
![]() Viagem Macabra
Original:Break
Ano:2009•País:Alemanha Direção:Matthias Olof Eich Roteiro:Matthias Olof Eich Produção:Bernd Reichert Elenco:Annette Kreft, Christian Jungwirth, Esther Maaß, Lili Schackert, Marina Anna Eich, Meelah Adams, Patrick Jahns, Ralph Willmann, Sebastian Badenberg, Thelma Buabeng |
Embora a fórmula dos slashers já tenha sido usada à exaustão, ainda existem aqueles que insistem em produzir algo similar no gênero. São tentas repetições do mesmo produto que fica até difícil diferenciar uma produção de outra, cabendo ao público apenas escolher o filme pela capinha ou pelo elenco, diretor ou roteirista, já sabendo que o conteúdo não irá surpreendê-lo. Esse é o caso de Viagem Macabra, longa que a PlayArte trouxe para saciar os fãs daqueles que procuram apenas uma diversão descompromissada e descartável.
A falta de criatividade já começa pela capinha modelo Jogos Mortais, em que dois pés aparecem pendurados numa corda sobre um fundo branco. E a tagline nacional também é bem comum, mas sempre funciona: O Melhor Fim de Semana de Suas Vidas Poderia se Tornar o Último, bem diferente da versão em inglês, No Mercy, Just Pain (sem misericórdia, apenas dor).
Além dessas obviedades do rótulo, a sinopse não é nem um pouco atrativa e original: quatro amigas Anna (Marina Anna Eich), Clare (Thelma Buabeng), Rose (Esther Maaß) e Sarah Carter (Lili Schackert) viajam às montanhas canadenses com a intenção de passar um final de semana nas matas de Glacier Rocks. No local, são vítimas de dois sádicos montanhenses, obrigando-as a lutar com todas as suas forças se quiserem sair vivas do passeio.
Responda depressa: a quantos filmes com essa mesma temática você já assistiu? No SP Terror, por exemplo, foi exibido o slasher argentino Nâo Morrerei Só (2008) sobre quatro amigas que decidem acampar em La Plata e são perseguidas por caçadores da região. E nos dois filmes há cenas de estupro e vingança feminina, comprovando mais uma vez que a falta de criatividade não é um defeito exclusivo de Hollywood.
Talvez o único motivo de interesse que alguém possa ter em Viagem Macabra se deve ao fato do filme ser uma produção independente alemã, filmada nos EUA, ou seja, simplesmente a curiosidade em conhecer o estilo slasher desse estrangeiro com poucos recursos na terra do Tio Sam, embora as técnicas de produzir suspense e o roteiro sem graça não tragam nenhuma novidade.
Para você ter uma noção do excesso de clichês do filme, é importante reportar alguns detalhes da trama. Nos primeiros dez minutos, o filme mostra as amigas se encontrando para o passeio. O carro busca cada uma delas, seja na rua, numa esquina ou em sua própria residência, até esbarrar num problema: uma das meninas acabara de ser traída pelo namorado e está deprimida para viajar. É óbvio que a garota vai participar da viagem, mas é preciso uns minutos a mais para o espectador se importar com sua vida. Ora, ela merece viver, pois já sofreu o suficiente…
Durante os 30 minutos seguintes (fez a conta?), elas serão apresentadas ao público, falando mal de homens (lógico, houve uma traição. Assim, espere por falas do tipo homem não presta. É tudo igual) ou o que pretendem fazer no futuro (tadinhas…se alguma delas morrer, o público ficará triste em não ver seu sonho realizado), vez ou outra nadando – uma nudez aqui, outra acolá -, a maior parte do tempo tirando fotos. Sim, tem uma garota que leva sua câmera para todo lado, fotografando tudo o que vê pela frente, desde um tal colar da sorte até a amiga dirigindo, se esquentando na fogueira… Logo, espere por um momento em que o flash da câmera revelará alguém escondido nas sombras e um fim digno de seu comportamento irritante.
Quando as meninas quase atropelam um rapaz que interessa a elas, ele inventa uma desculpa para não ir, mas você já sabe que o indivíduo será visto mais tarde, adquirindo uma função na trama – é tão fácil reencontrar alguém numa região de mata extensa entre uma cadeia de montanhas. E ao pedirem informação para dois feiosos – um chega a grunhir para mostrar sua maldade expressa nos gestos e aparência -, o espectador logo saberá quem serão os vilões da história. E você torcendo para que o roteiro tente surpreender o público mostrando um vilão bonitinho e os feiosos como vítima….
