5
(29)

O Carro (1977)

O Carro, Máquina do Diabo
Original:The Car
Ano:1977•País:EUA
Direção:Elliot Silverstein
Roteiro:Michael Butler, Dennis Shryack
Produção:Marvin Birdt, Elliot Silverstein
Elenco:James Brolin, Kathleen Lloyd, John Marley, R.G. Armstrong, John Rubinstein, Elizabeth Thompson, Roy Jenson, Kim Richards, Kyle Richards

Telefilme que se tornou clássico graças às exibições durante as madrugadas dos saudosos anos 80, O Carro, Máquina do Diabo segue a mesma linha dos roadmovies de horror/suspense iniciada com Encurralado (1971), de Steven Spielberg e Corrida com o Diabo (1975), de Jack Starrett.

No entanto, diferente dos filmes citados anteriormente, O Carro acrescenta ao enredo a temática sobrenatural, apresentando a própria máquina como uma espécie de serial killer. O cenário formado por paisagens quase desertas e as aparições do veículo em meio a nuvens de poeira compõem uma atmosfera digna dos melhores filmes horror. A origem diabólica do automóvel, cujo pôster americano alerta ser dirigido pelo mal, fica clara com o desenvolver da trama. Numa determinada cena, o veículo persegue mulheres e crianças que se abrigam num antigo cemitério. Curiosamente a máquina parece temer o solo sagrado e vai embora. A polícia, aos poucos, é obrigada a aceitar a sua natureza inexplicável e indestrutível.

A caracterização do automóvel, cujos faróis lembram olhos opressores e o ronco furioso do motor soa como uma espécie de rugido animal, é o principal destaque da produção. Em várias sequências, as imagens mostradas simulam como seria a visão do motorista (caso houvesse algum). Apesar dos vidros escuros, a fotografia é avermelhada e esfumaçada, como a visão de algum ser demoníaco.

Na verdade, o automóvel negro, que não possui placas ou maçanetas, nunca foi produzido de fato. Ele foi desenvolvido pela equipe do americano George Barris em cima de um Lincoln Mark III. Foram construídos no total seis automóveis, cinco em fibra de vidro e um em aço. Infelizmente, todos acabaram destruídos durante as seis semanas de filmagens. Um outro exemplar foi encomendado e confeccionado para a exposição nos museus da Universal Studios, mas acabou vendido na década de oitenta. George Barris é conhecido entre os colecionadores de veículos raros como “King of Kustomizers” e é responsável também pelo desenho de vários dos mais famosos automóveis da TV e do cinema. Entre as suas criações estão o Dodge Charger “General Lee” da série Os Gatões (1979), o Pontiac Trans-Am de A Supermáquina (1982), o DeLorean viajante do tempo de De Volta para o Futuro (1985) e o clássico Batmóvel da série de Batman (1966).

Um tubarão sobre quatro rodas possuído pelo demônio Pazuzu: esta era a definição do projeto proposto pelos produtores Marvin Birdt e Elliot Silverstein, tentando pegar uma carona nos sucessos de bilheteria de Tubarão (1975) e O Exorcista (1973). Apesar da premissa simples à primeira vista, mas absurdamente deliciosa e típica de filmes B (aliás, ideia que com o passar de três décadas seria explorada a exaustão, “possuindo” desde máquinas de passar, elevadores, camisinhas, brinquedos de todos os tamanhos e modelos, carros de todas as marcas, telefones e computadores entre outras bizarrices), a produção de O Carro é impecável e muito superior à maioria dos filmes “made for tv” dos anos 70. A direção, que ficou a cargo do competente Elliot Silverstein, responsável pelo clássico Western Um Homem Chamado Cavalo (1970), alguns episódios das séries Contos da Cripta (1991) e Além da Imaginação (1961), merece destaque. O cineasta tem, no mínimo, o mérito de arrancar momentos de tensão e suspense, mesmo a película sendo ambientada quase toda durante a luz do dia.

O roteiro foi escrito pela dupla Michael Butler e Dennis Shryack, vencedores do prêmio Spur Award de 1985 pelo western Cavaleiro Solitário (1985, dirigido e interpretado por Clint Eastwood). As semelhanças entre o enredo de O Carro e o de Christine, O Carro Assassino (1983), de Stephen King, não se limitam apenas ao campo das coincidências. O próprio mestre da literatura de horror admitiu ter sido influenciado pelo enredo de Butler e Shryack.

