
![]() Haven - 1ª Temporada
Original:Haven - Season One
Ano:2010-2011•País:Canadá, EUA Direção:T.W. Peacocke, Lee Rose, Robert Lieberman, Tim Southam, Fred Gerber, Ken Girotti, Adam Kane, Mike Rohl, Rick Rosenthal, Keith Samples Roteiro:Stephen King, Jim Dunn, Sam Ernst, Brian Millikin, Matt McGuinness, Charles Ardai, Jose Molina, Nikki ToscanoAnn Lewis Hamilton Produção:Margaret O'Brien, Tashi Bieler, Elenco:Emily Rose, Lucas Bryant, Eric Balfour, Richard Donat, John Dunsworth, Adam Copeland, Glenn Lefchak, Nicholas Campbell, Maurice Dean Wint, Christopher Shore, Stephen McHattie Mary-Colin Chisholm, Michelle Monteith, Kathleen Munroe |

Contém spoilers sobre a primeira temporada
Entre 2010 e 2015, foi exibida a série Haven, criada por Jim Dunn e Sam Ernst e protagonizada pela atriz Emily Rose. Faziam parte do elenco principal também os atores Lucas Bryant e Eric Balfour. Embora a divulgação falasse que se tratava de uma adaptação de Stephen King, é bastante frágil a relação com o livro Colorado Kid, publicado pelo mestre do horror em 2005.
Na série, Rose interpreta Audrey, agente do FBI atraída por casos que tem um tom misterioso ou mesmo sobrenatural. Quando um preso acusado de assassinato foge da prisão, Audrey é enviada para caçá-lo em Haven, cidade à beira mar no Maine. Chegando a Haven, Audrey encontra uma cidade onde ocorrem uma série de fenômenos estranhos ou mesmo inexplicáveis, a começar pela morte do próprio preso cujo paradeiro foi investigar.
Nessa primeira investigação, acaba por tomar contato com uma foto tirada vinte e sete anos antes, em que aparece uma mulher parecida com Audrey. Órfã, sem ter quaisquer informações sobre sua família, Audrey e as pessoas ao redor entendem que a misteriosa mulher pode ser sua mãe. Com isso, Audrey acaba decidindo por permanecer em Haven, para investigar mais a fundo a misteriosa mulher e, também, ajudar a pequena força policial da cidade da lidar com os estranhos fenômenos, que chamam de “problemas”.
Os “problemas” são manifestações de poder que algumas pessoas possuem e que, em muitos casos, não controlam. O caso do episódio piloto é um exemplo disso, onde uma mulher pode controlar o clima, provocando ventos ou memos tempestades. Contudo, ela não consegue controlar ou mesmo desconhece a força de seus poderes, que de manifestam de acordo com seus sentimentos ou mesmo seu humor.
Outro caso é de um homem capaz provocar reações de descontrole em pessoas sãs e curar pessoas com doenças mentais apenas tocando música. No episódio, ele usa esse poder para que sua esposa, vítima de um acidente anos antes, volte à consciência, ainda que apenas por um curto período. Contudo, isso se torna um problema quando as pessoas sãs se veem afetada por isso, se tornando violentas e descontroladas.
Outro personagem, diante do luto e do sofrimento, viu sua sombra literalmente ganhar vida e matar pessoas que teriam levado à morte seu ente querido. E há o garoto que podia colocar fogo nas coisas, de acordo com suas variações de humor e sofrimentos. Estes e outros “problemas”, no geral, são a expressão de sentimentos que podem fugir ao controle das pessoas que os manifesta, como uma expressão psicossomática de alguma dor, estresse ou sofrimento.
Embora poucos personagens apareçam repetidamente nos episódios, em uma espécie de rodízio para apresentar as diferentes formas que os “problemas” se manifestam, há dois que se mostram mais relevantes. Um deles, Nathan, é um policial local que se torna parceiro de Audrey na resolução dos estranhos casos que vão surgindo. Nathan tem uma condição que, possivelmente, é um “problema”, que é a incapacidade de sentir qualquer coisa fisicamente.
O outro personagem é Duke, que, embora seja contrabandista, portanto, um criminoso, ajuda Audrey na resolução de alguns dos casos. Descobre-se que Duke será morto por alguém que possui uma determinada tatuagem, mas pouco é revelado sobre isso nesta temporada. Duke parece nutrir uma paixão por Audrey.
Enquanto resolve os casos que surgem e tenta ajudar as pessoas que manifestam os “problemas”, Audrey vai investigando quem seria a misteriosa mulher registrada na foto décadas antes. Entre outras coisas, descobre com a mulher se chamava Lucy, que se envolvia com pessoas que manifestavam os “problemas” e que os presentes no dia em que a foto foi tirada não conseguiam se lembrar do que havia acontecido.
No final da temporada, são feitas algumas revelações. Uma delas passa pelo fato de que Nathan é de fato um “problemático” e não é filho biológico de Wuornos, o chefe de polícia. Seu pai biológico é um assassino que passou mais de vinte anos preso e que tem a mesma condição de não sentir o contato físico. No final das contas, seu pai biológico se mostra de certa forma um vilão, ainda que não tenha feito muita coisa até ser morto misteriosamente.
O chefe de polícia, Wuornos, também se mostra um “problemático”, ao final, sendo responsável pela instabilidade geológica que vinha ocorrendo em Haven. Logo na chegada de Audrey a Haven, mostra-se o solo rachar e quase jogá-la de um penhasco, sendo salva por Nathan. Os casos de acidentes geológicos vinham sendo a manifestação da ansiedade de Wuornos diante da volta dos “problemas”. O pai biológico de Nathan é morto em um desses incidentes provocados por Wuornos, que acaba sendo vítima de sua própria condição.
Duke, por sua vez, descobre que várias pessoas possuem a tatuagem da pessoa que irá matá-lo. Não se sabe qual é de fato a natureza dessa tatuagem, inclusive se era de fato uma tatuagem ou algum tipo de marca de nascença. O mistério em torno dessa tatuagem fica como um dos ganchos para a próxima temporada.
Por fim, Audrey descobre que talvez Lucy não seja sua mãe, mas ela própria. Lucy teria uma cicatriz no pé, provocada pelo corte por um vidro quebrado, e Audrey possui a mesma marca. Os últimos minutos da temporada são dedicados à aparição de outra Audrey, também uma agente do FBI, que inclusive parece ter alguns dos trejeitos daquela que acompanhamos na protagonista da série desde o primeiro episódio.



