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Buratino, o Filho de Pinóquio
Original:Buratino
Ano:2009•País:Estônia, Russia
Direção:Rasmus Merivoo
Roteiro:Rasmus Merivoo, Kristin Kalamees, Aleksei Tolstoy
Produção:Dmitry Kabanovsky, Sergei Kabanovskyj, Tiina Lokk, Mati Sepping
Elenco:Jan Galjona, Lev Jelissejev, Valeri Kukhareshin

Era uma vez uma mulher solitária, com seus 35 anos de idade, que queria muito ter um filho. Certa noite, enquanto preparava seus pães, ela faz mais uma vez o desejo e uma estrela invade sua cozinha, faz uma bagunça no local, antes de invadir seu corpo. No mesmo momento, cresce sua barriga. Logo, ela já está no hospital aguardando o nascimento de seu filho. Assim, nasce Buratino, um bebê de madeira – que não causa estranheza nos médicos, que até o utilizam para pregar um quadro (!!!). Enquanto amamenta o seu toquinho de madeira (!!!), ela descobre que aquilo que reveste seu corpo pode ser retirado, surgindo, então, um bebê gordinho e bonitinho.

Na adolescência, em Badville, Buratino monta uma gangue que constantemente invade a cidade vizinha, Goodville, para roubar dos ricos e ajudar as pessoas que necessitam. Contudo, o fato de Buratino ser de madeira é descoberto pelo vilão Karabas Barabas, que necessita de algo que o jovem possui em seu corpo. Buratino e seus amigos, incluindo a filha do vilão, sua mãe e um Pinóquio de mais de sessenta anos, terão que enfrentar os malvados para estabelecer a paz no local.

Buratino é o personagem principal do livro The Golden Key (aka The Adventures of Buratino), de 1936, escrito por Aleksey Nikolayevich Tolstoy. Baseado no romance de 1883, As Aventuras de Pinóquio, de Carlo Collodi, Buratino é uma palavra derivada do italiano e significa boneco de madeira. Depois da publicação do livro de Tolstoy – que disse ter inventado essa história porque perdeu o livro de Collodi e queria contá-la para seus filhos -, o personagem se tornou popular entre as crianças da União Soviética e esteve em diversos filmes, entre eles The Adventures of Buratino, de 1960, e Buratino, o Filho de Pinóquio,  exibido no SP Terror 2010.

Depois da exibição no Fantastic Fest 2009, o diretor Rasmus Merivoo contou ao público as dificuldades que teve na realização do filme, como corte de recursos, atores que desistiam de seus papéis e o roteiro constantemente sendo reescrito. Isso tudo talvez seja uma parcela dos problemas de Buratino, o Filho de Pinóquio, pois, na verdade, o que sobra é um filme terrivelmente ruim. Desde sua concepção extremamente teatral made-for-tv, até a própria condução do longa, que não funciona como produção fantástica, como filme para crianças, um musical, e até mesmo uma comédia. Nada funciona!

A impressão que o filme passa é que o público está vendo uma espécie de Xuxa e os Duendes da Estônia, mas em nível ainda inferior.Os musicais até podem conquistar um ou outro adolescente pouco exigente, porém são muito fracos, dotados de acordes repetitivos e atores pouco carismáticos – vide a canção de Karabas Barabas – e com absoluta ausência de talento.

Como fantasia – com atores usando perucas (devem ser famosos por lá), policiais disparando armas a laser -, também o resultado é desagradável.  Pode ser que tenha funcionado em sua terra natal pelo resgate de rostos conhecidos ou pela apresentação da cultura local, mas distante de seus domínios é apenas uma incômoda perda de tempo, tanto que na exibição no SP Terror 2 houve quem saísse do filme durante a sua projeção. Quisera eu ter feito isso para privilegiar obras mais interessantes do cinema independente!

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