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A Volta do Homem Colossal
Original:War of the Colossal Beast
Ano:1958•País:EUA
Direção:Bert I. Gordon
Roteiro:Bert I. Gordon, George Worthing Yates
Produção:Bert I. Gordon
Elenco:Sally Fraser, Roger Pace, Duncan 'Dean' Parkin, Russ Bender, Rico Alaniz, George Becwar, Robert Hernandez, Charles StewartJack Kosslyn

“O terror colossal saído do inferno!”

War of the Colossal Beast (1958), que recebeu no Brasil o título A Volta do Homem Colossal quando foi lançado em mídia física DVD pela “Cult Classic”, é a sequência direta de The Amazing Colossal Man (1957), lançado por aqui na época como O Monstro Atômico e depois com o nome O Incrível Homem Colossal no mesmo DVD citado.

Produzido e dirigido por Bert I. Gordon, especialista conhecido por seus filmes com criaturas gigantes, que lhe rendeu a alcunha de “Mr. BIG” (das iniciais de seu nome), o filme tem fotografia original em preto e branco e metragem de apenas 69 minutos, e além da disponibilidade em DVD também pode ser acessado no “Youtube” com áudio em inglês e opção de tradução automática com legendas em português, tanto em P&B quanto numa versão colorizada.

Com produção da “AIP” (American International Pictures), de James H. Nicholson e Samuel Z. Arkoff, o roteiro é de George Worthing Yates, que tem no currículo uma infinidade de filmes preciosos como O Mundo em Perigo (1954) e A Invasão dos Discos Voadores (1956), entre tantos outros.

No filme anterior, o tenente coronel Glenn Manning se transformou num “homem colossal” com 18 metros de altura depois que foi exposto à radiação da explosão de uma bomba atômica num teste do exército dos Estados Unidos na época da Guerra Fria com a antiga União Soviética. Após um confronto com os militares no alto da barragem de uma represa, ele caiu supostamente para a morte.

Porém, como o imenso corpo não foi encontrado, sua irmã Joyce Manning (Sally Frazer) continua à sua procura, principalmente depois de ouvir rumores sobre caminhões carregando alimentos serem misteriosamente saqueados nas montanhas desérticas de Guavos, no México. Contando com a ajuda do Major Mark Baird (Roger Pace) e do médico Dr. Carmichael (Russ Bender), do Departamento de Exposição à Radiação, eles localizam o gigante (agora interpretado por outro ator, Duncan ´Dean´ Parker), que está com o rosto terrivelmente desfigurado e com graves danos cerebrais e mente ainda mais distorcida, agindo apenas por instinto de sobrevivência selvagem, emitindo grunhidos animalescos.

Ele é capturado e transportado para os Estados Unidos, onde nenhuma agência do governo quer recebê-lo por falta de estrutura para um homem insano e com dez vezes o tamanho de um ser humano comum. Sem opções, o monstro acaba ficando acorrentado num galpão no aeroporto de Los Angeles, onde consegue escapar e vai para o Observatório de Griffith Park, onde ocorre a famosa cena que ilustra o cartaz do filme, num momento tenso envolvendo um ônibus escolar cheio de crianças.

Como o elenco principal do primeiro filme não aceitou participar da sequência, seus personagens não retornaram, como a noiva do “homem colossal” e os médicos e militares que acompanharam de perto a sua tragédia. O foco na continuação está agora em sua irmã angustiada, com o apoio de outro militar. O filme é mais curto que o anterior e ainda tivemos várias cenas de flashback reproduzindo momentos importantes do original para auxiliar na compreensão da história.

É fato que os realizadores estavam apressados em produzir e lançar o mais rápido possível um novo filme para tentar lucrar com todo o movimento do público com o mistério da suposta morte do monstro no desfecho do primeiro filme, e com os temas muito explorados na época da Guerra Fria, com os efeitos nocivos e desconhecidos da radiação atômica. Como resultado, o roteiro está repleto de furos e situações inverossímeis, mas o que importa para o entretenimento de quem aprecia o cinema fantástico bagaceiro com orçamentos minúsculos daquele período justamente é o escapismo da história e a tosquice geral da produção, com a maquiagem do rosto deformado do monstro e todos os efeitos práticos de retroprojeção e tela dividida para simular seu tamanho descomunal.

Entre as curiosidades, os efeitos de maquiagem criados pelo técnico Jack H. Young para o monstro com o rosto deformado são muito similares ao ciclope gigante do filme anterior de Bert I. Gordon, A Maldição do Monstro Sinistro (The Cyclops). A fotografia original é em preto e branco, mas a cena final do homem colossal com os cabos de alta tensão foi produzida em cores.

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