![]() Quarentena
Original:Quarantine
Ano:2008•País:EUA Direção:John Erick Dowdle Roteiro:John Erick Dowdle, Drew Dowdle, Jaume Balagueró, Luiso Berdejo, Paco Plaza Produção:Sergio Aguero, Doug Davison, Roy Lee Elenco:Jennifer Carpenter, Steve Harris, Jay Hernandez, Johnathon Schaech, Columbus Short, Andrew Fiscella, Rade Serbedzija, Greg Germann, Bernard White, Dania Ramirez, Elaine Kagan, Marin Hinkle, Joey King, Jermaine Jackson, Sharon Ferguson |
por Filipe Falcão
Nestes tempos atuais nos quais a onda de remakes parece não ter fim, a principal pergunta que passa pela cabeça dos fãs dos filmes de terror quando alguma nova produção vai ser lançada é apenas uma: esta refilmagem é melhor do que o original? Seguindo este pensamento, talvez muita gente esteja fazendo esta indagação com relação ao remake de REC, que foi lançado nos cinemas com o título de Quarentena.
A trama original vem da Espanha e mal saiu do forno e já teve os direitos comprados por produtores norte-americanos. REC foi lançado em 2008 e conta o drama de um grupo de moradores de um prédio infectado com uma espécie de vírus, algo semelhante com a raiva, que transforma as pessoas em criaturas agressivas e sem consciência e que atacam demais pessoas. A trama é bem semelhante aos filmes com mortos-vivos e vírus, mas a grande sacada de REC é o fato de mostrar tudo utilizando o ponto de vista de uma câmera de uma equipe de televisão que está no local e de gerar uma eficiente ambientação claustrofóbica dentro do prédio no qual a ação acontece.
De forma resumida, Quarentena também é um ótimo filme que vai agradar aos fãs e críticos. Após esta introdução, você então deve estar pensando que a resposta para a pergunta inicial sobre a qualidade do remake ser melhor do que o original neste caso é positiva, certo? Vamos com calma. Apesar do bom resultado de Quarentena, REC ainda é melhor. A boa notícia é que essa diferença é muito pequena e talvez seja para muitos, quase imperceptível.
Quarentena segue a risca a trama de REC. Através das imagens de um cinegrafista, conhecemos a repórter Angela (Jennifer Carpenter, de O Exorcismo de Emily Rose), que vai acompanhar a rotina de uma equipe do Corpo de Bombeiros de Los Angeles. Durante o plantão noturno, o grupo chega a um prédio antigo para atender uma senhora que está trancada e gritando dentro de um apartamento. Durante a tentativa de resgate, a moradora ataca e morde um policial que também está no local. A mulher é imobilizada e começa uma tentativa de resgate do homem ferido.
No entanto, quando o grupo vai cruzar a porta do prédio, todos percebem que o mesmo está bloqueado e que as saídas estão fechadas. Sem nenhuma resposta do que possa estar acontecendo, moradores, bombeiros, policiais e a equipe de televisão ficam presos até perceberem que existem outras pessoas com sintomas semelhantes ao da velha senhora do começo do filme. E como se não bastasse, esse número começa a aumentar uma vez que as pessoas que são mordidas, ou entram em contato com o sangue dos doentes, tornam-se infectados e igualmente agressivos.
Fonte de Informação
Talvez o maior trunfo de Quarentena, e obviamente de REC, seja a utilização da câmera da equipe de TV como a única fonte de informação que temos. Apesar deste tipo de linguagem não ser novidade para mais ninguém, a fórmula é bem utilizada aqui criando ótimos momentos.
Além de colocar o espectador quase como um dos personagens da trama, a ideia de uma câmera na mão oferece uma infinidade de possibilidades que são bem exploradas. Como exemplos de ambos os filmes, temos o já tradicional balanço das imagens quando os personagens correm, momentos sem luz onde a escuridão domina a tela e escuta-se apenas a respiração ofegante de algum personagem.
A falta de trilha sonora também é um ponto fundamental para um maior interesse pelos dois filmes. Tratando-se do remake, este elemento é ainda mais interessante uma vez que a maioria dos filmes de terror made in USA utiliza, ao extremo, trilha com intuito de criar momentos de suspense. Sem música, Quarentena e REC usam efeitos sonoros como passos, portas batendo e gritos, o que torna tudo muito mais real e, consequentemente, angustiante.
Soma e Resultado
Um outro ponto positivo em ambos os filmes, original e remake, é a construção de ambientes claustrofóbicos. Os prédios das duas produções são antigos e com poucos andares o que deixa a ação limitada para os personagens. E talvez seja essa soma da linguagem fílmica com um ambiente claustrofóbico e o fato dos personagens estarem presos neste lugar que faça as películas chamarem a atenção do público de forma positiva.
