![]() O Humanoide
Original:L'umanoide
Ano:1979•País:Itália Direção:Aldo Lado Roteiro:Aldo Lado, Adriano Bolzoni Produção:Giorgio Venturini Elenco:Richard Kiel, Corinne Cléry, Leonard Mann, Ivan Rassimov, Massimo Serato, Marco Yeh, Arthur Kennedy, Barbara Bach, Venantino Venantini, Vito Fornari, José Quaglio, Ottaviano Dell'Acqua |
“Metropolis, um planeta da galáxia de Eraklon, agora enfrenta seu momento mais grave. Lord Graal escapou do satélite prisão para onde fora exiliado por seu irmão, o chefe da pacífica Metrópolis. Graal, mal e sedento de poder, tem planos de vingança que podem alterar para sempre o destino da democracia galáctica.”
O Humanoide (L´umanoide / The Humanoid, 1979) é uma space-opera italiana copiada de Star Wars (1977), mas com orçamento menor e produção mais bagaceira. Com direção de Aldo Lado (com o pseudônimo George B. Lewis para uma distribuição internacional), o filme é estrelado pelo ator grandalhão Richard Kiel (1939 / 2014) no papel do humanoide do título, ele que é mais conhecido como o vilão “Dentes de Aço” em dois filmes da franquia “007” com Roger Moore.
Foi exibido na televisão brasileira e está disponível no Youtube na versão dublada pela BKS, porém com algumas cenas sem dublagem e com legendas em português.
O tirano Lord Graal (Ivan Rassimov) fugiu da prisão e quer tomar o poder no planeta Metropolis, governado pacificamente por seu irmão (Massimo Serato), que tem o apoio e proteção do líder da Segurança Nick (Leonard Mann).
Para o sucesso de seu plano maquiavélico de conquista, o vilão conta com o apoio de Lady Agatha (Barbara Bach), que quer governar ao seu lado e que para se manter jovem e bela ingere um soro com o sangue de outras mulheres assassinadas (algo similar à histórica Condessa Bathory, que se banhava em sangue para rejuvenescer). E também conta com os serviços do “cientista louco” Dr. Kraspin (Arthur Kennedy), que inventou uma forma de alterar a estrutura celular das pessoas transformando-as em autômatos sem mente e com força descomunal, através de um dispositivo chamado “Kappatron”.
A primeira cobaia de suas experiências é o piloto inspetor de colônia Golob (Richard Kiel), que se transforma num humanoide que faz caretas e solta grunhidos espalhando o caos e destruição em Metropolis, com um grupo se unindo para combater a ameaça, formado por Nick, a cientista Barbara Gibson (Corinne Clery), que era a assistente do Dr. Kraspin antes dele se alinhar com o Mal, e seu aluno Tom Tom (Marco Yeh), um menino misterioso com feições orientais e poderes mentais.
A história de O Humanoide explora a tradicional batalha entre o Bem e O Mal, entre os mocinhos que defendem a paz e harmonia, e os bandidos conquistadores que querem o poder com tirania. O filme é um “rip-off” assumido e sem receios de Star Wars, com muitas similaridades e paralelos com o filme de George Lucas, desde as naves espaciais, as armas de raios, as vestimentas, as filmagens no deserto, o robô cão (com a missão de ser engraçado) inspirado em R2D2, o menino tibetano com o poder de controle mental copiando seu similar Obi-Wan Kenobi, passando pelo piloto Nick e a cientista Barbara Gibson que lembram Luke Skywalker e a Princesa Léia, culminando com o vilão Lord Graal, que é um Darth Vader menos imponente e cruel. Ainda tem também o mesmo tipo de introdução com um letreiro no estilo de Star Wars (reproduzido acima do original italiano, pois na dublagem brasileira preferiram mudar algumas palavras referindo-se a Metropolis como o planeta Terra num futuro distante e trocando o destino da democracia galáctica pela humanidade).
Independente da história e personagens reciclados, o filme tem efeitos especiais práticos que certamente impressionaram as plateias da época e são muito divertidos até hoje pelo saudosismo e magia do cinema de quase meio século atrás, com as naves espaciais, estruturas arquitetônicas futuristas e computadores repletos de botões e luzes piscando. Vale a pena também enaltecer que mesmo sendo um filme escapista com ausência de sangue e violência, tivemos um longo ataque das forças militares de Lord Graal contra um instituto de pesquisas em Metropolis, num massacre com muitas mortes dos cientistas.
A trilha sonora é do compositor italiano Ennio Morricone (1928 / 2020), que tem um currículo imenso. Apreciar a música é algo muito subjetivo e em O Humanoide ela parece estranha e meio fora de contexto.
A supervisão dos efeitos especiais é de Antonio Margheriti (1930 / 2002), utilizando o pseudônimo Antony M. Dawson. Ele que é mais conhecido como um diretor italiano de diversas tranqueiras divertidas de ficção científica e horror, principalmente nos anos 60 do século passado, como Destino: Espaço Sideral (1960), O Planeta dos Desaparecidos (1961), A Mansão do Homem Sem Alma (1963), A Máscara do Demônio (1964), Dança Macabra (1964), O Choque de Planetas (1966), entre outros.
Curiosamente, outro filme italiano do mesmo período, O Choque das Estrelas (Starcrash, 1978), de Luigi Cozzi e estrelado por Christopher Plummer, David Hasselhoff e Caroline Munro, também se inspirou ou “copiou” elementos de Star Wars.






