![]() Premonição 4
Original:The Final Destination 4
Ano:2009•País:EUA Direção:David R. Ellis Roteiro:Eric Bress, Jeffrey Reddick Produção:Craig Perry, Warren Zide Elenco:Bobby Campo, Shantel VanSanten, Nick Zano, Haley Webb, Mykelti Williamson, Krista Allen, Andrew Fiscella, Justin Welborn, Stephanie Honore, Lara Grice, Jackson Walker, Phil Austin, William Aguillard |
Prezados infernautas, serei breve em meu diagnóstico: vocês não podem fugir da morte e isso é fato, mas tenho que alertá-los que tive uma visão, uma profecia que me apareceu desde que a produção de Premonição 4 foi anunciada pelos idos de 2008. Uma visão assustadora que beira o limite do deja vu, a visão de que se vocês entrarem na sala dos cinemas para assisti-lo estarão na verdade olhando para o que já foi feito três vezes anteriormente, apenas com o chamariz 3-D no rótulo. E só porque a gasolina agora é aditivada não deixa de ser gasolina do mesmo jeito… A má notícia é que minha profecia foi concretizada.
Tudo começou depois do sucesso (infundado) que foi Premonição 3, a New Line Cinema encomendou um roteiro para Eric Bress – o mesmo de Premonição 2 – que impressionou o produtor Craig Perry o suficiente para que o sinal verde fosse dado. James Wong (diretor do Premonição original e do terceiro filme) estava a bordo para dirigir também esta quarta parte, mas por conflitos de agenda com as filmagens do pífio Dragonball Evolution, David R. Ellis foi o novo nome contratado.
Ellis, que também havia dirigido Premonição 2, aceitou o trabalho por causa dos horizontes que poderiam se abrir com as filmagens em 3-D. A intenção do produtor era aproveitar a tecnologia e adicionar profundidade ao filme ao invés de somente “jogar coisas na cara da audiência a cada quatro minutos”. Tá… Isso é uma meia verdade, mas volto nisso em breve.
As filmagens seriam em Vancouver, mesmo local onde os anteriores foram rodados, contudo David Ellis convenceu os produtores a filmar em New Orleans para poupar um pouco do orçamento e trazer mais negócios para a cidade que ainda sofre com os impactos econômicos causados pela combinação furacão Katrina e crise imobiliária. Somente a cena inicial que foi filmada em Irvington, Alabama, e algumas refilmagens foram feitas em estúdio.
O lançamento foi realizado nas versões 2-D e 3-D no dia 28 de agosto de 2009 rendendo uma boa bilheteria de 66,4 milhões só nos Estados Unidos e mais de 156 milhões no mundo. Com o custo de 43 milhões a produção prova que a fórmula apesar de batida ainda atrai público. E provando novamente que as estratégias de distribuição no Brasil estão equivocadas, a PlayArte (aquela do Pânico na Floresta 2 e que mutilou o Halloween do Rob Zombie depois de um atraso de quase 2 anos) que estrearia o filme em 16 de outubro de 2009, jogou para 05 de fevereiro de 2010. Para ter uma ideia, depois dos nossos hermanos da Argentina, Peru e Venezuela.
Nada demais o roteiro, quem já viu o trailer tem o panorama geral da história: dez anos depois dos eventos de Premonição 1 (ou seja, nove anos depois da parte 2 e quatro anos depois da parte 3), alguns amigos estão em um autódromo caindo aos pedaços quando o mocinho Nick O’ Bannon (Bobby Campo) tem a premonição vista no trailer: Em resumo, uma merda monumental está para acontecer.
Nick surta e sai pouco antes do grande acidente levando consigo para fora do autódromo Hunt Wynorski (Nick Zano), Janet Cunningham (Haley Webb) e sua namorada Lori Milligan (Shantel VanSanten). Também saem Samantha Lane (Krista Allen) e seus dois filhos, o mecânico Andy Kewzer (Andrew Fiscella) e sua namorada Nadia Monroy (Stephanie Honore) – que é a primeira a ser despachada por uma roda voadora de carro como visto no trailer – o segurança negro George Lanter (Mykelti Williamson) e o operador de guincho racista Carter Daniels (Justin Welborn). Pronto, cartas na mesa e as regras não mudaram: um a um os sobreviventes são despachados enquanto o protagonista tenta a todo custo colocar as mortes em ordem para tentar “quebrar” o plano da morte.
