The Conjuring – The Lover #2 (2021)

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The Conjuring - The Lover #2
Original:The Conjuring - The Lover #2
Ano:2021•País:EUA
Páginas:32• Autor:Rex Ogle, Che Grayson, David Leslie Johnson-McGoldrick, Dave Johnson, Juan Ferreyra, Garry Brown •Editora: DC (Selo Horror)

Infelizmente acabou sendo o meu primeiro contato com a série pelo segundo número, e, na época da leitura,  ainda não tinha empatia por Jéssica, dado que os números de páginas deste (apenas 14 para o arco principal) funciona bem apenas para passar pontos principais da história, mas não as ligações entre esses pontos na qual você respira a personalidade do personagem e criar algum vínculo com ela.

Nesta sequência, Jéssica retorna a contragosto ao campus da universidade após alguns problemas que enfrentou em um passado recente, mas as visões continuam a castigá-la à medida que sua fobia social  também aumenta. Das interações mais simples, logo o tormento de ouvir vozes até as grotescas manifestações físicas tornam o dia-a-dia da mesma cada vez mais insuportável.

O roteiro foi escrito por Johnson-McGoldrick e Rex Ogle. McGoldrick é creditado por nada menos que A Orfã, o vindouro Aquaman and the Lost Kingdom (2022) e alguns filmes da série estando mais do que familiarizado com a temática e as histórias cânones para criar spin offs que respeitem a obra original. Li em alguns lugares que caso você tenha assistido o terceiro filme da série ficaria mais fácil se ligar à história de Jéssica. Se for esse o caso, então a revista melhor funciona como fan-service. Já Rex Ogle é mais conhecido por seus livros e quadrinhos infanto-juvenis como o Free-Lunch e o Punching Bag.

Quanto a arte, fica a cargo Garry Brown, que não é nenhum novato com o traço para o macabro, tendo em currículo nada menos que Creepy (Dark Horse), BabyTeeth (Aftershock Comics) e Crypt of Shadows (Marvel) e tem nos design de personagens um aspecto Image em seu auge, mas joga com as sombras rabiscadas, traço simples mas eficazes e o ponto alto: a organização de seus painéis. Funciona bem em meio termo para um quadrinho de horror que tem como alvo um público de um horror mais pasteurizado.

Tales From The Artifact Room: The Bloody Bride

Muitos apontam com ponto alto deste número, mas honestamente é um clichê escrito por Che Grayson (Rigamo: The Comic, A Bitch Planet – Bits and Pieces), que tem o ciclo hermético de um maldição em andamento. Funciona com um filler mas não empolga a não ser por alguns quadros dignos de nota de Juan Ferreyra (Spider-man Noir, Punisher, Killmonger, O M Logan, DC: Green Arrow) com um resultado especialmente interessante de cores realistas e traços estilizados.

Detalhes

Outro aspecto digno de nota são as propagandas falsas que imitam os anúncios dos anos de ouro dos quadrinhos mas com vendas de itens de horror (como um altar de sacrifício “fácil de limpar!”, vômitos e um esqueleto “de verdade”), tais quais os quadrinhos clássicos de horror e outras contemporâneas que fazem o mesmo, a exemplo da “Tales Told In Technihorror — Season One”.

É uma leitura rápida e um preço justo o suficiente para um break de almoço ou chá da tarde.

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Ed "Toy" Facundo

Cearense nascido e criado na capital, apaixonado pela ideia de dar vidas aos seus brinquedos ou resolver intrigantes configurações do lamento - talvez esteja em um copo de cerveja - e vocalista da banda de death/thrash metal Human Heritage. Veio à Newcastle (Upon Tyne) em busca daquilo que traumatizou Constantine e sobrando tempo para exercer sua profissão de desenvolvedor de jogos.

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