![]() Apartamento 1303
Original:1303-gôshitsu
Ano:2007•País:Japão Direção:Ataru Oikawa Roteiro:Ataru Oikawa, Takamasa Sato Produção:Chiaki Harada Elenco:Noriko Nakagoshi, Arata Furuta, Eriko Hatsune, Yuka Itaya, Naoko Ôtani, Aki Fukada, Toshinobu Matsuo, Shion Machida |
O apartamento 1303 é um belo imóvel, com uma enorme varanda, vista para o mar, localizado num bairro nobre de Tóquio. E está disponível por um aluguel bem abaixo do cobrado em imóveis do mesmo padrão.
Mariko tenta entender a misteriosa morte de sua irmã, que saltou do 13º andar no dia em que se mudava para o apartamento 1303. Ela não aceita a versão oficial, que aponta para um suicídio. Procurando a verdade, Mariko investiga o passado do imóvel. A descoberta é aterrorizante: uma sequência de suicídios idênticos ao da irmã e um episódio onde uma jovem conviveu 6 meses com o cadáver da mãe fazem parte do histórico de tragédias ocorridas no local e são as peças principais de um quebra-cabeças que a levam a reviver uma trama de violência, abuso e desespero.
Ainda hoje é impossível assistir a um filme de horror japonês sem compará-lo a Ringu (1998) ou a Ju-on (2002). E nestas comparações, as claras e inevitáveis influências acabam de sobressaindo, às vezes de maneira excessiva, como no caso de Apartamento 1303. São as personagens femininas, os fantasmas cabeludos, os armários escuros, os telefones possuídos e os grunhidos indecifráveis. E infelizmente esta estratégia não é mais garantia de qualidade. Pelo contrário, produções como Apartamento 1303, lançada no Brasil pela Focus Filmes no final de 2007, fazem com que alguns espectadores afirmem veemente que o cinema e horror japonês se resume somente a variações de um mesmo tema. Obviamente, o autor deste texto discorda completamente desta afirmação.
Indiscutivelmente um dos trabalhos mais fracos do japonês Ataru Oikawa, de Tommie (1999) e suas continuações (Tommie Beginning e Tommie – Revenge, ambos de 2005), Apartamento 1303 insiste, sem nenhum sucesso, em reciclar algumas das ideias mais usadas pelo cinema de horror oriental. Porém, alguns minutos após o início da exibição, qualquer espectador “um pouco” mais experiente deduz todas as revelações propostas pelo roteiro assinado por Oiakawa. Sim, existe “um fantasma vingativo” por trás de tudo (e não se preocupem, isso nem chega a ser um spoiler). E mesmo o tema “suicídio” não é nenhuma novidade, já que foi explorado de maneira similar pelos Irmãos Pang em Visões (The Eye 2).
Afora a falta de originalidade do roteiro (adaptado de um livro de Kei Ohishi, cujas obras teriam inspirado também Ju-on e Oldboy), o elenco (encabeçado por Noriki Nakagoshi como Mariko e Arata Furuta, de Tokio Zombie, interpretando o detetive) deixa muito a desejar. Aliás, praticamente tudo em Apartamento 1303 deixa a desejar. Para aqueles que gostam de sangue: o filme tem muito pouco. Para aqueles que preferem a “complexidade” dos filmes de horror asiáticos: Apartamento 1303 é muito superficial. Pra quem espera um novo Ju-on ou Ringu: esquece. Pra quem gosta de japonesas bonitas… bom, aí até pode assistir, embora só apareçam “muito bem comportadas”. Um detalhe: o DVD americano é vendido como “dos criadores de Ju-on” – pelo menos a versão nacional não faz este tipo de apelação. O DVD lançado por aqui não traz nenhum extra, apenas alguns trailers (que, diga-se de passagem, são bem mais divertidos que o filme).
Enfim, se você é um daqueles que nunca viu um filme de horror asiático, não ouse se “iniciar” com Apartamento 1303. Já se você é um expert no J-horror ou grande entusiasta, como eu, pode assistir… e depois ficar reclamando.
Última nota: um remake americano está em fase final de pré-produção e com o início das filmagens marcado para abril de 2011. Apartment 1303 – 3D (sim, em 3D) será dirigido pelo sueco Daniel Fridell e conta com a bela Mischa Barton (da série OC – Um Estranho no Paraíso), a veterana Rebecca DeMornay (A Mão Que Balança o Berço) e Julianne Michelle (Wall Street – O Dinheiro Nunca Dorme). Vamos torcer para a refilmagem se inspirar mais no texto original de Kei Ohishi do que na adaptação japonesa de Ataru Oikawa.





vi não .