A única diferença perceptível dos anteriores é que Nick tem um “avant premiere” de como as próximas mortes irão ocorrer apesar de não identificar quem serão as vítimas, porém isso só serve na prática para abusar dos efeitos 3-D de uma forma bem tosca, contudo falo disso mais adiante. No mais é quase um exato repeteco de Premonição 3, a única conexão com a história original é uma “googleada” nos casos anteriores que obviamente trazem os casos do vôo 180, do engavetamento e da montanha-russa. Tão óbvio quanto a ordem dos meses do ano, ninguém acredita na paranoia do mocinho até que seja tarde demais.
Hora da análise: não obstante ao roteiro resultado de uma combinação dos três filmes anteriores, não há como deixar de citar a preguiça do escriba Eric Bress em escrever diálogos, amarrar continuidade e procurar soluções diferentes para sua história, tornando a película a mais curta da franquia (só 82 minutos) e rasteira em seu desenvolvimento. Dois exemplos: [MOMENTO SPOILER: Pule ao próximo parágrafo] Há uma morte demasiadamente parecida com a de Eugene no hospital em Premonição 2 e não que esperasse um M. Night Shyamalan, mas usar o mesmíssimo final de Premonição 1 para fechar o quarto filme é o cúmulo da falta de criatividade.
Outro problema, a Morte deixa de ser sutil pois os “acidentes” quase ocorrem da coincidência para o total escancaramento. Dá para notar fácil nas primeiras mortes, principalmente em uma cena em que a “morte” precisa praticamente “arrastar” uma lata de spray para pegar uma vitima, isso não acontecia nos anteriores.
Se é tudo tão medíocre e o elenco praticamente desconhecido não ajuda, o destaque fica para a própria tecnologia empregada em 3-D, embora como já havia adiantado muitas cenas estão lá apenas para colocar alguma coisa na cara da audiência, lembrando bem aquela onda 3-D dos anos 80. Premonição 4 tem a maior contagem de corpos da franquia e as cenas de morte, ou pelo menos duas delas (a primeira envolvendo uma roda e a segunda uma bomba de piscina), realmente impressionam em terceira dimensão bem como a cena de abertura. Com a ressalva de que algumas são nitidamente realizadas em computador de forma quase cartunesca o que tira um pouco do brilho. Na minha humilde visão, em termos gerais, seria muito mais proveitoso se convertessem Premonição 2 em 3-D.
A verdade é que não há outro motivo para ver Premonição 4, se em sua cidade só tiver sessões em 2-D prefira passar na locadora e conferir os anteriores, mas se acha que a onda iniciada com Avatar ainda não deu o que tinha que dar no cinema 3-D e está a procura de uma nova emoção em três dimensões, coloque na balança se vale a pena assistir ao mesmo filme pela quarta vez.
Se você nunca viu um Premonição antes e quer tentar neste aqui primeiro, aí sim, vai se divertir muito mais, só tenha em mente que é preciso mais que uma boa premissa e efeitos bonitos para fazer um filme de horror decente e, enquanto os roteiristas puderem bolar mais catástrofes de abertura, teremos ainda outras “premonições” para ver. Provando que é uma balela a conversa dos produtores de que este seria o último filme da franquia, o rendimento foi suficiente para engatar ao menos mais uma continuação, Premonição 5 que também em 3-D ganha os cinemas brasileiros em 23 de setembro de 2011.
Curiosidades
– O nome da pista de corrida da abertura é “McKinley Speedway”, que é o mesmo nome da cidade, escola e de um personagem em Premonição 3;
– É o primeiro filme da série sem a participação do ator Tony Todd (Candyman);
– Quando Nick está dirigindo e para próximo a uma placa antes de uma premonição é possível ler o nome de Clear Rivers Water. Clear Rivers é o nome da personagem de Ali Larter (Resident Evil: Recomeço) em Premonição 1 e 2;
– O personagem racista Carter Daniels pode ser visto tomando uma cerveja da marca Hice Pale Ale. A mesma marca é vista em caminhões em Premonição 2 e 3;
– O filme que passa dentro do filme, chamado Love Lies Dying é na realidade o filme Despertar de um Pesadelo do diretor Renny Harlin de 1996 com Geena Davis e Samuel L. Jackson. Já a música que toca neste “filme” é do Cidade das Sombras (1998). Ambas são produções da New Line Cinema;
– Na oficina em que o personagem Andy Kewzer trabalha é possível ver um Camaro SS preto igual ao do personagem Carter em Premonição 1.







O mais fraco e emburrecido de toda a franquia, porém não por isso menos divertido.
esse deixou a desejar sim.mas eu gosto ,mas os outros eu amo demais.