Boca do Inferno na Hora do Horror do Hopi Hari

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Quem está em busca de emoções mais intensas do que a adrenalina provocada pelo parque mais divertido de São Paulo deve também experimentar anualmente sua Hora do Horror. Especialmente neste ano, quando se completa 25 anos desde a primeira noite macabra, com atrações assustadoras e monstros espalhados por todo parque. Sim, a Hora do Horror tem a mesma idade do Boca do Inferno, um motivo mais do que especial para que fôssemos fazer uma visita.

O passeio inclui brinquedos radicais como o Aero Venturi, aquelas cadeirinhas voadoras suspensas e que permitem ter uma visão impressionante do parque; a assustadora Ekatomb Anunnaki, uma nave suméria que irá virá-lo de cabeça para baixo literalmente; o intenso e popular Evolution, para quem gosta de emoções fortes, assim como o Katapul, uma espécie de montanha-russa que dá um giro de 360 graus; entre outros como a tirolesa, a montanha-russa no escuro, além do Montezum, outra atração bastante conhecida. Há também brinquedos infantis para a curtição dos pequenos e familiares: o hotel assombrado de 1825, o aterrorizante Katakumb, Jambalaia, o cine Simulákron, o Spleshi… É importante lembrar que o Hopi Hari valoriza PCDs, permitindo, através do Código Azul, acessos mais facilitados às atrações.

É claro que o evento principal só iria acontecer no final do dia. Às 18h, começa um esquenta no palco principal, com danças e coreografias de Helena e Rodrigo, agitando os presentes até a invasão dos monstros. O tema desta edição, N3KR0N – O PROTOCOL0, mostra o momento da rebelião das máquinas, provocando ameaças tecnológicas depois que o controle, de um futuro aparentemente mais confortável, é perdido, remetendo a Westworld. Vídeos dão detalhes da tragédia, antecipando as criaturas que rondarão o parque e habitarão três labirintos, espalhados pelo parque e que merecem sua atenção:

Bunk3r: com acesso pelo palco, trata-se de um refúgio e treinamento da resistência humana contra o domínio das máquinas. Pode ser que você saia dali rouco de tanto gritar “Resistência“, levemente úmido e bastante assustado.

Ophiron Labs: Maior labirinto dentre os três, aqui a inteligência artificial conhecida como I.A.R.A. espalhará pelos corredores estreitos suas sentinelas pavorosas. Você verá pessoas possuídas, presas em experimentos e sendo adaptadas a uma nova condição.

NovaGen: Este labirinto é que apresenta as máquinas, logo após seu descontrole. Mensagens positivas sobre o apoio aos seres humanos podem ser vistas de fora, antes que você mergulhe numa situação de correria desesperadora.

Ao final, fugindo de exemplares por todo o parque, alguns com motosserras e machados, robôs perdidos e rebeldes, vale uma passada no museu de a Hora do Horror, mostrando os vinte e quatro temas anteriores, máscaras, cartazes e fantasias, uma viagem aos sustos do passado e que trazem uma interessante sensação de nostalgia.

O Boca do Inferno também aproveitou para entrevistar os organizadores do evento para trazer mais detalhes da experiência imersiva. Confira:

Com a idade do Boca do Inferno, a Hora do Horror está completando 25 anos de uma experiência que envolve diversão e sustos. O que mudou da primeira edição para cá?

Quando a Hora do Horror começou, há 25 anos, a proposta já era transformar o parque em um grande cenário de horror. O que mudou de lá para cá foi principalmente a dimensão dessa experiência. Hoje, não estamos falando apenas de personagens assustadores espalhados pelo parque, mas de uma história que envolve cenografia, trilha sonora, iluminação, efeitos especiais, performances e uma narrativa própria.

Ao longo dessas 25 edições, a Hora do Horror acompanhou a evolução do próprio público e das tecnologias utilizadas em grandes experiências de entretenimento. Mas existe algo que não mudou: a capacidade de reunir pessoas para sentir aquele frio na barriga, gritar e, no segundo seguinte, dar risada da própria reação.

O que os fãs de horror e do parque podem esperar nessa data comemorativa, além das atrações do parque?

Os 25 anos tornam esta edição especialmente simbólica. A Hora do Horror é uma tradição do Hopi Hari e também faz parte da memória de muitas pessoas que cresceram frequentando o evento.

Neste ano, o visitante pode esperar uma experiência ainda mais imersiva, em que o horror não fica restrito a um único espaço. O parque se transforma para receber essa história, com cenários, personagens e uma atmosfera completamente diferente da operação convencional.

E, para quem acompanha a Hora do Horror há anos, existe também um componente afetivo: reencontrar elementos que fazem parte da identidade do evento, mas apresentados dentro de uma proposta totalmente nova.

Entre os grandes destaques na experiência do visitante está a volta do terceiro labirinto, um dos pedidos mais frequentes dos visitantes. A tecnologia também ganhou ainda mais espaço nesta edição, presente tanto nos figurinos e caracterizações dos personagens quanto nas experiências e interações dentro dos túneis.

Os shows também receberam novos efeitos especiais, com destaque para o encerramento, que conta com um espetáculo pirotécnico desenvolvido especialmente para a Hora do Horror e com uma experiência inédita na América Latina, já considerado um dos pontos altos desta edição.

Outro diferencial é a imersão na história. Em 2026, toda a experiência foi construída para fazer o visitante se sentir parte do universo da Hora do Horror, desde os personagens e cenários até os labirintos e espetáculos. Essa integração com a narrativa tem sido um dos aspectos mais elogiados pelos visitantes.

O tema deste ano é N3KR0N – O PROTOCOL0. Pode nos dar uma pista do que poderia ser isso?

Podemos dizer que N3KR0N nasce de um encontro entre tecnologia e horror. O próprio nome já dá algumas pistas: estamos entrando em um universo em que códigos, sistemas e inteligência artificial fazem parte da narrativa.

Mas existe uma pergunta central: o que acontece quando um sistema criado para controlar uma situação passa a ter vontade própria? E mais do que do que isso, explorar os seus medos e reproduzir horror por onde passar!

A partir daí, o visitante entra em uma história em que nem tudo é o que parece. E talvez a principal dica seja esta: na Hora do Horror deste ano, não basta ter medo do que está escondido no escuro. É preciso também desconfiar daquilo que parece estar sob controle.

Emprestamos algumas criaturas da Boca do Inferno para habitar o parque, como elas estão se comportando?

As criaturas chegaram do inferno ao Hopi Hari e, como era de se esperar, não estão exatamente interessadas em seguir regras de convivência. [risos]

Algumas parecem ter se adaptado muito bem ao parque, talvez até bem demais.

O problema é que, quando você mistura criaturas do Inferno com o universo da Hora do Horror, nunca dá para saber exatamente o que pode acontecer.

Então a recomendação é simples: se você encontrar alguma delas pelo parque, mantenha a calma. Ou pelo menos tente!

Que dica você poderia dar para quem nunca participou da Hora do Horror?

A principal dica é: venha preparado para entrar na história. A Hora do Horror não é apenas assistir a um show ou encontrar personagens assustadores. A proposta é viver a experiência.

Para quem nunca veio, vale chegar com disposição para explorar o parque de uma maneira diferente, prestar atenção aos detalhes…

E existe uma regra importante: se você ouvir um barulho estranho atrás de você, talvez seja melhor não olhar. Mas, se olhar, não diga que não avisamos!

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