![]() Área 51 - Zona Mortal
Original:Dreamland
Ano:2007•País:EUA Direção:James P. Lay Roteiro:James P. Lay, Kenny Saylors Produção:Kenny Saylors, Kyle Saylors Elenco:Jackie Kreisler, Shane Elliott, Jonathan Breck, Channing Nichols, Wayland Geremy Boyd, Kyle Saylors, Tony Vitucci, Rino Vitucci |
Área 51. Deserto de Nevada, Estados Unidos. Dreamland, a lendária Terra dos Sonhos. Palco de centenas de testes nucleares e esconderijo de espaçonaves alienígenas capturadas desde a década de 50. Neste inóspito e mitológico cenário, o casal Megan e Dylan tem uma simples viagem transformada em um pesadelo sobrenatural, no qual se fundem de forma irracional, o presente, o passado, o real e o absurdo.
Num bar à beira da estrada, entre Reno e Las Vegas, os jovens ouvem de um barman chamado Blake histórias sobre a famosa queda de um OVNI em Roswell e experiências secretas do governo na região, entre elas algo relacionado a viagens no tempo. De volta à estrada, o rádio do velho Lincoln preto sintoniza uma estranha transmissão: um discurso de Adolf Hitler proferido no início das Olimpíadas de 1936, mas que de acordo com o radialista teria acontecido na noite anterior. O carro sofre uma pane e o casal acaba abandonado no meio do nada. Porém não será a escuridão absoluta do deserto o maior problema para Megan e Dylan.
É extremamente difícil destacar algum ponto positivo no longa de estreia do veterano especialista em efeitos sonoros James P. Lay. Apesar de ter o seu nome associado a produções mais conhecidas, como A Casa dos 1000 Corpos e Olhos Famintos, Lay demonstra pouco talento (pra não dizer nenhum) quando assume a função de diretor. Pra complementar, o roteiro (também escrito por Lay) é uma enorme confusão que faz pouco sentido, mesmo quando tenta se explicar no final.
Poderíamos até enaltecer as “boas intenções” de Lay, já que parece uma grande ideia misturar viagens no tempo, Hitler, discos voadores, carros pretos numa trama onde a verdade só seria entregue nos últimos minutos. Porém o resultado é muito abaixo do mínimo “aceitável”, mesmo considerando o orçamento reduzido da produção, feita diretamente para a TV.
No elenco pouco conhecido, vale ressaltar a participação do imponente Jonathan Breck, como o misterioso barman. Breck viveu o monstro Creeper nos filmes da série Olhos Famintos. O casal principal é formado pelos novatos Shane Elliott, como Dylan e Jackie Kreysler (The Legend of Bloody Mary, 2008) como Megan.
A identidade psicológica das personagens Dylan e Megan é construída com alguma sofisticação: de forma fragmentada e gradual, informações são fornecidas, justificando o perfil agressivo das personagens. Dylan é um rapaz que está sempre de bom-humor, que dificilmente encara os problemas com seriedade. Mas toda esta felicidade mascara uma pessoa atormentada pelo sofrimento causado por frequentes ataques epiléticos (o que só é revelado durante a segunda metade do filme). Quanto a Megan, a situação é parecida, mas suas características são inversas. A irritação constante da garota se justifica quando descobrimos que Megan tem problemas mentais que são controlados por uma forte medicação. No entanto, a falta de empatia dos atores que interpretam o casal impede que haja qualquer identificação entre o espectador e personagens.
Pelo menos um bom momento do filme merece ser mencionado, seja pela ideia ou pela bizarrice. Quando o velho Lincoln quebra em meio à noite escura do deserto de Nevada, por alguma motivação do além, o carro cria vida e tenta atropelar o casal. Bom, até aí tudo bem, de carros possuídos o cinema está cheio. O problema é quem está pilotando. Quando a porta se abre, nada menos que Adolf Hitler está ao volante, gritando um discurso em alemão que ninguém quer ouvir.
Área 51 – Zona Mortal tem a curta duração de apenas 77 minutos (que em alguns momentos parecem intermináveis). O filme foi lançado no Brasil em 2008 pela Flashstar, numa edição simples e sem extras, como seria de se esperar. Curiosamente, a distribuidora brasileira não apelou como a americana, que estampou na capa do DVD o comentário sinistro, supostamente proferido pelo diretor Victor Salva (amigo de Lay): Dreamland é um dos mais originais e inesquecíveis arrepios que senti num filme em muito, muito tempo!. Outra armadilha da capa americana é afirmar que o longa segue a linha de Arquivo X e Além da Imaginação. Quanto sacrilégio!




ESSE FILME É A COISA MAIS NADA A VER QUE EU JÁ ASSISTI NA VIDA,LIXO TOTAL,NÃO MERECE NEM UMA CAVEIRA.