Um Lugar Solitário para Morrer (2011)

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Um Lugar Solitário para Morrer (2011) (1)

Um Lugar Solitário para Morrer
Original:A Lonely Place to Die
Ano:2011•País:UK
Direção:Julian Gilbey
Roteiro:Julian Gilbey, Will Gilbey
Produção:Michael Loveday
Elenco:Alec Newman, Ed Speleers, Melissa George, Kate Magowan, Garry Sweeney, Holly Boyd, Douglas Russell, Alan Steele, Sean Harris, Stephen McCole, Karel Roden, Eamonn Walker, Paul Anderson

Thrillers que envolvem alpinismo e montanhas gigantescas sempre proporcionam uma forma curiosa de entretenimento, considerada, no mínimo, sufocante, principalmente para aqueles que morrem de medo de altura. Um dos bons exemplares desse subgênero é o francês Vertigem (Vertige, 2009), de Abel Ferry, que ainda traz um terrível canibal no encalço dos aventureiros; há também o divertido Limite Vertical (Vertical Limit, 2000), com Chris O’Donnell e Bill Paxton; além do recente Evereste (Everest, 2015), de Baltasar Kormákur, provando que o estilo sempre atrai bom público.

Em 2011, um filme menor despontou como mais um exemplo, tendo a seu favor um elenco interessante, liderado pela boa atriz Melissa George, e ainda contando com o vilão de sempre, Sean Harris. Apesar de contar com boas ferramentas e uma excepcional paisagem escocesa, Um Lugar Solitário para Morrer, de Julian Gilbey (de O ABC da Morte 2, 2014), não chegou nem perto do topo, sendo apenas considerado mediano se você considerar apenas a primeira metade, muito mais consistente, com os pés ainda no chão.

Um Lugar Solitário para Morrer (2011) (2)

Alison (George) e mais quatro amigos – Rob (Alec Newman, de Frankenstein, 2004), Ed (Ed Speleers, do recente Howl, 2015), Jenny (Kate Magowan) e Alex (Garry Sweeney) – estão explorando os lugares mais fantásticos da Escócia, com a intenção de alcançar níveis cada vez mais elevados e perigosos. A aventura não dura muito, pois logo eles encontrarão o cativeiro de uma menina sequestrada, a sérvia Anna (Holly Boyd), e farão de tudo para ajudá-la, caso sobrevivam à perseguição dos dois sequestradores – Sr. Kidd (Harris, de Livrai-nos do Mal, 2014) e Sr. Mcrae (Stephen McCole).

Na primeira parte, enquanto fogem dos bandidos pelos lugares montanhosos, Um Lugar Solitário para Morrer flui bem, mesmo com algumas obviedades do enredo, que facilita encontros numa região com várias possibilidades de se perder. Nesse ponto, você até se preocupa com o destino dos heróis de ocasião, sabendo que as chances de escapar são mínimas, embora fique imaginando o quanto poderia ser melhor se explorasse mais as escaladas, um território bem conhecido da protagonista. No entanto, o argumento de Julian Gilbey e Will Gilbey começa a perder o equilíbrio ao acrescentar um subplot envolvendo um grupo de mercenários a serviço do pai da menina sequestrada: Darko (Karel Roden, de A Órfã, 2009), Andy (Eamonn Walker, de Corpo Fechado, 2000) e Chris (Paul Anderson). Além da quebra do ritmo, parece que as cenas foram acrescentadas após a conclusão das filmagens para simplesmente aumentar a duração do filme, surtindo efeito desagradável em relação às intenções iniciais. Aliás, toda o terceiro ato, na cidade, durante o Stonehaven Fireball Festival – uma espécie de carnaval escocês -, não passa de um faroeste desconexo, absolutamente anti-climático.

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É uma pena pois o começo, auxiliado pela belíssima fotografia de Ali Asad (Doghouse, 2009), é suficientemente satisfatório, ampliando as expectativas para o que poderia acontecer. Talvez a melhor forma de resumir o longa seja por uma analogia com sua própria proposta: é como escalar uma montanha alta: começa divertido, enquanto ainda se mantém o pé no chão, mas pode se tornar desagradável à medida em que se perde entre os obstáculos, fazendo o aventureiro acreditar que teria sido melhor não ir adiante.

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Marcelo Milici

Professor e crítico de cinema há vinte anos, fundou o site Boca do Inferno, uma das principais referências do gênero fantástico no Brasil. Foi colunista do site Omelete, articulista da revista Amazing e jurado dos festivais Cinefantasy, Espantomania, SP Terror e do sarau da Casa das Rosas. Possui publicações em diversas antologias como “Terra Morta”, Arquivos do Mal”, “Galáxias Ocultas”, “A Hora Morta” e “Insanidade”, além de composições poéticas no livro “A Sociedade dos Poetas Vivos”. É um dos autores da enciclopédia “Medo de Palhaço”, lançado pela editora Évora.

2 thoughts on “Um Lugar Solitário para Morrer (2011)

  • 01/06/2020 em 23:43
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    Infelizmente, o filme desanda no final, quando desvia o foco para uma gangue de mercenários desarrazoados. O final fica meio filme do Van Damme, sei lá, estilo Allan Quatermain.

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  • 17/06/2016 em 15:14
    Permalink

    Discordo eu assisti os filmes mencionados menos o Vertige Frances …. que vou procurar ver…. mas na minha opinião um lugar solitário para morrer entrega um filme tenso com uma fotografia muito linda e com um roteiro que é desvendado aos poucos pra min esse filme é cinco caveiras tranquilo os atores são na maioria já conhecido… e tem um ótimo desempenho… esse filme prende do começo ao fim !!! Recomendo quem não viu ver… e tira as próprias conclusões !!!!

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