Noite das Assombrações
Original:Night of the Ghouls
Ano:1959•País:EUA Direção:Edward D. Wood Jr. Roteiro:Edward D. Wood Jr. Produção:Edward D. Wood Jr. Elenco:Kenne Duncan, Duke Moore, Tor Johnson, Valda Hansen, Johnny Carpenter, Paul Marco, Don Nagel, Bud Osborne, Jeannie Stevens, Harvey B. Dunn, Margaret Mason |
Depois das impressionantes sagas SCI-FI/horror Bride of the Monster e Plan Nine from Outer Space, Night of the Ghouls vem para fechar a trilogia com chave de ouro, só que desta vez sem Lugosi, já morto, enterrado e no céu das almas penadas…
Agora é a vez do Dr. Acula (Kenne Duncan, um sujeito que é a cara do Moe, dos Três Patetas) tentar bancar o espertalhão em cima dos pobres e indefesos mortais. Aconteceu que ele é um vidente canastrão que habita uma mansão isolada e contrata pessoas para se fingirem de fantasmas e criar uma áurea convincente para suas adivinhações. Mas, para seu infortúnio, o local está de fato repleto de fantasmas verdadeiros, e estes, é claro, não deixarão o Dr. Acula e seus comparsas, entre eles o famigerado Lobo, seguirem ilesos em sua charlatanice.
Rodado em uma semana, o que vemos é um absurdo atrás do outro, efeitos especiais inacreditavelmente ruins e diálogos que não servem para nada. Uma verdadeira joia da esquisitice. Mais “trash” e hilário impossível.
Nesse filme é fácil perceber que Ed Wood e seus comparsas já estavam para lá de desanimados e continuavam unicamente porque não havia mais nada o que pudessem fazer. É aqui o ponto culminante onde tudo parece dar errado: Vampira não topou fazer todo o filme e pulou fora depois de ter rodado apenas algumas cenas; Criswel era um bêbado inveterado que ao fazer a introdução em frente a câmara sequer se esforçava para mostrar que não estava lendo o cartaz com as falas; Lobo parecia estar lobotomizado e por incrível que pareça ia ficando cada vez mas estúpido.
Sem falar na parte técnica, que ia de mal a pior devido à incompetência natural dos envolvidos (destaque para a foto de Ed Wood na parede da delegacia cujo portão não tem trinco!). Enfim, talvez o pior de todos os que Wood dirigiu nos anos de 1950 – ao em vez de evoluir, ele involuiu, o que o deixou ainda mais perturbado, empurrando-o definitivamente para o alcoolismo e para a pornografia, que começaria a explorar para valer tão logo as filmagens de Night of the Ghouls acabassem. Essa fase não é mostrada no filme de Tim Burton.