O Misterioso Caso de Judith Winstead (2015)

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O Misterioso Caso de Judith Winstead (2015) (2)

O Misterioso Caso de Judith Winstead
Original:The Atticus Institute
Ano:2015•País:EUA
Direção:Chris Sparling
Roteiro:Chris Sparling
Produção:Dan Clifton, Leigh Medeiros, Natalia Safran, Peter Safran, Chris Sparling
Elenco:Rya Kihlstedt, Willian Mapother, Sharon Maughan, Harry Groener, John Rubinstein, Julian Acosta

Provavelmente o subgênero do horror mais desgastado dos últimos anos, logo depois dos zumbis, sejam os found footage ou mockumentaries (documentários falsos). Desde que A Bruxa de Blair (1999) mostrou que dava pra fazer uma boa grana com pouco dinheiro, uma câmera na mão e muita criatividade, muitos diretores seguiram o mesmo caminho com um índice baixíssimo de sucesso. Enquanto nos poucos mais de 15 anos de explosão do subgênero surgiram sucessos como [REC] (2007) e Atividade Paranormal (2007), a maioria das produções nesse estilo seguem o caminho de O Misterioso Caso de Judith Winstead (The Atticus Institute, 2015).

Escrito e dirigido por Chris Sparling, roteirista dos ótimos e subestimados Enterrado Vivo (2010) e Armadilha (2012), O Misterioso Caso de Judith Winstead mostra uma equipe de estudos paranormais se deparando com o seu mais intrigante caso. Judith Winstead (Rya Kihlstedt) foi abandonada por sua irmã no Instituto Atticus, que dá o nome original ao filme, quando esta começa a se comportar estranhamente após um acidente. A equipe de pesquisa, liderada pelo Dr. Henry West (Willian Maphother), logo percebe que está diante de algo maior do que estão acostumados a lidar e um dos membros da equipe aciona o governo que irá tentar transformar Judith em uma arma a ser usada durante a Guerra Fria.

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Com um conceito interessante e uma produção esmerada, que ambienta muito bem o filme durante a década de 70, O Misterioso Caso de Judith Winstead tem tudo para ser um bom representante do gênero mockcumentary de horror, mas falha miseravelmente no principal: causar medo! Embora alguns jumpscares aqui e ali possam dar alguns sustos nos mais desavisados, O Misterioso Caso de Judith Winstead é talvez o filme de horror mais tedioso e chato já feito.

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Talvez o filme crescesse com uma campanha de marketing ala A Bruxa de Blair, com a criação de um background para o caso aos poucos, ao longo de sua produção, com alguns documentos falsos vazados e verbetes no Wikipedia e sites especializados no assunto, mas sem isso, é apenas mais um documentário falso que até se esforça para ser levado a sério como uma história real. E o filme é até bastante convincente se ignorarmos algumas imagens de registro que jamais teriam sido fotografadas daquela forma e por alguns atores mais reconhecíveis do elenco.

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Sem nenhuma novidade e nada realmente assustador o filme traz até algumas citações aos famosos paranormais soviéticos, como Ninel Kulagina, que talvez chame a atenção de quem seja fascinado pelo tema ou daqueles que acompanham o subgênero dos found footage. Fora isso, O Misterioso Caso de Judith Winstead não é nada além de um belo desperdício de uma boa ideia e de tempo, caso você arrisque uma assistida.

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Rodrigo Ramos

Designer por formação e apaixonado por HQs e Cinema de Horror desde pequeno. Ao contrário do que parece ele é um sujeito normal... a não ser quando é Lua Cheia. Contato: rodrigoramos@bocadoinferno.com.br

6 thoughts on “O Misterioso Caso de Judith Winstead (2015)

  • 23/04/2021 em 22:40
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    Para mim uma obra é uma obra, seja ela medíocre ou não; afinal teve desejo vontade, e um filme saiu então; vejo as pessoas criticarem tudo negativamente ou sempre olhando para o negativo das coisas. Realmente o filme não é o melhor terror que já rodaram, porém, é uma obra digna de respeito. Só cheguei aqui por que fui investigar a veracidade dos fatos uma vez que achei muito exagerado, mas gostei de ser meio enganada, assisti com um olhar analítico e no final me diverti.

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  • 18/04/2020 em 15:10
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    Achei a proposta do filme inovadora cujo suspense cresce na medida certa. A apresentação na forma de um suposto documentário, com comentários de supostas vítimas levam o telespectador a envolver-se com a dinâmica do filme. Um bom passatempo na minha opinião para aqueles que gostam do gênero terror.

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  • 30/06/2016 em 22:46
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    “…ótimos e subestimados Enterrado Vivo (2010) e Armadilha (2012)”. Isso por acaso foi uma ironia? Pois pareceu ser serio

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  • 29/06/2016 em 21:59
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    Vocês citam ‘Armadilha’ como “ótimo e subestimado”. E, na crítica deste mesmo filme, dão a ele uma caveira e meia. Cadê o consenso? Sobre este aqui, realmente foi um desperdício de argumento levado ao extremo. E a atmosfera até que foi bem criada, mas nada muito além disso. Daria a ele uma caveira e meia.

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    • 29/06/2016 em 23:18
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      São colunistas diferentes! 😉

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    • 06/04/2021 em 19:32
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      Odeio “falsos documentários”, parecem os Sofistas no tempo da Grécia Antiga tentando induzir as pessoas com falsos argumentos, e o pior, se cabavam qdo coseguiam!
      Eu acreditei que era verdade e me decepcionei qdo soube que não era real!
      Desperdício de tempo – do meu tempo! — e o único que saiu “ganhando” foi a vaidade do autor em saber que muitos acreditaram em sua mentira!

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