Então, por volta dos 43 minutos, a sangreira e a correria terão início, com alguns absurdos justificáveis pelo tom trash da produção. Um destes é um ensinamento para os incautos: levar dois tiros de um rifle à queima-roupa não quer dizer nada, você ainda vai sobreviver para correr e até dirigir. Há uma desnecessária cena de estupro com duração de um minuto, porém não tão intensa quanto as de filmes mais importantes como Amargo Pesadelo (1972) e A Vingança de Jennifer (1978), e nem mal-filmada quanto Não Morrerei Só (2008), embora o ato sempre cause um certo desconforto no espectador. Segundo o diretor e roteirista Matthias Olof Eich, em entrevista ao site DevilDead, a cena tinha ao todo três minutos, mas ele optou por editá-la para suavizar o resultado final, já que muitos pediram que ela nem estivesse presente. Não teria feito falta, pra falar a verdade.

Por outro lado, para os fãs de produções sangrentas, Viagem Macabra pode até ser divertido. Alguns desmembramentos, órgãos expostos, uma flechada no olho, com os atores e atrizes sujos dos pés à cabeça. Há gritaria, perseguição na mata, um pouco de suspense. Nada que você não tenha visto antes em menor ou maior grau em qualquer outra produção genérica.
Matthias Olof Eich iniciou sua carreira em 1999 trabalhando na publicidade europeia da pré-sequência de Star Wars para a LucasArts e a LucasFilm. Depois de filmar alguns clipes, conseguiu em 2005 um papel no filme The Black Reptile. Após uns contatos com alguns produtores, ele apresentou um roteiro chamado Deep Hollow, que recebeu aprovação imediata. Porém, sem financiamento para a produção, viu-se obrigado a trabalhar em algo mais barato e assim nasceu Break (Viagem Macabra). Assumidamente um filme independente, Eich disse que as filmagens duraram 21 dias, sendo que 3 foram necessários para a direção de segunda unidade.
Mas, eu tenho que dizer que a pós-produção foi feita durante nosso tempo-livre. Lembre-se BREAK é um filme independente e depois dessas três semanas de filmagem tivemos que voltar para nosso trabalhos regulares, afirmou o diretor.
No entanto a afirmação mais interessante da entrevista foi quando Eich citou as falas de seu amigo Andreas Marschall, diretor de Tears of Kali:
Se você fizer um filme de terror na Alemanha, a imprensa vai olhar para você com desprezo. Fazer filmes de terror é como fazer filmes pornô na Alemanha.
Na verdade, independente das dificuldades em produzir um longa na Alemanha ou em qualquer país, infelizmente Viagem Macabra não funciona como produção amadora, nem trash, muito menos pornô; talvez uma diversão rasteira para aqueles que curtem mais do mesmo. É apenas um filme que passeia pelos clichês do gênero e que será facilmente esquecido ao término de sua exibição.



mas nossos pseudos intelectuais esqueceram que essas porcarias de cenas ocorrem de verdade principalmente a turistas em florestas americanas infelizmente
É UM LIXO TOTAL ESSE FILME,ATORES HORRÍVEIS TANTO NA APARÊNCIA FISÍCA QUANTO NA ATUAÇÃO, NUNCA OUVI FALAR DESSES ATORES,A CENA DE ESTUPRO PARECE SER REAL,POIS MOSTRA CLARAMENTE A MULHER NUA E O MANÍACO ESTUPRANDO ELA TAMBÉM NU,POR SINAL ESSA CENA GOI MUITO DESNECESSÁRIA ISSO CAUSA UM DESCONFORTO PSICOLÓGICO EM QUEM ASSISTE…O DIRETOR DESSE FILME É UM VERDADEIRO PSICOPATA EM FAZER UM FILME DESSES,PRA PIORAR A QUALIDADE DA FILMAGEM É HORRÍVEL, O FILME TODO EM UMA FLORESTA ESTRANHA E MEDONHA,NÃO TEM MUITO CONTEXTO QUASE NÃO DA PRA ENTENDER O SENTIDO DESSA PORCARIA DE FILME.
Ja repetiram Filmes demais boa citação assim,como os de Demonios,Possessão,e Gente que fica presa num lugar e uns matam os outros,faltou alguma coisa ah sim Zumbis Tambem se e não me engano pelo menos ha uma luz no final do Tunel com um filme Coreano de Zumbis parece que é invasão zumbi esse parece que da um gas bom de coisas boas mas o resto não empolga!!
Na minha opinião muito bom. Resista aos minutos iniciais e continue assistindo.
Concordo plenamente, porcaria de filme assisti em um dvd pirata por curiosidade nunca tinha ouvido falar que lixo as amigas chatas a da câmera e a pior o cara que fez esse filme e melhor fazer outra coisa montar uma igreja virar ocultista sei lá esse cara não entendi de filme de terror nota zero ainda e muito vou dar menos zero lixo
dá pra assistir,mas é ruim.
Assisti a a película lá para 2013 e confesso: foi única vez para nunca mais! Até hoje as cenas de estupro não saem da minha cabeça, quem dirá “Sérbia Filmes: Terror Sem Limites”! Mas enfim, cada qual com seus gostos e sua forma artística de se expressar.