Maniac Cop 3 – O Distintivo do Silêncio (1993)

Maniac Cop 3 (1993) (2)

Maniac Cop 3 - O Distintivo do Silêncio
Original:Maniac Cop 3
Ano:1993•País:EUA
Direção:William Lustig
Roteiro:Larry Cohen
Produção:Larry Cohen, James Glickenhaus, Jefferson Richard
Elenco:Robert Davi, Robert Z'Dar, Caitlin Dulany, Gretchen Becker, Paul Gleason, Jackie Earle Haley,Julius Harris, Robert Forster.

Última e mais fraca aventura do policial zumbi Mart Cordell. Desta vez com ecos de A Noiva de Frankenstein.

Depois de morto e enterrado no final do segundo filme, Matt Cordell é ressuscitado num ritual de magia negra por um bruxo (Julius Harris, o vilão Tee Hee de Com 007 Viva e Deixe Morrer). Entrementes, temos uma policial durona, Katie Sullivan (Gretchen Becker), conhecida por sua truculência. Ela acaba entrando em coma após levar tiros numa tentativa de assalto, onde também é acusada de ter usado força excessiva. Temos de volta aqui também Sean McKinney (Robert Davi), o detetive durão do filme anterior. E a policial que se encontra em estado vegetativo é uma grande amiga dele. Matt Cordell então resolve sequestrar a moça para que o bruxo a ressuscite e a faça sua noiva.

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Esta terceira parte da franquia desandou na receita. A produção foi conturbada com William Lustig abandonando literalmente as filmagens. Filmou um corte de 51 minutos, se recusando a fazer filmagens extras. O filme acabou sendo completado pelo co-produtor Joel Soisson. Porém, quem salvou o filme, segundo dizem, foi o editor Michael Eliot, que ainda encheu linguiça reaproveitando takes dos dois filmes anteriores. Na edição do DVD e Blu-ray lançados pela Blue Underground a direção é creditada a Alan Smithee, o lendário nome fantasma de Hollywood, que é creditado a produções renegadas pelos seus autores.

O filme tem até um final em aberto. No entanto a produção foi tão conturbada e o resultado tão abaixo do esperado que a série acabou sendo arquivada. Só recentemente se fala em um prequel, mas quem será o novo Maniac Cop? Já que Robert Z’Dar, o interprete definitivo, faleceu ano passado.

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Todos os problemas batem claramente na tela, pois Maniac Cop 3 é uma obra completamente irregular. Com um roteiro confuso. Matt Cordell fica praticamente perdido sem ter muito que fazer na primeira metade do filme, nunca é explicado o porquê o bruxo ter revivido Cordell. O próprio caso do policial zumbi desejar a moça em coma como sua noiva, que é o estofo da trama, é mal colocado.  Assim como a relação do detetive Sean McKinney com a doutora Susan Fowler (Caitlin Dulany), que começa com antipatia, mas se antevê o romance a metros de distância, é mal arranjado no filme.

Uma obra truncada que joga no lixo o argumento do normalmente eficiente Larry Cohen. Algumas participações do elenco são desperdiçadas, como o Doutor interpretado por Robert Foster, que mal aparece já é morto.

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Maniac Cop 3 só se salva na parte final, quando assume a tranqueira de vez e há uma perseguição de carro, com Matt Cordell dirigindo com o corpo pegando fogo! Provavelmente eles pegaram gosto de filmar esse tipo de efeito pirotécnico no segundo filme da séria, onde o vilão também arde em chamas.

Outra particularidade interessante é observar, assim como o Jason Voorhees na franquia Sexta-feira 13, a cada filme que passa vê a evolução da decomposição da face de Matt Cordell, aqui já está praticamente uma caveira.

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Apesar de seus problemas, Maniac Cop 3 não é uma bomba completa, obviamente que há coisa muito pior por aí, mas está abaixo dos dois primeiros filmes da trilogia. Robert Z’Dar e seu Matt Cordell mereciam um final melhor que esse, sem dúvida.

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Paulo Blob

Paulo Blob

Nascido em Cachoeirinha, editou o zine punk: Foco de Revolta e criou o Blog do Blob. É colunista do site O Café e do portal Gore Boulevard!

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