
![]() Não Morrerei Só
Original:No moriré sola
Ano:2008•País:Argentina, Espanha Direção:Adrián García Bogliano Roteiro:Adrián García Bogliano, Ramiro García Bogliano, Martín Frías Produção:Sebastian Fretes, Martín Frías, Adrian Sosa Elenco:Gimena Blesa, Marisol Tur, Magdalena De Santo, Andrea Duarte, Camila Loyza Basualdo, Leonardo Cuchetti, Leonardo Canga |
Se fosse um curta-metragem talvez funcionasse melhor. Mas, a necessidade de se estender a 87 longos minutos fez com que Nâo Morrerei Só se transformasse num filme chato, arrastado, com pouco conteúdo e muita enrolação. Fazendo parte da Competitiva Ibero-Americana do SP Terror, o filme dirigido por Adrián García Bogliano, que esteve no Festival em 2009 com 36 Passos, nada mais é do que uma versão sul-americana de A Vingança de Jennifer, trocando a protagonista por quatro atrizes canastronas que mais arrancam risadas da plateia do que comoção pelo ocorrido.
Durante uma viagem a uma região isolada de La Plata, Argentina, quatro jovens avistam um corpo à beira da estrada. A vítima é uma garota baleada na cabeça, aparentemente fora atingida quando passava pelo local de bicicleta. Os responsáveis ainda estão nas proximidades com suas armas de fogo, obrigando as garotas a recolher o corpo e procurar ajuda na delegacia mais próxima. Assim que chegam ao local, aguardam os policiais e prestam depoimento para depois seguir viagem. No entanto, os assassinos percebem o ato das meninas e resolvem se divertir com as testemunhas.
Carol, Yasmin, Moira e Leonor são atacadas na mata, estupradas diversas vezes e abandonadas no local (!!!). As garotas procurarão abrigo numa residência sem saber que o local é frequentado pelos rapazes, o que forçará uma atitude vingativa das meninas se quiserem sobreviver aos acontecimentos trágicos.
O filme é isso. Nada mais. Sua narrativa detalhada desperta o bocejo do espectador que olha para o relógio a cada momento. Tudo é bem lento e desnecessário: o depoimento, a cena em que uma jovem troca de roupa no banheiro da delegacia (que dura uns três minutos); a viagem de carro interminável; a cena dos estupros…embora nenhuma chega aos pés do momento em que duas garotas enterram um corpo – é a primeira vez que vemos o processo inteiro, manualmente – embora, haja uma pá no local -, num filme de terror.
Um dos destaques negativos fica por conta das atuações fracas de todo o elenco. As garotas são violentadas, mas parece que foram simplesmente ao dentista. Depois do fato consumado, não expressam dor, raiva, medo…apenas caminham sem sentido pela mata em busca de abrigo. Quando precisam mostrar raiva, o olhar maléfico é tão mal construído que o público só consegue rir de tamanha bobagem. Os estupradores mudos também só despertam risadas, quando deveriam chocar, amedrontar.
Compare todas essas cenas com o exploitation A Vingança de Jennifer ou até Aniversário Macabro! Estes são mais explícitos, realistas, interessantes e cruéis, dotados uma linguagem crua e quase documental. Já Não Morrerei Só é simplesmente enfadonho, sonolento. Há até um porco-do-mato que marca presença sem aparecer, parecendo até que há um velociraptor na mata, não um animal selvagem.
Ainda que tente apresentar uma lente suja, tentando se espelhar em obras como O Massacre da Serra Elétrica, o filme não merece uma indicação positiva, seja pela violência expressa ou pela nudez das meninas. O diretor Adrián García Bogliano ainda está longe de merecer uma recomendação (tendo como base seus dois filmes exibidos no SP Terror). Quem sabe da próxima vez ele consegue?



Infelizmente, assisti a isso.
Porque pra chamar isso de filme é elogio!
vish,deve ser ruim demais.