Pânico no Lago 2 (2007)

2.8
(4)

Pânico no Lago 2
Original:Lake Placid 2
Ano:2007•País:EUA
Direção:David Flores
Roteiro:Todd Hurvitz, Howie Miller
Produção:Jeffery Beach, Phillip Roth
Elenco:John Schneider, Sarah Lafleur, Sam McMurray, Cloris Leachman, Chad Michael Collins

Aqui as coisas começam a ficar ruins pra valer. Se no razoável Pânico no Lago, que foi uma produção da 20th Century Fox, o grande volume de clichês prejudicou o resultado final, ainda que não tenha repercutido em prejuízo financeiro, em Pânico no Lago 2 essa “preguiça” atingiu um outro patamar, com a franquia, a partir daqui, saindo das telas de cinema e estreando direto nas redes de televisão. E quando falo em “preguiça” não falo das dificuldades técnicas enfrentadas pelo baixo orçamento, mas pelo descaramento de repetir o filme anterior em todas as suas nuances, alterando só uma coisa aqui e outra ali, talvez só para dar aquela boa maquiada.

Produzido pelo canal SyFy, Pânico no Lago volta a explorar os, agora, três preciosos moradores do lago de Aroostook County, no Maine. Os três novos crocodilos provavelmente são os filhotes, agora crescidos, do casal do filme original, e estão todos bastante agressivos, pois é época de reprodução. Do lado de fora do lago, temos mais uma vez um homem da lei tentando solucionar o caso ao lado de uma cientista e um “especialista” em predadores – dessa vez, um caçador. O resto, podemos prever facilmente.

Chega a ser desconcertante a forma como essa sequência repete todas as nuances que garantiram o êxito do filme original, mas sem repetir o mesmo sucesso em nenhuma das tentativas. Além do trio principal, que repete até as características pessoais do trio principal do filme anterior (o chefe metido a galã porém inexpressivo, a cientista que tem um caso amoroso com o chefe, o especialista que vira alívio cômico), temos mais uma vez uma senhora morando na casa à beira do lago alimentando os crocodilos. Dessa vez é a irmã da falecida senhora Delores Bickerman, interpretada por Betty White anteriormente, e que aqui, ocupa o seu lugar.

De novidade, temos um elenco maior, que obviamente vai servir de alimento para o trio de crocs gigantes que estão furiosos tentando proteger seus ninhos. As aparições dos bichões rendem mais tempo de tela que na primeira parte, mas o uso do CGI não foi tão eficiente quanto no filme anterior; CGI agora utilizado em outros momentos do filme, como na composição dos cenários, e não apenas para dar vida aos crocs.

O elenco não muito conhecido mas composto basicamente por atores de TV não tem a força daquele do filme anterior, então muito pouco funcionou no que diz respeito a essa parte. Aliás, o roteiro pouco colabora com o trabalho dos atores. Os personagens são ruins mesmo, daqueles que tomam atitudes inverossímeis só para a cena ficar legal, salvando aqui um ou dois justamente por não terem se destacado tanto.

O diretor David Flores, cuja filmografia consiste basicamente em filmes para TV, como o Boa vs. Python (2004) e Invasion Roswell (2013), por sua vez, arrisca umas tomadas e enquadramentos legais, mas nada que melhore o resultado final dessa “obra”.

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Pedro Emmanuel

Cearense, jornalista, quase geógrafo (ainda cursando), meio praieiro e ligeiramente antissocial. Minha viagem é aprender o máximo possível sobre a vida e sobre a morte, e assim ir assimilando alguns mistérios da existência. Vivo como se fosse um detetive, mas minha mente vagueia muito. Sou fã de Star Trek, Jefferson Airplane, e do Massacre da Serra Elétrica original.

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