A fotografia de Gerald Hirschfeld, de Jovem Frankenstein (1974), é propositalmente desbotada e empoeirada, refletindo a beleza das paisagens rochosas do Parque Red Rock Canyon (localizado na Califórnia), que servem de cenário para o filme. A boa trilha sonora, composta por Leonard Rosenman (o mesmo de Corrida com o Diabo, 1975), acompanha a tendência dos thrillers setentistas, com aqueles trombones funestos “a la Tubarão”. O elenco também apresenta um desempenho acima da média, mesmo sem contar com nomes conhecidos. James Brolin, de Terror em Amityville (1979), interpreta um oficial típico de cidade pequena, que se vê obrigado a enfrentar um inimigo mortal e praticamente invencível. Ao elenco soma-se a bela Kim Richards (de Assalto ao 13° DP, 1976), John Rubinstein, John Marley e R.G. Armstrong.

O Carro (1977)

Infelizmente existem as limitações características impostas pelo mercado da televisão, resumindo, as cenas de violência são muito contidas. Apesar dos diversos atropelamentos, acidentes e ciclistas jogados para fora da estrada, tudo acontece off-screen e não vemos uma gotinha de sangue sequer. E os marmanjões tarados de plantão também devem reclamar um pouco, pois nada de mulher pelada.Uma pequena curiosidade nos créditos é a citação de Anton La Vey, fundador da Igreja de Satanás, como consultor especial (La Vey já havia cedido parte dos seus “conhecimentos” em o ocultismo em O Bebê de Rosemary, de 1968). Obviamente apenas uma jogada publicitária, aproveitando a onda satanista em evidência na época. Sua única colaboração é uma espécie de invocação apresentada no prólogo:

“Oh poderosos irmãos da noite,
que cavalgam nos ventos quentes do inferno
e habitam o covil do diabo, movam-se e apareçam!”

Lamentavelmente, o filme nunca foi lançado no Brasil, nem em VHS e muito menos em DVD. Lá fora circulam duas versões digitais, uma distribuída pela Archor Bay e outra mais recente pela Universal.

Além do já citado Christine – O Carro Assassino, outros filmes viajaram num enredo parecido com o de O Carro. O mais similar e o que merece certo destaque é o segmento A Benção, parte da antologia Pesadelos Diabólicos (Nightmares, 1983). Na trama deste episódio um padre é perseguido por uma pickup preta após abandonar a batina. Em 1986, Charlie Sheen retorna a vida em busca de vingança possuindo um automóvel futurista em A Aparição (The Wraith, 1986). Já na década de 90 foram lançados Rodas da Morte (Wheels Of Terror, 1990) e O Carro da Morte (Black Cadillac, 1997), variações do mesmo tema de O Carro.

MELHORES MOMENTOS (contem SPOILERS)

A sequência inicial já nasce clássica. Nela, um casal de jovens ciclistas está passeando por uma estrada sinuosa (ao estilo daquela da abertura de O Iluminado, 1980), quando são surpreendidos por uma imponente buzina – o som das trombetas é o prenuncio do mal que está se aproximando. Sem piedade, o carro negro persegue os ciclistas e os empurra em direção a um enorme precipício. Num outro bom momento, o oficial Wade está em sua casa, recém chegado de um hospital onde se recuperava de um ataque do veículo. Ele vai até a sua garagem e vasculha as suas ferramentas em busca de algo que possa usar contra o carro assassino. O ambiente é escuro e quando ele se vira dá de cara com o carrão estacionado dentro de sua garagem. O policial não consegue compreender como ele teria entrado, mesmo com a porta trancada.

Outra coisa que chama a atenção é que o carro encapetado não poupa ninguém. Wade tem uma bela namorada, ou melhor, tinha. Num golpe baixo, o carro atropela e mata a namorada do oficial. Até aí nada de mais. O incrível é que ele a atropela a garota dentro de sua própria sala. O carro “salta” vários metros e praticamente destrói a casa de madeira, passando por cima da garota, que pensava estar segura dentro de casa. Muitos reclamam desta cena, já que parece inverossímil um carro saltar do chão. Mas pra um carro que anda por aí sem motorista matando todo mundo, nada é impossível.

Já o desfecho segue o padrão americano de filmes: dinamite, explosões e todo aquele exagero característico. Enquanto o carro é detonado por uma tonelada de explosivos, uma enorme nuvem de fogo e fumaça parece formar uma espécie de rosto maléfico nos céus do deserto.

Outra cena inesperada é mostrada durante os créditos finais. Mesmo após o carro ter sido explodido e soterrado, a câmera mostra uma movimentada autoestrada. Vemos então as rodas do carro negro, viajando em direção a cidade grande, provavelmente em busca de novas vítimas. Um gancho para uma possível continuação que nunca aconteceu.

Enfim, vale ressaltar: se O Carro não é uma obra-prima (e obviamente que não é), pelo menos consegue executar com louvor o que se propõem seus produtores: divertir e entreter o espectador por 90 minutos.

O que você achou disso?

Clique nas estrelas

Média da classificação 5 / 5. Número de votos: 29

Nenhum voto até agora! Seja o primeiro a avaliar este post.

