The Blackwell Ghost 2 (2018)

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The Blackwell Ghost 2
Original:The Blackwell Ghost 2
Ano:2018•País:EUA
Direção:Turner Clay
Roteiro:Turner Clay
Produção:Turner Clay
Elenco:Turner Clay, Terri Czapleski

De volta à casa da Pennsylvania.. Um tempo depois da realização do mockumentary The Blackwell Ghost, o cineasta Turner Clay ainda está bastante intrigado com sua experiência sobrenatural, mas optou por se envolver em outros projetos, ainda que a assassina de crianças ronde suas lembranças. Assim, ao dirigir um novo filme bagaceira de zumbis, Raccoon Valley (e que, assim como os demais mencionados, realmente existe na filmografia do diretor), ele resolveu usar a própria residência assombrada de Greg, o que já poderia resultar em algumas situações empolgantes e assustadoras. Nada acontece. Já pensando em desistir de sua jornada fantasmagórica, ele é contatado por uma pessoa que teria convivido com Ruth Blackwell, tanto que a foto que ilustra o cartaz do primeiro filme está incompleta e a tal pessoa está na imagem. Turner recebe pelo correio uma caixa com pertences de Ruth, incluindo um disco que teria sua música preferida, e descobre que, entre as coisas, há um desenho que aparenta ser um mapa, com algo escondido lá.

Essa é a primeira parte de The Blackwell Ghost 2. Embora as investigações possam ser interessantes, estão longe de ser assustadoras. Ver o protagonista narrando sua caçada ao tesouro e a luta para abrir um cofre são um pouco cansativas, tanto que ao descobrir seu conteúdo logo ele muda de rumo ao receber um telefonema de Greg anunciando que a casa será vendida. Ele lhe dá mais uns dias para que possa explorá-la, e o longa retorna ao formato do primeiro. Difere pelo que acontece – desta vez, as torneiras não irão incomodá-lo, mas as portas continuarão se abrindo, o toca-discos será acionado por diversas vezes e as cadeiras irão se movimentar. Turner não irá com a esposa Terri, e também não ocupará o quarto, optando pela sala com a TV sempre ligada.

É muito pouco. Como o espectador já sabe do que se trata, resta a ele esperar por “atividades paranormais“, algo que não impressiona mais, não assusta. Se a aparição no final do segundo, resultou em arrepios como o passeio das sombras, em The Blackwell Ghost 2 não há nada no mesmo nível. Além disso, o medroso Turner passa a enfrentar com mais tranquilidade as situações extraordinárias, o que diminui o impacto de seu aparente incômodo. As descobertas do primeiro ato não trazem nenhuma influência à parte final, soando como um filme à parte como se Turner de repente pensasse: “bom, ampliei a mitologia, apresentei algo perturbador, mas o público quer ver coisas se arrastando, portas se batendo. Vamos retornar à casa.

Deve-se enaltecer os aspectos técnicos. A edição novamente é muito bem feita, assim como a narrativa do diretor. O enredo realmente irá prender a atenção do infernauta, sempre à espera de algo mais consistente e apavorante. Infelizmente, nesse ponto, o filme deixou a desejar.

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Marcelo Milici

Professor e crítico de cinema há vinte anos, fundou o site Boca do Inferno, uma das principais referências do gênero fantástico no Brasil. Foi colunista do site Omelete, articulista da revista Amazing e jurado dos festivais Cinefantasy, Espantomania, SP Terror e do sarau da Casa das Rosas. Possui publicações em diversas antologias como “Terra Morta”, Arquivos do Mal”, “Galáxias Ocultas”, “A Hora Morta” e “Insanidade”, além de composições poéticas no livro “A Sociedade dos Poetas Vivos”. É um dos autores da enciclopédia “Medo de Palhaço”, lançado pela editora Évora.

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