Sem uma explicação clara do que possa estar acontecendo, o grupo segue tentando encontrar respostas ao mesmo tempo em que precisa sobreviver de um número cada vez maior de infectados. Uma coisa é correr pelas ruas de algumas pessoas contaminadas. Agora imagine estar trancado com vários dentro de um apartamento com as saídas bloqueadas. Uma das cenas mais interessantes acontece quando um dos personagens tenta sair do prédio por uma janela e é abatido por um atirador de elite. A partir daí os personagens ficam com uma certeza: ficar representa morrer e sair também.
Claro que nem tudo é perfeito e Quarentena sofre de algumas falhas, que poderiam ser minimizadas. Uma delas é uma certa agonia por saber que tais personagens estão ali apenas para morrerem ou serem infectados. Outra questão que, embora não atrapalhe o andamento do filme, chama a atenção de quem assista à película. Trata-se da incrível resistência da filmadora que, entre quedas e empurrões, continua funcionando mesmo após ter sido usada como arma para matar um infectado. Mas tudo bem, não vamos nos prender a detalhes.
Diferenças
Você deve ter observado que a maioria das características positivas são comuns para ambos os filmes. Isso acontece por estarmos diante de uma refilmagem bem semelhante ao original, o que já é uma boa característica de Quarentena. Mas dentro de uma comparação meticulosa entre original e remake, REC ainda consegue ser mais angustiante, enquanto Quarentena, mesmo de forma sutil, às vezes exagera na dose de sustos em excesso.
Parece que tudo no original é mais sufocante, enquanto na refilmagem, apesar de utilizar praticamente os mesmos elementos, temos alguns minutos para respirar entre uma sequência e outra. É como se o diretor Jaume Balagueró tivesse feito em REC uma produção na qual é bem provável roer as unhas dos 10 dedos das mãos durante a projeção, enquanto John Erick Dowdle fez um remake no qual pelo menos um ou dois dedos consigam permanecer intocados.
Também é possível notar uma certa superioridade em conduzir a trama de REC para a atriz Manuela Velasco, enquanto Jennifer Carpenter, apesar de segurar bem a bola, quando comparada com a intérprete espanhola, fica em segundo lugar. A verdade é que, como dito no começo deste artigo, ambos os filmes são muito semelhantes. E ninguém melhor do que o próprio público para eleger a melhor versão.







O Lawrence e o Jake e Também o Yuri Foram Os Melhores Personagens Que Eu Já Vi Os Cara Provaram Que Eram Os Melhores Personagens Eles São Demais
REC é uma porcaria eu nem consegui terminar de ver…esse é bem melhor, mais bem atuado e com efeitos bem melhores.
Ambos Filmes muito bons, Mas Realmente vale o Destaque para a Atriz Jennifer Carpenter (Quarentena),que merecia uma atenção melhor pois é muito Talentosa!!!!
Quarentena é muito bom, principalmente por causa da Jennifer Carpenter, mas o que estragou um pouco o filme foi eles terem tirado o vírus demoníaco e deixarem tudo apenas como um vírus da raiva.
Na Boa Prefiro Quarentena por embora os Americanos sempre querem roubar a cena infelizmente vou dar o braço a torcer pois Quarentena não inventaram e fizeram o que se deve se fazer num filme de terror tensão e medo já Rec achei deprimente opressor angustiante e todos tem esse clima já Quarentena em minha opinião merecia ter 4quatro filmes já Rec até o 2 e esta bem pois a maior mediocridade de Rec é a ideia de vírus Demoníaco uma coisa que ja encheuuuuuuuuuuuuuuuu o saco em filmes de terror por isso que cada vez mais escolho filmes de terror a dedo os de hoje é claro e na antiga que ja tinha essa encheção de saco pelo menos tinha mais opções pois sabe Rec 1 cansativo entediante,Rec 2 segue a mesma Rotina,Rec 3 Um dos Piores principalmente na cena do padre que reza e os infectados param ai você não sabe se o padre foi devorado pela falta de fé ou o Roteirista acha que da pra brincar com a Religião dos outros ou deixa pra lá agora surge o Rec 4 com ar de Resident Evil que se ainda fosse não seria tão ruim mas deve ser outro filme meia bocapor fim Quarentena foi menos parado mais terror e clima de zumbis por isso merece meu respeito acho que o criador de Rec tinha que assistir Demons 1 pra ter uma ideia menos ruim porem o que salva Demons é o clima de corre ala fome Animal/mortos vivos valeu gente!!
Reitero o que escrevi sobre REC e que vale para Quarentena: filme superestimado pelo site. Ambos são apenas razoáveis passatempo. Personagens superficiais (no REC, entrevistam um morador na maior calma e ele chega a sorrir enquanto o tal “clima de tensão” toma conta do filme), cenas rápidas e cortadas e toda aquela sensação de claustrofobia parece não existir em determinados momentos.