Sobre o Autor

28 Comentários

  1. Pelo visto, um clássico.
    Alias a década foi marcada pelo gênero.
    Sei que havia um similar de nome CHRISTINE.
    Há uma foto com a sumida ELIZABETH THOMPSON/atuou há tempos.
    Além da KIM RICHARDS (no clássico TUFF TUFF O REBELDE). E de um em meados da década de 70.
    Alas as produções mais perderam a graça.

  2. Boa noite! Sobre ” O Carro, a Máquina do Diabo”, já foram feitos tantos comentários relevantes por aqui, que a única coisa que tenho a dizer é que assisti uma vez apenas, na TV aberta e me amarrei! Pretendo adquirir uma boa cópia e seguir revendo!

  3. Esse filme foi muito bom, assisti no cinema em 1978, em Campos dos Goytacazes, Cine Goitacá, que hoje não existe mais. Depois assisti mais uma vez na TV, muito bom mesmo.

  4. o filme “O Carro – A Máquina do Diabo”, foi lançado em VHS no Brasil na segunda metade dos anos 80 pela CIC Vídeo.

  5. Torcendo para que o membro acima, Anselmo me mande um e-mail, pois gostaria de uma cópia da gravação da tv desse excelente filme! Meu email é eltonbrasil@gmail.com

  6. olha quem se lembra , bem no final do filme , na hora dos créditos !!! aparece só a roda dianteira do carro , e pelo que percebi , ele ( o carro ) está andando pela cidade grande !!!! ou seja , ele estava de volta pra aterrorizar … muito bom , poderião ter feito uma parte 2 …

    1. Agora vendo outra vez essa matéria , fiquei um pouco triste , pois existem cenas ” cortadas” devido á censura !!??? Cenas mais sangrentas ??!!! Será que nas fitas cassete tem tudo completo , sem cortes!!! .. mas todavia o filme é muito bom pra quem curte carros sinistros e afins …

      1. Eu ja baixei esse filme num site gringo , porem tá td igual ao que passou na TV .. pois eu me lembro bem qdo passu no supercine e no SBT

      2. Josh Brolin bem que podia! Participar de uma releitura!

        1. Com toda certeza. Seria uma ótima homenagem ao seu pai!!! Por coincidência o filme passou hoje de madrugada no canal RBTV (CINE ALTA TENSÃO).

          1. Esse filme realmente é muito bom, depois de 38 anos que tinha assistido na TV aberta, revi no Cine Alta Tensão da Rede Brasil de Televisão, e espero ainda poder ver outra vez. Pena que não tive como gravar, porque é um filme que merece ser visto mais de uma vez. Juro que não lembro se cheguei a pedir na comunidade deles, mas faz esse tempo enorme que quero rever, e foi ótimo fazê-lo na madrugada que passou. Parabéns colega João Pires Neto, por publicar a resenha desse ótimo filme, creio que um tanto esquecido, e injustamente. Também sou formado em Letras, pela Universidade Metodista de São Paulo, instituição que infelizmente tem passado por problemas.

  7. Não tenho dúvida: o melhor filme desse subgênero, o qual reverei em breve!

  8. Boa noite pra mim foi um dos melhores filmes da época puro terror psicológico assisti ele na Globo eu acho que foi em 1982 ou 1983 fiquei em choque kkkkkk, digo que na introdução aonde La Vey deixa sua mensagem nao foi por acaso e de arrepiar , mas fica minha dica filme nota 1000 comprei um DVD pelo ML e tenho a miniatura de metal escala 1-18…….

    1. Na fita cassete o filme é completo ?? Com cenas mais sangrentas … valeu

      1. Show .. vou correr atras disso rsrs

  9. lembro de um filme que não me sai da cabeça..isso deveria ser 1990 por ai,,,,,na globo,,,um carro preto persegue uma criança se não me engano ele corre,e o crro segue ele por uma estrada deserta com muito mato…e derrepende o menino tropeça e cai e o carro abre a porta do passageiro e o menino desaparece como se algo puxasse ele pra dentro,,,me lembro que o tênis dele voou por cima do carro …e caiu no chão e a câmera parou bem ali no tênis dele,,,,,alguém sabe o nome desse filme,,,

    1. Douglas, esse filme aqui no Brasil recebeu o nome de “Rodas da Morte” (Wheels of Terror), mas gerou confusão pois já havia um outro filme com esse título (WoT), um filme de guerra que, para se diferenciar, ficou conhecido como “The Misfit Brigade” e o de terror como “Terror on Wheels”. É um suspense com pitadas de terror sobrenatural (não tem sangue), e, apesar de típico filme “feito para a TV” dos anos 70/80, é muito bom. Aliás, por causa daquela confusão dita anteriormente, não consigo achar as legendas para ele de jeito nenhum, nem com o título original nem com o nome que foi dado depois. Se alguém souber, que me avise também. Rs. Abraços!

