
![]() Suck
Original:Suck
Ano:2009•País:EUA Direção:Rob Stefaniuk Roteiro:Rob Stefaniuk Produção:Robin Crumley, Jeff Rogers Elenco:Rob Stefaniuk, Jessica Paré, Paul Anthony |
Poderíamos definir Suck como um daqueles filmes ruins que valem uma conferida, mesmo que rápida. Apesar de todas as deficiências – que vão dos fracos efeitos até um roteiro totalmente irregular – as participações especiais chamam a atenção. Entre os convidados do mundo do rock estão: o veterano Alice Cooper, Iggy Pop, Alex Lifeson (guitarrista do Rush), a rockeira canadense Carole Pope, Henry Rollins, o dj Moby e Dimitri Coats (guitarrista da banda Burning Brides). No elenco principal, o destaque é a presença de Malcom McDowell, como o caçador de vampiros Van Helsing. Na trama, a banda The Winners, que não faz jus ao nome, corre atrás de um contrato com uma grande gravadora, fazendo shows em locais desconhecidos ao redor dos Estados Unidos e Canadá. O problema, além da música que não é lá grande coisa, é que seus integrantes também não apresentam carisma nenhum. Mas a sorte da banda muda quando um dos integrantes – a bela Jennifer, interpretada por Jessica Paré (Amor à Flor da Pele, 2004) – é mordida e transforma-se numa sensual vampira com uma atitude mais rock and roll. A carreira do The Winners decola, ao mesmo tempo em que os demais integrantes vão ganhando imortalidade e um inimigo comum, Eddie Van Helsing (uma brincadeira com o nome do guitarrista Eddie Van Hallen).
A direção e o roteiro de Suck são de responsabilidade de até então “ator” desconhecido Rob Stefaniuk. A trilha sonora é uma atração à parte, e inclui nomes clássicos como Alice Cooper (Iam a Spider), Rolling Stones (Sympathy For The Devil), Velvet Underground (Oh! Sweet Nuthin’), David Bowie (Here Comes The Night), Iggy Pop (TV Eye e Sucess).
Outro ponto que funciona em Suck, em alguns momentos (só em alguns momentos), são os diálogos. Em determinado cena, Victor, um produtor experiente interpretado por Iggy Pop alerta o líder da banda: Cara, deixe-me dizer-lhe o que aprendi nas minhas muitas, muitas viagens: use sempre preservativos e…. nunca, nunca confie num vampiro!
Uma boa piada acontece também com o personagem vivido por Moby, chamado Beef (taí a primeira brincadeira: o DJ é famoso por seguir uma dieta vegetariana e por vezes se engajar na defesa dos direitos dos animais). Na sua última aparição, Beef vai até o quarto da vampira e crente que vai conseguir uma boa “chupada“, pede para ela abaixar e apreciar o seu baby beef. O final desta cena caliente todos já conhecem: Moby tem seu corpo esquartejado.
Um dos problemas é o visual pobre com uma fotografia que lembra os telefilmes americanos dos anos 80. O roteiro, já citado, se perde na falta de ritmo e na continuidade. Em determinada sequência, sem qualquer indício anterior, o líder da banda (vivido por Mike Lobel) aparece com Eddie Van Helsing (que até instantes anteriores perseguia a banda) e propõe a todos que matar o vampiro que havia mordido o primeiro integrante do The Winners transformaria todos em humanos novamente. Apesar de ricos, imortais, famosos e felizes, sem nenhum rodeios todos aceitam.
É pouco possível que Suck seja exibido nos cinemas por aqui, porém seu lançamento nos formatos DVD e Blu Ray pode acontecer – as distribuidoras devem se aproveitar dos sucessos da saga Crepúsculo e das séries de TV Vampire Diaries e True Blood. Se bem que a onda vampiresca pop começa a apresentar sinais de desgaste, vide a recente paródia Os Vampiros que Se Mordam (2010) – importante também não confundir Suck com esta bomba de bem maior dimensão, cujo título original é Vampires Suck.
Enfim, quando encarado como uma brincadeira trash, Suck funciona razoavelmente bem. No entanto, numa análise mais séria, a produção parece uma ideia divertida totalmente desperdiçada – parecida, mas ainda inferior, ao que resultou em Little Nick – Um Diabo Diferente (2000). Ou seja, caso seus realizadores tivessem mais empenho, ou fossem mais competentes, teríamos um sério candidato a cult no gênero.



nunca ouvi falar.