lugar nenhum. Não me recordo de datas, mas desde que conheci a 2ª parte, passei 10 anos em busca da 1º, que só consegui assistir quando ganhei meu primeiro computador e baixei pelo Emule.

Especial Infância

A Noite dos Demônios 2 me proporcionou algumas curiosas experiências:

— O primeiro livro que escrevi foi uma novelização do próprio (em um computador de tela preta e letras verdes);

— Adorava assustar meu irmão mais novo, e quando nossos pais saíam eu fazia questão de assistir o filme com ele. A primeira transformação de Angela-gata para Angela-beuzebú acontecia em uma cena específica, após um número determinado de trovões — e eu sempre dizia a ele que era o trovão número X (errado, claro). Era divertido vê-lo gritando e afundando o rosto no travesseiro;

— Quando meu irmão se levantava para ir fazer xixi durante a noite, eu ficava ouvindo, deitado, e quando percebia que ele estava com a mangueirinha na mão, gritava: “OLHA A ANGELA!“. Hahahahahahaha! Morria de rir;

— Foi graças a Shirley Fennerty que quase me interessei por piranhas peitudas. Nunca me envolvi com piranhas, mas a obssessão por seios fartos continua até hoje (adoro desenhá-los);

— A cena que me marcou em especial foi a de Shirley Fennerty sendo estuprada por um batom no banheiro. perdi a conta de quantas vezes repeti aquela cena (para quem quiser assistir, eis aqui: http://www.youtube.com/watch?v=R44qgGj7FtU — por sua conta e risco);

— É o filme que mais assisti na vida. Quando o alugava assistia o dia inteiro, sucessivamente; após gravá-lo, assistia pelo menos uma vez por dia, e isso durou MUITO tempo.

por João Pires Neto

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O primeiro filme de horror que vi (na infância, lógico) foi na antiga TVS. Assisti com minha avó O Homem Cobra aka Ssssssss (1973). Devia ter entre 6 e 7 anos; na verdade não fiquei com medo pois não entendi bulhufas do filme, o que me marcou neste caso foi que minha avó ficou muito impressionada, inclusive não conseguindo dormir durante algumas noites. Outro filme que posso citar é o primeiro do gênero que vi nos cinemas. Foi Gremlins (1984) (aqui já tinha em torno de 9 anos). Adorei o filme (é um dos meus preferidos até hoje), mas o que me vem a lembrança é o fato que um amigo da mesma idade que me acompanhava chorou muito de medo na hora de ir embora; tivemos que ligar para a mãe dele nos buscar de carro. O terceiro filme foi o primeiro que vi em VHS em 1991 e é outro dos meus favoritos: Hellraiser (1987). Tenho gravado na memória detalhes como a capinha de plástico vinho, o símbolo da Paris Filmes e o fato que já no dia seguinte corri para alugar a continuação. Certamente estes filmes contribuíram para despertar a paixão estranha que mantenho até hoje por este gênero tão controverso que é o Terror.

por Silvana Perez

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Sempre adorei ir a locadoras e passar um bom tempo entre os filmes, decidindo qual levaria pra casa naquele fim de semana. Era pequena, e geralmente acabava escolhendo alguma aventura pra assistir com a família, mas sempre dava uma passadinha na sessão de filmes de terror. Adorava ficar olhando os monstros nas capas dos filmes, mas havia um que sempre me chamou mais atenção: Hellraiser. Ao mesmo tempo em que achava o Pinhead fascinante, também morria de medo e sempre pensava, “Nunca vou assistir esse filme”. Demorei um bom tempo pra resolver assistir e, assim como quando vi a capa, o que senti foi um misto de medo e fascínio, agora não só pelo Pinhead, mas também pelos cenobitas que o acompanham e pelos corpos sem pele e apodrecidos, coisa que me apavorava. Até hoje Hellraiser é um dos meus filmes de terror favoritos.