  10. “O CARRO – A MÁQUINA DO DIABO” é sem duvida, o precursor do subgênero Carro Assassino do cinema!
    Numa época antecessora à “CHRISTINE”, de Stephen King, essa pequena obra nos mostra o que um carro pode fazer.
    É um filme tão simples, mas consegue nos divertir em todas as cenas, principalmente naquelas em que o tão carro aparece.
    Nunca sabemos quando ele vai surgir da duna do deserto, e quando o faz, não sabemos por cima de quem ele vai passar…
    A sequencia do rodeio é a melhor de todo o filme, porque sabemos que ele vai surgir a qualquer momento e acabar com a festa. Em seguida, a sequencia do cemitério também é clássica e a mais impressionante, porque percebemos que o carro anda sozinho de verdade!
    O filme tem aquele clima inconfundível de Produção dos Anos 70, com o deserto e cidade pequena como cenário, efeitos especiais simples e fotografia coloridíssima. James Brolin também acerta a mão no papel principal.
    Mas o mais legal mesmo é sem duvida o visual do carro. Ao invés de ser um Cadillac anos 50 ou um carro tipo Cruella DeVil preto, é um carro da época, todo preto com cara de mau. Nem precisava sua frente ter se transformado em uma cara, porque não precisou mesmo! Ainda bem que não tiveram como fazer isso no filme. Se fosse hoje, talvez isso acontecesse da forma mais falsa possível.
    Enfim, “O CARRO – A MÁQUINA DO DIABO” é o precursor do subgênero Carro Assassino do cinema. No inicio da década seguinte, fomos brindados duas vezes com o mesmo carro: CHRISTINE, de Stephen King. Uma no filme homônimo de John Carpenter e depois no livro publicado.
    Uma pena que não existem mais filmes assim hoje em dia, quando o dinheiro não importava e sim o que importava era a criatividade.
    Pelo menos, depois de CHRISTINE (1983), não tivemos mais nenhum filme de Carro Assassino, o que mostra esses dois eram os únicos filmes importantes desse subgênero esquecido.

  11. é um filme bacana , pelo tipo de automóvel demoníaco .- sim , deveria ter tido mais estilo de sangue , terror , mais abrangência , coisas que nos arrepiassem mesmo . mas mesmo assim , valeu . eu consegui fazer download “dublado” . não me lembro em qual link , mas tentem , valem a pena

  12. Lembrei-me de outro filme com um carro assassino sem motorista;CRASH, dirigido por Charles Band. Praticamente nem tem história, vê-se sequencias e mais sequencias de um carro a toda velocidade causando explosões por toda parte. Típica produção de Charles Band, barata e divertida.

  13. Esse filme passou no cinema. Assisti em Porto Alegre. Fiquei no final, assistindo os créditos e a bela música, com a câmera em ângulo baixo(sob o carro) mostrando o carro na cidade, não mais no interior. Minha memória está corroída pelo cupim ou não? Eu jurava que o ator principal era o Roni Cox. Me esclareçam isso.

    1. sim rony cox está no filme , já consegui fazer download “dublado” , o link que faz download de graça geralmente é o depositfiles , tente !!!!!!

  14. filmaço ! exibido com cortes da ” CENSURA FEDERAL ” em sua primeira exibição na TV em 1982 na SESSÃO DE GALA na TV GLOBO na qual eu tenho a fita ate hoje pois comprei de alguem que gravou na epoca,o filme passou tambem na TVS mas com outro titulo na SESSÃO DAS DEZ ” O CARRO FANTASMA ” so passou na intregra no CORUJÃO em 1987,exibido pela ultima vez na tv aberta em 1994 com a dublagem antiga ,pois em 1998 passou com dublagem nova, ai matou o filme para saudosistas como eu .

    1. oi, pessoal, oi João, oi Anselmo

      Anselmo, preciso falar com vc urgente

      sou historiador de filmes na tv aberta, e amo dublagem antiga

      gostaria muuuuuuuuito de conversar c vc. vc teria email ou face ?

      vi o filme qdo criança no SBT e ano passado achei a data certa de exibição do filme na globo, mas tenho que achar ( rs ), até postei em 2 grupos de terror

      abraço e obrigado

    2. achei a data certa

      Sábado, 22 de maio de 1982, 23h30, Globo

      tô pasmo em saber os anos e tb que foi redublado, Deus do céu !

      1. Ola,Elton! esse foi foi exibido com á sua dublagem original pela ultima no SBT na Sessão Fim de Noite em 5/12/1998 e não em 1994 com eu escrevi anteriormente e quando o filme foi exibido na Globo novamente foi redublado acho que foi em 1999 ou 2000,esse filme tambem foi exibido com á sua dublagem original no Cine Gazeta em 1990 em um Domingo nesse dia á emissora passava o filme duas vezes.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *