![]() Os Descendentes
Original:Solos
Ano:2008•País:Chile Direção:Jorge Olguín Roteiro:Carolina García, Jorge Olguín Produção:Ana María Aguilar Elenco:Camille Lynch, Karina Pizarro, Carolina Andrade, Nicolás López, Patricio Lynch |
Depois que as películas com mortos-vivos voltaram aos holofotes com Extermínio, Resident Evil e Madrugada dos Mortos, houve uma horda de produções do gênero com as populares criaturas comedoras de carne humana idealizadas por George A. Romero, no fim da década de 60. Todo mundo quis fazer o seu. Com isso, cambalearam pelas locadoras e cinemas boas obras como Todo Mundo Quase Morto, Terra dos Mortos e até o brasileiro Mangue Negro, como também decrépitos trabalhos como Dia dos Mortos: O Contágio, House of the Dead, entre outros. Com o exagero de filmes iguais (mundo apocalíptico, vírus, criaturas velocistas…), o estilo cansou, sendo raros os longas que surpreendem de forma positiva apesar da fórmula repetida.
Recebendo várias críticas negativas pelos frequentadores do Festival SP Terror 2009, Os Descendentes, realmente, não era visto com bons olhos. Com a expectativa em baixa, o público que foi conferir não se surpreendeu: o filme é ruim mesmo! Dirigido pelo responsável pelo também fraquinho Sangre Eterna, Jorge Olguín, a produção até teria a capacidade de conseguir uma boa média se não pecasse em alguns aspectos graves e fundamentais para algo filmado ser considerado cinema: atuação, montagem e roteiro.
No enredo, após a disseminação de um vírus mortal que transforma os seres humanos em mortos-vivos, os poucos sobreviventes tentam entender por que as criaturas não atacam crianças e se isso tem a ver com o fato de algumas delas possuírem grandes cortes no pescoço. Assim, o público irá acompanhar a jornada de uma bela garotinha, Camille (Camille Lynch), por ambientes destruídos por batalhas cruéis entre os homens e zumbis, enquanto tenta cumprir uma promessa para a mãe, em seu último suspiro de vida.
É isso. A trama poderia ser resolvida num curta de no máximo 20 minutos, com um resultado bem mais satisfatório. Primeiramente porque boa parte da trama simplesmente mostra a garota caminhando sozinha, e suas recordações do momento em que os zumbis começaram a atacar e contaminar as pessoas até a morte da mãe. A montagem repete determinadas cenas diversas vezes: a promessa da mãe e a chegada da garota ao hospital, o que chega a incomodar o público ansioso. Além disso, algumas cenas são arrastadas e desnecessárias como quando Camille entra numa residência e investiga todos os ambientes, ou na sequência envolvendo um playground.

Também é importante ressaltar a maquiagem dos zumbis, caracterizados como palhaços mal maquiados (rosto extremamente pálido, boca vermelha e borrada, olhos brancos), talvez porque o diretor quisesse traçar um paralelo com o universo infantil. Embora sejam curiosas as transformações, os efeitos chegam a fazer rir aqueles acostumados com criaturas ósseas, decompostas. E ninguém explica como a Camille consegue ficar tão bonitinha (com chapéu, rosto limpo), se ela cai várias vezes na terra, foge por ambientes imundos.
Nem tudo é podre no universo criado por Jorge Olguín: a fotografia de Juan Carpintero é belíssima, embora cansativa. Fazendo uso de um fundo que remete corretamente aos desenhos de crianças, num tom sépia, ora rabiscado, alguns cenários são bem construídos quando interagem com os personagens em cena: notem que o barulho dos aviões e helicópteros não chamam a atenção das crianças – numa evidente prova de que as filmagens foram feitas em estúdio.
No entanto, o maior defeito do filme está no roteiro. Sem novidades, é extremamente lento e arrastado. Fica difícil se importar com a vida da menina se ela não é atacada pelos zumbis e os soldados que aparecem são tão incompetentes e ruins de mira. Ninguém sabe porque eles querem tanto matar a garota em alguns momentos, enquanto outros querem mantê-la viva para estudos. E tudo culmina no terrível final Os Lusíadas, quando o filme fica colorido e o público percebe que os efeitos são ainda piores do que ele imagina.
O filme mais fraco do festival, Os Descendentes é mais uma prova de que o estilo pode estar em processo de decomposição.




O cara tem que ser muito incompetente para conseguir fazer um filme de zumbi ser tão ruim assim.
Rapaz, se o filme for isso tudo que a resenha apresenta então não vale a pena nem ver o trailer.
DEVE SER UMA DESGRAÇA MESMO.
Em todo comentário você só fala que deve ser ruim mesmo.
Para de só concordar com a crítica e aprenda a pensar por si mesma. Assista o filme e dê sua própria opinião moça.