por Ivo Costa

Em 1986 eu morava em Itabira/MG, terra do poeta Carlos Drummond de Andrade e berço para exploração da Vale do Rio Doce, empresa a qual meu pai e meu irmão mais velho trabalhavam. Me lembro de pouca coisa desse ano, afinal eu tinha 7 anos – algumas vagas lembranças da derrota do Brasil para a França na copa do mundo, ou dos cascudos que levava do valentão da escola. Nesse ano, meu irmão havia comprado um videocassete – uma novidade na cidade interiorana. Na primeira visita a locadora, fiquei fascinado diante de tantos filmes, e é lógico, na parte infantil – cada um podia locar um filme. Minha mãe um romance, meu pai um Western, eu um filme infantil – e um de meus irmãos mais velho locou Evil Dead. Para assistir aos filmes era um amontoado de 6 pessoas em frente a única TV da casa – tínhamos horários definidos, afinal, minha mãe não podia perder suas novelas favoritas no horário nobre, e nem os programas do Sílvio Santos no domingo. Restava sábado durante o dia, horário em que minha mãe liberava a TV para os homens da casa. Porém fui privado de um filme, lógico que era Evil Dead, eu já havia visto a capa na locadora, e estava curioso para saber porque era proibido pra mim. Nessa época não tinha problemas com medo, minha avó sempre contava histórias de almas penadas, eu gostava de assistir na tv seriados japoneses com monstros gigantes destruindo Tóquio (Ultramen, Spectramen). Porém por que justamente aquele filme eu não poderia assistir?

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Pedi minha mãe para brincar na rua, já que não podia assistir ao filme – enquanto ela fazia tricô em seu quarto, eu bati o portão fingindo sair e dei a volta pela casa e me escondi em um canto atrás da porta, que dava pra ver claramente a TV, ninguém notou a minha presença, todos meus três irmãos (todos mais velhos do que eu) e meu pai estavam vidrados na TV. A primeira cena onde o demônio possuia Cheryl, já era o suficiente para me deixar apavorado, mas não desgrudar os olhos da TV. Eu não conseguia acompanhar as legendas, estava um pouco longe da TV, e ainda tinha dificuldades na leitura, mas não era necessário, as cenas falavam por si só. Linda, possuída estava sentada e cantava com a voz infantil “We gonna get you, we gonna get you“, mesmo apavorado e sabendo que aquela cena iria me atormentar por um bom tempo, eu insistia em continuar assistindo. As histórias fantasmagóricas de minha avó começavam a tomar imagem e fazer sentido, tudo aquilo me fascinava, eu queria ver mais e mais. A gota d’água foi a cena onde Scott se levantava de supetão para atacar Ash, soltei um grito com o susto, e todos olharam pra trás. Como castigo, meu pai me obrigou a ver o resto do filme, mesmo sobre protestos de minha mãe (lógico que achei isso ótimo). Ao final, eu respirava aliviado, meus irmãos falavam empolgados sobre uma continuação que estaria pra lançar no ano seguinte, e tudo parecia que ia ficar bem – saí pra brincar com meus amigos e contei a eles sobre o filme, me sentia o fodão da rua, afinal assistir a um filme de terror naquelas proporções naquelas proporções aos 7 anos era impressionante aos olhos dos meus amigos.

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Essa sensação de satisfação, durou pouco, a noite quando as luzes se apagaram, as imagens do filme não saiam da minha cabeça, no quarto pequeno existiam duas beliches para acomodar meus três irmãos e eu. Sempre que fechava os olhos eu via a imagem de Linda cantando na porta do quarto “we gonna get you, we gonna get you“, na época eu não sabia o que significava, mas a música grudou na minha cabeça e eu estava realmente apavorado. Olhava para a porta e nada via, mas era só fechar os olhos e a imagem de Linda voltava pra me atormentar. Chamei um de meus irmãos e fui repreendido com um xingo. Desci da cama, e com muita dificuldade e coragem (era preciso), consegui chegar ao quarto dos meus pais, sobre olhares reprovadores e sermões, me deixaram dormir com eles. Aquela noite estava salvo, aquela e mais algumas, até o momento onde meus pais não me deixavam mais dormir no quarto deles, afinal “era pra eu aprender a não desobedecer“. Eu chorava de medo, meus irmãos se aproveitaram da situação para me atazanar, me assustando durante as noites que vieram a seguir. O ápice foi quando um deles gravou a cantiga de Linda em uma fita cassete e colocou a mesma para rodar durante a madrugada; imaginem o pavor que eu senti…

