
![]() A Maldição da Múmia Azteca
Original: La maldición de la momia azteca
Ano:1957•País:México Direção:Rafael Portillo Roteiro:Alfredo Salazar, Guillermo Calderón Produção:Guillermo Calderón, K. Gordon Murray Elenco:Ramón Gay, Rosita Arenas, Crox Alvarado, Luis Aceves Castañeda, Jorge Mondragón, Arturo Martínez, Emma Roldán, Julián de Meriche, Salvador Lozano, Jaime González Quiñones |
A Maldição da Múmia Azteca é a segunda parte de uma trilogia bagaceira mexicana, roteirizada por Alfredo Salazar (irmão do ator Abel Salazar) e Guillermo Calderón, e comandada por Rafael Portillo, inspirada nos filmes de Múmia da Universal Pictures como o clássico de 1932. Realizado concomitantemente com o primeiro, A Múmia Azteca (La momia azteca, 1957), e o terceiro, A Múmia Azteca Contra o Robô Humano (La momia azteca contra el robot humano, 1958), para fins de contenção de recursos, repetindo cenários e reutilizando cenas, trata-se de um média-metragem, com apenas 63 minutos, e que explora as ações de uma múmia despertada depois que o cientista, Dr. Eduardo Almada (Ramón Gay), colocou a namorada Flor (Rosita Arenas) em processo de hipnose, resgatando memórias de uma vida da era asteca, quando foi uma mulher, Xochitl, preparada para ser oferecida ao deus Tezcatlipoca, até descobrirem seus encontros amorosos com o guerreiro Popoca (Ángel Di Stefani), resultando na morte de ambos, sendo que o rapaz foi amaldiaçoado a guardar duas relíquias que podem conduzir a um grande tesouro.
No final do primeiro filme, o pai de Flor, o Dr. Sepúlveda (Jorge Mondragón), sacrificou-se para soterrar a Múmia, e foi revelada a identidade do bandido conhecido como Morcego. A continuação parte exatamente da prisão do Dr. Krupp (Luis Aceves Castañeda), até seus comparsas interceptarem o veículo prisional numa troca de tiros que resgatou cenas do primeiro. A diferença é o surgimento do herói mascarado, El Ángel, um luchador que nem sequer havia sido mencionado no original, mas se mostra como uma ameaça aos planos do cientista louco Dr.Krupp, em busca do tesouro perdido dos astecas. A identidade do herói depois é revelada como sendo o do alívio cômico do anterior, Pinacate (Crox Alvarado), que se mostrava covarde e temeroso a tudo.
Com a fuga do vilão, Flor é sequestrada, juntamente com a pequena Anita, e novamente hipnotizada para revelar o local do túmulo de Xochitl. De posse da couraça e do bracelente, agora Dr. Krupp precisará da ajuda de Almada para traduzir os hieroglífos, tendo que enfrentar as ações de El Ángel, com a ajuda do garoto Pepe (Jaime González Quiñones), além, claro, da Múmia, que mais uma vez aparecerá por pouco menos de dois minutos, em maquiagem bagaceira, para resgatar seus artefatos e se vingar daqueles que a despertaram novamente.
Mesmo com a curta duração, A Maldição da Múmia Azteca consegue sem bem inferior ao primeiro. Basicamente, os elementos de horror foram todos deixados de lado em prol de lutas corporais mal coreografadas e diversos sequestros, além dos absurdos que tornam a produção uma bagaceira do cinema de horror mexicano. Em um deles, depois do primeiro confronto entre El Ángel e os capanga de Dr. Krupp, mesmo com o herói desacordado e a sugestão de finalizá-lo, o cientista louco responde: “Depois eu o matarei da minha forma“. Essa “sua forma” consiste em posteriormente, depois de uma nova tentativa de resgate, ele ser levado a “câmara da morte“, um quartinho de vilão de 007, onde o chão se abre e revela diversas cobras aguardando para dar o bote. Não era mais fácil simplesmente atirar nele?
E quando a porrada acontece até mesmo o garoto Pepe apanha e bate nos inimigos em mais um momento hilário da produção. Você também irá se divertir com o momento em que um livro se torna necessário para Almada fazer a tradução. Em vez de Dr. Krupp mandar um de seus capangas ir buscá-lo, já que é super fácil invadir a casa do Dr. Eduardo Almada, ele tem a “brilhante ideia” de telefonar para lá e obrigar o garoto Pepe a trazê-lo, fornecendo o endereço de seu esconderijo secreto. Como o garoto já havia ouvido uma ligação entre Almada e o Dr. Krull, o ator-mirim chega a dizer: “De novo nesse mesmo local?“, como se nem ele acreditasse na estupidez do vilão.
Com fotografia em preto e branco, A Maldição da Múmia Azteca pouco avança entre os acontecimentos da franquia. Seus aspectos bagaceiros e ideias ingênuas são apenas momentos curiosos do cinema de horror mexicano, com um catálogo de filmes muitos mais importantes e significativos para o gênero. Está disponível no youtube para quem quer dar boa risadas com o caminhar lento da Múmia Popoca.




