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The Mortuary Assistant
Original:The Mortuary Assistant
Ano:2026•País:EUA
Direção:Jeremiah Kipp
Roteiro:Tracee Beebe, Brian Clarke
Produção:Patrick Ewald, Jake Heineke, Cole Payne
Elenco:Willa Holland, Paul Sparks, John Adams, Keena Ferguson Frasier, Mary Hungerford, Mark Steger, Emily Bennett, Shelly Gibson, Sydney Haner, Christopher Gilbert, Michael W. Crowley

Saber que um filme é baseado em um jogo faz alguma diferença pra você? Fez quando você assistiu às adaptações de outros jogos como Alone in the Dark ou House of the Dead? Você imaginou que entraria no cinema com um controle para movimentar os personagens de Doom ou escolheria o destino em algumas decisões de Until Dawn? A ideia de qualquer adaptação é levar aos fãs de um game uma versão live action, acreditando que o enredo possa ser suficientemente bom em outro formato, além da possibilidade de expandir o conceito com pinceladas de fanservice. Pode acontecer do filme/livro/HQ não agradar os entusiastas, mas o novo produto precisa ter vida própria e funcionar também para quem nunca teve acesso ao formato original. E sempre há aquelas discussões de boteco sobre qual versão é melhor, se compensa ver Milla Jovovic voando sobre monstros ao som de uma música eletrônica ou enfrentar a atmosfera sinistra dos jogos da Capcom!

No caso de The Mortuary Assistant fiquei com uma vontade imensa de não jogá-lo. Se o ritmo do jogo, criado por Brian Clarke, for apresentado também em fogo brando, se a história for confusa e o vilão humano tiver uma postura canastrona como no filme, vou preferir o combate entre plantas e zumbis. Como a ambientação é quase inteiramente em um necrotério, com a protagonista, a estagiária Rebecca Owens (Willa Holland, de Legião, 2010), realizando procedimentos de embalsamamento, pensei em algo atmosférico e claustrofóbico como A Autópsia (The Autopsy of Jane Doe, 2016), envolvendo influências sobrenaturais em um trabalho que, por si só, já é tétrico. Porém, Jeremiah Kipp não é André Øvredal.

Como visto em um início com uma fotografia que emula uma condição onírica, Rebecca está no teste final para uma vaga no River Fields. Acompanhada pelo agente funerário Raymond (Paul Sparks, estereotipado ao extremo com sua calça cáqui e camisa de gola, do olhar do Tropeço à voz fria), ela é contratada para início imediato — nem precisou passar no RH —, tendo que lidar com dores de cabeça angustiantes e uma rápida passada numa reunião de ex-dependentes químicos. Tudo que você precisa sobre ela está aí: a perda do pai, uma recaída no último ano e admiração por traficantes.

Raymond a chama para um trabalho inesperado na mesma noite com a chegada de diversos corpos para um procedimento de embalsamento seguido de cremação — algo que ela não compreende a razão, mas também não questiona.  Durante o trabalho, coisas estranhas começam a acontecer como alucinações, mortos voltando à vida e o carro que aparece com a porta aberta. Ao perder o sentido, acorda em casa sem saber como “aparatou“, estranhando a visita de sua madrinha Kelly (Keena Ferguson Frasier). Possuída, ela arranca um dedo da visitante e depois a mata com um saca-rolhas, voltando ao estado normal logo em seguida.

Seu instrutor a avisa pelo telefone que ela corre perigo e deve voltar para o necrotério, onde ele irá explicará tudo. Ora, por que já não disse tudo na entrevista de emprego? “Moça, você cumpriu todas as etapas de seleção, mas agora precisa enfrentar um demônio conhecido como Mímico. Ele é uma entidade que possui cadáveres, mas tem preferência por pessoas vivas. Para tal, irá enfraquecê-la com visões e resgate de traumas.” Depois dá um curso intensivo universitário de como banir demônios juntando pecinhas de um quebra-cabeça, deixando para a próxima aula uma fita de vídeo, guardada no porão, para aonde ele havia dito para ela nunca descer. Por que não colocou o vídeo no youtube “não listado“?

Como se percebe, não faz o menor sentido. Se Raymond tivesse explicado tudo de uma vez, sem falas enigmáticas, Rebecca não seria enganada pelo demônio, precisando cortar um dos pulsos para alimentar um cadáver, não abriria o caixão onde está aprisionada Vallery (Emily Bennett) e entenderia suas visões com o pai morto. Mesmo com o cursinho Raymond de combate ao demônio, você ficará com inúmeras dúvidas sobre como tudo começou, por que a tatuagem o protegeu e ele não sugeriu que ela fizesse nela também, por que ele ainda mantém o necrotério ativo e qual a finalidade do Mímico: apocalipse, corromper todas as almas ou se divertir?

Com alguns efeitos aceitáveis, principalmente nas necropsias, o principal desafio do infernauta que for ver The Mortuary Assistant é o de se manter acordado. O filme é realmente chato, com uma direção lenta, no estilo M. Night Shyamalan em que a câmera vagueia pelos cômodos para apresentar algum elemento que terá importância posteriormente, mas que aqui não serve para nada. Provoca uma vontade imensa de desligar o console para voltar aos mortos-vivos do celular.

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1 comentário

  1. fui ver com maior das boas expectativas e pqp filem ruim do cão …

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