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Se eu aprendi? Sim, e fiz a mesma coisa assistindo escondido a vários outros filmes – O Exorcista, A Hora do Pesadelo, Sexta-Feira 13 – me amedrontei com todos, mas estava cada vez mais fascinado com o gênero. Fui crescendo, e o medo foi ficando de lado, fui aprendendo a lidar com a situação e superar todo aquele tormento. Nas locadoras da cidade era conhecido como “garoto macabro“, afinal era raro alguém tão jovem se interessar tanto pelo gênero na época. Revi Evil Dead várias vezes, aos 10 anos já tinha uma cópia do mesmo. A medida que o tempo foi passando fui assistindo mais e mais filmes, comecei a ler Stephen King, Edgar Allan Poe, Lovecraft. Hoje estou aqui – escrevendo críticas para este site, dando curso sobre história do cinema de Terror, e prestes a lançar meu primeiro curta do gênero, baseado em uma história que minha avó contava. Sou plenamente satisfeito em poder contribuir de certa forma para a divulgação do gênero, e é claro, aprender e conhecer sempre. Devo tudo isso ao clássico Evil Dead.

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Autor Convidado

Um infernauta com talentos sobrenaturais convidado a ter seu texto publicado no Boca do Inferno!

35 thoughts on “Raízes do Horror: As Primeiras Experiências com o gênero

  • 08/10/2014 em 10:35
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    Nossa meu primeiro filme de terror também foi Hellraiser 3 em VHS =0

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  • 02/10/2014 em 17:24
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    O primeiro filme de terror que assisti foi A Hora do Pesadelo quando passou no SBT ainda no final dos anos 80. Foi uma experiência assustadora. Dali pra frente não parei mais de assistir ao gênero. Eu tinha 6 ou 7 anos quando me foi apresentado Freddy Krueger e aquela atmosfera sombria do filme original de 1984 criados por Wes Craven. Mal sabia eu que aquilo ali seria o pontapé inicial para um universo de monstros e mistérios. Até hoje o primeiro A Hora do Pesadelo tem um lugar especial no meu coração, embora eu considere outros filmes do gênero melhores.

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  • 01/06/2014 em 18:19
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    Não me lembro qual foi o primeiro filme de terror que assisti, mas uma cena que ficou gravada na minha mente foi de Nosferatu. Lembro que esse filme passou de madrugada, na cultura, comecei a assistir porque achei interessante por ser muito antigo, não senti medo do filme, mas achei muito macabra uma cena em que ele levanta do caixão todo ereto, os efeitos são bem antiquados, mas a cena é mto interessante. Evil dead também ficou marcado, como muitos outros, já que a seção de terror era a minha predileta na locadora desde sempre.

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  • 15/12/2013 em 23:20
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    o primeiro filme de terro que assisti! Não lembro o nome dele e nem o assisti inteiro, tenho pequenas sequências dele na mente, pois eu o assisti escondida atrás da porta, vendo por uma fresta, ahahah!

    Eu deveria ter uns 4 ou 5 anos e eram férias, a casa cheia de tios, tias, primos e primas! Eu não queria ir dormir, queria ficar na sala fazendo bagunça e brincando com os presentes que ganhei dos tios! Mas meus pais me colocaram na cama e foram ver o tal filme!

    Eu me levantei escondida e a porta que ligava o corredor com a sala estava só encostada, então eu abri só uma frestinha e ficava olhando o filme sem que ninguém percebesse!

    Era um filme dentro de um avião, lembro que tinha um cachorro que acabava congelado e uma boneca que (pelo menos é o que eu lembro), era arrumada como se fosse uma pessoa e posta numa espécie de oferenda! Eu me borrava de medo, desviava os olhos, me escondia atrás da porta mas a curiosidade era maior!

    No fim das contas acabei ficando com mais medo de ser descoberta e fui pro quarto! 5 segundos depois estava pondo a boca no trombone com medo de dormir e ser congelada igual o cachorro, ahahaha!

    Aliás se alguém souber que raios de filme é esse por favor me diga? Nunca consegui achar! São memórias muito fragmentadas do cachorro congelando e da boneca tendo as unhas pintadas e colocada no chão do avião como oferenda! Nem sei se são reais, ahaha!

    Mas depois eu cresci um pouco e vieram os clássicos bolha assassina, a coisa, o enigma do espaço, etc!

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