![]() Cry-Wolf - O Jogo da Mentira
Original:Cry_Wolf
Ano:2005•País:EUA Direção:Jeff Wadlow Roteiro:Beau Bauman, Jeff Wadlow Produção:Beau Bauman Elenco:Julian Morris, Lindy Booth, Jared Padalecki, Jon Bon Jovi, Sandra McCoy, Paul James, Anna Deavere Smith, Ethan Cohn, Gary Cole, Jane Beard |
por Filipe Falcão
Uma das melhores características de um bom filme é quando a produção consegue ir além das expectativas do público e surpreender a quem o assista. Tal obra pode possuir (geralmente vários) defeitos, mas, pelo fato de ter um roteiro que prenda a atenção do público, já merece destaque. Cry Wolf – O Jogo da Mentira (Cry Wolf, 2005) enquadra-se nessa característica de surpreender ao público com uma história que a princípio não oferece maiores interesses, mas que com o desenrolar da trama, vai prendendo cada vez mais a atenção dos admiradores do gênero.
A história de Cry Wolf gira em torno de um grupo de alunos de uma escola preparatória isolada no meio do nada, que, após o assassinato de uma aluna, decidem criar, para quebrar a monotonia local, um serial killer fictício. A turma desenvolve uma história de que o assassino, batizado de Wolf (lobo) já fez várias outras vítimas, todos alunos de outras escolas, além de sempre atacar na noite de lua cheia. Para que o boato ganhe voz, eles encaminham o e-mail para toda a escola, que começa a realmente acreditar que o tal Wolf exista.
Mas com a chegada da noite de lua cheia, que também é a de Halloween, coisas estranhas começam a aparecer, como mensagens ameaçadoras para o grupo de amigos e incluindo o desaparecimento de alguns estudantes. Seria apenas parte da brincadeira? O e-mail chegou ao assassino da estudante e ele não gostou nada disso? Um seria killer real resolveu aprontar com o grupo? Essas são apenas algumas das perguntas que vão surgindo durante o filme que começa a criar um suspense bem elaborado para responder a estas dúvidas.
Grande parte do êxito de Cry Wolf se dá pelo roteiro bem escrito. Fruto das mentes de Beau Bauman e Jeff Wadlow (este último também responsável pela direção), a trama bebe na fonte de filmes como Garotas Selvagens (Wild Things, 1998) e A Noite das Brincadeiras Mortais (April Fool’s Day, 1986), onde nem tudo que acontece é realmente o que parece e ninguém está morto apenas por que levou uma facada. Esse jogo de “parece, mas não é” funciona por criar um clima de insegurança para os personagens e de dúvida e curiosidade para o público.
O filme vai trabalhando a ideia de que um assassino, que não necessariamente seja o Wolf, está cercando o grupo de amigos. Como tudo começou como uma brincadeira, os próprios estudantes ficam na dúvida sobre o que está acontecendo com eles é real ou não. Além desse artifício, o filme também utiliza a questão da sugestão e de cenas cortadas para deixar, não apenas os personagens, mas quem assiste ao filme com dúvida do que realmente aconteceu. Além do que, a produção consegue ter uma conclusão interessante, diferente da mesmice na qual o gênero costuma ser vítima.
O filme também economiza nas doses de violência gratuita preocupando-se mais em manter o ritmo da trama, que até perto do seu final está com a maioria dos seus personagens vivos, do que sair dizimando todo mundo. Além do que, Cry Wolf possui alguns momentos muito bem desenvolvidos, sem apelar para o tradicional banho de sangue ou a gritaria de sempre. Uma das sequências internas que é passada na biblioteca é muito bem realizada, utilizando para isso apenas efeitos de luzes que acendem e apagam.
Mas calma, como foi dito no começo dessa matéria, um bom roteiro pode ser fundamental para a realização de um bom filme, mas ele não consegue apagar determinadas falhas na produção, que no caso de Cry Wolf, são gritantes. Ao começar com os típicos personagens clichês, que sempre dão as caras em filmes de suspense, mas neste, em especial, parece que escolheram a dedo. Os jovens mostrados no filme são tão chatos e sem graça que se fosse na vida real, o assassino deveria ganhar um prêmio por livrar a humanidade desse tipo de gente.
Para completar, o elenco também é um dos mais pavorosos (no real sentido da palavra) vistos em anos. E olha que gente ruim é o que não falta neste tipo de filme, mas em Cry Wolf, parece que escolheram os piores. A começar pelo inglês Julian Morris, que não convence como o herói, além de manter a mesma expressão do começo ao fim da história. Fazendo o papel da mocinha vagabunda, Lindy Booth (Madrugada dos Mortos, 2004) parece que está participando de um ensaio sensual pelo olhar sexy que insiste em fazer durante todas as cenas em que aparece.
Temos também o (vamos deixar bem claro o que ele é) Jon Bon Jovi fazendo o papel de um professor. A participação dele é tão sem graça que ele teria ganhado mais se tivesse gravado algum clipe ou se apresentado em um festival de música. O restante do cast tem o perfil de Malhação, novela global para adolescentes, ou seja, não espere grande coisa. Outra falha do filme, que poderia ter sido evitada, é a forma como alguns personagens possuem uma lógica extremamente desenvolvida para pegarem certas palavras e solucionarem o mistério.
Mas tirando as falhas, Cry Wolf é uma produção bem acima da média, que merece ser conferida, mesmo que o tema pareça batido, neste caso, ele foi bem desenvolvido, o que já oferece um resultado melhor do que o costumeiro corre-corre. Talvez um bom entretenimento ao se assistir este filme seja o de descobrir quem é o assassino. Em um gênero onde tantos matadores são fabricados anualmente, Cry Wolf optou simplesmente em ter uma boa história para os personagens, mas que também atingisse ao público.




Jared Padalecki
concordo com a crítica em relação ao elenco fraco
O filme prende a atenção mais os culpados são muitos óbvios
Gostaria de ver aqui a crítica do novo filme desse diretor( Verdade ou Desafio) que achei sofrível,prefiro mil vezes o original inglês( Consequencia mortal ( truth or dare) de 2005
esperava mais desse filme.
filme interessante ví no cinema ,e tenho o dvd merece uma conferida..