O Presente (2015)

O Presente (2015) (2)

O Presente
Original:The Gift
Ano:2015•País:Austrália, EUA
Direção:Joel Edgerton
Roteiro:Joel Edgerton
Produção:Jason Blum, Joel Edgerton, Rebecca Yeldham
Elenco:Jason Bateman, Adam Lazarre-White, Rebecca Hall, Joel Edgerton, Allison Tolman, Tim Griffin, Busy Philipps,

O Presente é a estreia do ator Joel Edgerton na direção. Hollywood é cheia de exemplos dessas transições que não funcionam muito bem, entretanto o filme se apresenta como uma boa surpresa.

Acompanhamos aqui o casal Simon (Jason Bateman) e Robyn (Rebecca Hall), que se mudam de Chicago para a Califórnia devido a uma oferta de trabalho recebida pelo marido. Escolhem uma bela casa e, logo no início, Robyn se mostra fragilizada devido a uma gravidez interrompida. Entretanto, a casa, novo bairro e novos vizinhos apresentam uma possibilidade de superação para os dois. Mas, o encontro inesperado com Gordo (Joel Edgerton), um colega de escola de Simon, vai alterar os ânimos do ‘casal perfeito’ quando ele começa a fazer visitas frequentes, além de deixar presentes na porta de entrada, forçando cada vez mais sua presença na vida do casal.

Sabe o canal ID, braço investigativo do Discovery (ou como o South Park chamaria: Assassinatos Informativos Pornô)? Pois bem, quando você lê a sinopse de O Presente, ou até em seus momentos iniciais, parece que é aquilo que te aguarda. Suspense: com certeza. Mas, um bom suspense: uhn, acho que não. Entretanto o longa cresce e cativa o espectador devido a alguns pontos primordiais.

O primeiro deles é, com certeza, Robyn. A escolha por Rebecca Hall foi simplesmente perfeita, a atriz está em ótima forma, trazendo o desespero da recente perda de um filho, e a tentativa de adaptação. A entrada de Gordo em suas vidas e a aproximação cada vez mais frequente a deixa claramente incomodada, mas polida ao mesmo tempo. Quer tratar bem o amigo do marido, o que seria uma atitude completamente plausível, mesmo esse contato sendo bem desconfortável. Você consegue enxergar suas ações como atitudes que você também faria em seu cotidiano.

Questões do relacionamento de Robyn com Simon vão aparecendo aos poucos; mesmo o filme tomando um caminho ligeiramente imaginável, essas características das personagens que se mostram durante todo o percurso contribuem para o interesse que a produção gera. Por mais que possamos dimensionar seu desfecho, as nuances do durante fazem o longa valer a pena.

Sobre o desenvolvimento, já de início fica evidente um envolvimento anterior de Simon e Gordo, mas isso não se faz claro de imediato, se desanuviando com o desenvolver da trama, como uma espécie de jogo de gato e rato/vilão e mocinho. Aqui, todos podem desempenhar os dois papéis. Essa construção culmina em um final aberto, que sinceramente foi a melhor decisão que Edgerton poderia ter tomado. As dúvidas no desfecho são desesperadoras e se transformam numa ótima vingança das personagens.

Em suma, O Presente é um suspense consistente, que deixa migalhas de seu desfecho pelo caminho, mas sem se tornar óbvio. Além disso, conta com atuações instigantes e mostra o lado obscuro da sociedade americana, que pode deixar suas marcas por diversas gerações.

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Luana Caroline Damião

Luana Caroline Damião

Graduada em museologia, fã de faroestes e Christopher Lee, deseja que o mundo acabe com um apocalipse zumbi, onde, certamente, será um dos mortos-vivos.

2 comentários em “O Presente (2015)

  • 16/01/2017 em 00:36
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    Ótimo filme.

    O roteiro é surpreendente. Não é uma história comum e apresenta a verdadeira face dos personagens ao longo da trama.

    O final é fantástico e deixa com uma dúvida no ar.

    Indicado para os amantes de bons filmes!

    Resposta
  • 24/12/2015 em 18:16
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    Uma grata surpresa!assisti achando que terias umas gotinhas de sangue mas……fantastico!

    Resposta

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