
![]() O Buraco
Original:The Hole
Ano:2009•País:EUA Direção:Joe Dante Roteiro:Mark L. Smith Produção:Claudio Fäh, David Lancaster, Michel Litvak, Vicki Sotheran Elenco:Chris Massoglia, Haley Bennett, Nathan Gamble, Teri Polo, Bruce Dern, Quinn Lord, John DeSantis, Douglas Chapman, Peter Shinkoda |
Joe Dante traz no currículo pequenos clássicos como Piranha (1978), Grito de Horror (1981), Gremlins (1984) e Viagem Insólita (1987). Mais de duas décadas depois, o cineasta arrisca-se mais uma vez no gênero que o consagrou. Contudo, como sabe o caro leitor, profissionais do cinema não são exatamente como vinho. Muito pelo contrário – basta lembrarmos as investidas recentes dos antigos mestres do gênero, Wes Craven (A Sétima Alma, 2010), George Romero (Ilha dos Mortos, 2010), Tobe Hooper (Mortuária, 2005) e Dario Argento (Giallo – Reféns do Medo, 2009). Infelizmente, Dante se encaixa no seleto grupo de diretores “cujo cansaço é aparente” com seu novo O Buraco – em 3D.
São inumeráveis os equívocos que levam a nova produção do diretor ao que poderíamos chamar de um quase completo fiasco. O roteiro, pouco original e sem atrativos, escrito por Mark L. Smith, de Temos Vagas (2007), conta a história de uma família que se muda para uma nova casa e encontra no quintal o buraco do título. Este buraco, sabe-se lá por que, esconde criaturas concebidas pelos piores pesadelos de quem o encara. Não apenas o roteiro é recheado de clichês, como os próprios personagens são totalmente rasos. Dane é o típico adolescente inconformado em ter deixado a metrópole e mudado para a cidadezinha do interior. Lucas é o irmão mais novo e engraçadinho; Julie, a bela vizinha, se junta aos irmãos na investigação sobre o misterioso buraco.
O elenco, sem carisma, também não ajuda. Dane é vivido pelo novato e “sem graça” Chris Massoglia (Cirque du Freak: Aprendiz de Vampiro, 2009); Halley Bennett, que já conhecemos como a possuída Molly Hartley, de Jovens Malditos (2008) vive Julie e o ator mirim Nathan Gable é o irmãozinho que anda pra lá e pra cá com um ursinho de pelúcia. Talvez o espectador mais atento se lembre de Gable: ele é o filho de David Drayton em O Nevoeiro (2007).
A trama se desenvolve nos três fantasmas criados pelos medos dos três personagens. Uma marionete diabólica persegue Nathan que morre de medo de palhaços. Uma garota fantasma – com uma influência tardia dos “Chamados” da vida, anda cambaleando pra lá e pra cá, implorando para que não a deixem morrer. Ela é na verdade uma amiga de Julie, que morreu na queda de uma montanha-russa. Já o adolescente Dane tem medo de seu violento pai, que está trancafiado numa prisão estadual.
O frustrante é que as aparições surgem a qualquer momento e em qualquer lugar, seja à noite ou durante o dia. As sequências são tão artificiais e sem suspense que em pouco tempo nem os personagens parecem se espantar com o ataque das entidades. Entendo que mesmo o filme buscando um público mais “família” e uma censura mais branda – O Buraco foi lançado nos Estados Unidos como PG-13 (inadequado para menores de 13 anos) – o efeito medo deveria ser muito melhor trabalhado, já que seria o medo a matéria do filme. Mas pior do que isto, a partir do momento em que os jovens descobrem que são os seus temores que alimentam as aparições, tornam-se corajosos de uma hora pra outra, sem que disso dependa qualquer esforço. Não há neste momento de “reviravolta” nenhuma boa vontade em criar algum conflito ou solução melhor acabada.
O desfecho também incomoda: a entidade que representa o pai violento e criminoso de Dane sequestra o irmão mais novo. Dane então se vê obrigado a entrar no buraco e enfrentar seu pai, uma criatura gigante. Dentro do buraco o adolescente encontra uma cidade que mais parece o País das Maravilhas de Alice. Prédios, paredes e quadros em ângulos pra lá de expressionistas. É claro, Dane supera todos os seus medos e facilmente derrota seu “pior pesadelo”.
Talvez a ideia de O Buraco funcionasse melhor se fosse filmado como um episódio de uma série, no estilo Além da Imaginação, devido às limitações do roteiro e mesmo do empenho da equipe envolvida. Mas lamentavelmente é um longa de 1 hora e meia e em 3 D. E nem mesmo o “3 D” proporciona qualquer bom momento, já que temos pouquíssimas cenas de ação e nenhuma criativa o suficiente para impressionar.
Como curiosidade, é bom lembrar que já existe pelo menos outro filme com o mesmo nome: o suspense O Buraco (The Hole, 2001), com o Desmond Harrington (Pânico na Floresta, 2003) e a Thora Birch (Flashes de uma Psicose, 2010).
O Buraco foi exibido no Festival de Veneza de 2009 e passou despercebido pelas salas dos cinemas americanos em outubro do mesmo ano. A estreia no Brasil, em 3D aconteceu em fevereiro de 2011. Enfim, não foi deste buraco que saiu algum coelho e infelizmente não tivemos nenhum novo Gremlins; uma produção sem graça, sem sangue, sem bons efeitos e sem ao menos um pouco de diversão.



Parece mais um filme infanto-juvenil mas cairia melhor como um episódio de Goosebumps.
Lamentavelmente assisti e sem comentários!
O fato do buraco retratar o medo das pessoas foi foda!. mas o filme em minha opinião, nao foi tão bom assim. já me decepcionei vendo so 3 participantes!, quando imaginava um grupo de pessoas. e somente quando eles viram o buraco e algum ser de luz resolve destrancar ele, somente então que os medos dos caras surge, quer dizer, eles disfarçaram muito bem os medos durante anos hein!
Na verdade eles já tinham esses medos há muitos anos, porém só quando eles se mudam pra essa casa nova e encontram esse buraco que já estava lá, que eles passam a serem perseguidos pelos próprios medos que eles já tem há muitos anos.
Com certeza o filme o Buraco de 2001 é um filmaço e o final então é o melhor.
Caraca eu assisti esse filme e posso dizer que uma caveira estaria mais do que suficiente para ele.
Pensei que era a crítica do outro filme O Buraco. Aquele com a Thora Birch.
Sem segundas intenções; o outro buraco é muito bom.
PREFIRO AQUELE O BURACO DE 2001.
Também! ^^